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segunda-feira, julho 16, 2012

And (for) thoughts, (to) die hard!



(but) sometimes it's so easy to forget and so hard to remember


"As Musas cantam o fazer-se contínuo do mundo, o fazer-se do pensamento. Cantam mesmo o fazer das artes. O museu, templo das Musas, era originariamente não apenas sua moradia, mas o lugar de adestramento das artes, onde o conhecimento adquirido, ao ser lembrado, permite estabelecer um nexo com o conhecimento novo. Assim, a Memória é não apenas importante para a retenção do conhecimento, mas fundamental para a elaboração do conhecimento científico, tecnológico e filosófico. Sem a memória que permita a presentificação do conhecimento não há o passo adiante. A memória é, assim, de certo modo, mãe da inspiração: pois que é o nosso fazer contínuo além fabricação do passado que se faz a cada instante?

A noção de Memória evidentemente transformou-se muito, desde o tempo em que era vivida como a divindade que presentificava o passado e gerou as filhas que presidiam a função da arte e da ciência. Foi analisada, codificada em funções fisiológicas e psíquicas, recebeu diferentes atribuições de valor e importância dentro das inúmeras teorias do conhecimento, até ser, em nossa cultura contemporânea, profundamente desvalorizada na obsessão pelo "novo" e na proliferação do descartável. Reduzimos o objeto da memória ao "não-ser". Pode-se mesmo, deste ponto de vista, perguntar: qual o interesse para o presente de uma acepção mítica de Memória?

O mito nos responde: a Memória liga o presente ao passado, mostra ao ser que existe como se constituiu e no que se fundamenta para vir a ser. Mostra-nos identidade e diferença, nos aponta a repetição, permite que nos admiremos diante do novo. Pois não se diz que é "novo" aquilo diante do qual procuramos referências na memória e não encontramos? E, no instante seguinte àquele em que é percebido, o novo pertence ao passado e ao domínio da Memória." (aqui)

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