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sexta-feira, julho 27, 2012

Textos Correntes #14

Entre entrar e sair - um pé no sol, no declive da ladeira da preguiça - a moleza: o corrimão que se dobra pela mão. A rota entre entrar e sair, o ficar. Levantar a areia movediça, apoiar a bengala nas teclas da tecelagem até à cauda da justiça - do mar, fictício: bate contra o peito da esponja e arremessa-a para trás. Um trapo em petróleo, queimado ao longo da passagem pelo areal, carregado até aos confins do pontão, e mergulhado. O alívio, o fogo desmaiado à distância assinalada. O rito presenciado; o fumo escondido, e as moléculas de oxigénio. A engrenagem para o sinal atravessado: e então, o início da civilização - começa: até às grades dos bairros de ferro na idade da lei da pedra - escrita, e a fuga às palavras cruzadas até à bifurcação da língua ao sol: não pensar (tanto). O atlas. O rio. O oxigénio e o carbono. O fogo deposto na cidade subterrânea, protegida, fertilizada pelas sombras e chumbo, ao abrigo dos ataques de todas as espécies. O alívio. A paz. A chama. O chamamento do astro na península volátil das palmas no chão trilhado à dilatação do pensamento derramado na escrita, genética, críptica. Inclinada. Pingada. Corrompida. O deserto em pegadas. Há verdade a passar (a correr), como uma miragem. Das letras nas chapas nas mesas dos exames dos desvios dos caminhos - todos os artigos, dispostos: manobráveis, que temos mãos e dobramos o corrimão e agarramos o resto do cântaro. Defendemos. Os corpos humanos entre a precisão do bisturi, a veia salta solta e encantada no mistério do ser. Solta, precisa, encantada. Azul; vemos verde, que queremos verde; que o mar alterna entre a cauda do mundo e a boca do sol, e o céu num instante, numa tontura desenhada pelo movimento alheado. Artifício. Há verdade com um olho aberto e o outro fechado. Há o sol no declive do ficar, no atrito do peito contra a onda, no fogo aceso e no fumo tomado prisioneiro. Na ressonância, dentro nas caixas, e nos sentidos atravessados. No varrer de um texto. Na proposição semântica. No tempo preso. No tempo do mundo que pergunta ao tempo, que pede ao tempo, que perde para o tempo.

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