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terça-feira, julho 24, 2012

Textos Correntes #13

Saio, não saio, entro, saio; entro e saio, volto a sair, já saí?, saí, entrei outra vez. Entro.
Saio. Não sei o que fazer - treze treze treze, treze, reza..., terço: um terço aterrado um terço aluado, dependurado, viajado - pouco, conformado. Entrei. Fico. Queda - movimento lento em laço no chão. De cima a baixo a toda a volta, e a trezentos e sessenta - levanto.
Apetece-me tudo, e nada - há tantos anos a dizerem isso.
E às letras, aos ossos. À capela dos destroços. Às telas, ilustrar ilustrar, às pedras, arrepiar os caminhos - eira e beira, aos ossos, às partes - àquilo que importa, ao que se quer, às maneiras - às eiras às beiras. Aos ziguezagues. Ao alto d'ouro, ao litoral, todo o litoral num foguete, num fado. O mar vai entrando. Na seara ao sol - ao trigo, ao pão; à agulha. Vou de esterno à palha - a que fura o produto externo bruto. A mansidão às costas; às ilhas, entre o pasto litoral, no Alentejo e no Algarve, de lés-a-lés, em pé - tens pé neste país? À ida e à vinda, ao vai e vem: eu vi um vaivém no dorso de uma andorinha - a cidade sem fronteiras; eu vi um jacto a cores, e parti o caleidoscópio nos campos dos frutos entre as vedações. Entram as ervas daninhas com que me preparo a água. Escalda, estala, arde. O sopro é um buraco para o longe - para ir por ali, por aqui não saio. Fico. Ou entro. Não sei o que fazer. Atei as costas às mãos, assim vou apanhar o ar. Assobio.
A fonética em diálogo com os pássaros, e o que toca é ouro, e tonifica os rastos pelo céu - as subidas, as vertigens. Os ímpetos. Atirar-me ao rio em contraste com o tempo.
Bastidores.
Pelas margens, pelas letras. Aninhar-me, uns instantes, fetal. Pela saída até à entrada.

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