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domingo, julho 29, 2012

R'b'R

"She was born in November 1963
The day Aldous Huxley died
And her mama believed
That every man could be free
So her mama got high, high, high
And her daddy marched on Birmingham
Singing mighty protest songs
And he pictured all the places
That he knew that she belonged
But he failed and taught her young
The only thing she's need to carry on
He taught her how to

Run baby run baby run baby run

Baby run"

Leituras Correntes #7

"Pois a paixão, como também o crime, encontra-se à margem da ordem estabelecida e da bonomia do quotidiano (...)"

sábado, julho 28, 2012

Leituras Correntes #6



"Then I woke softly,
And pausing, questioning awhile the music of my dream,
And questioning all those reminiscences, the tempest in its fury,
And all the songs of sopranos and tenors,
And those rapt oriental dances of religious fervor,
And the sweet varied instruments, and the diapason of organs,
And all the artless plaints of love and grief and death,
I said to my silent curious soul out of the bed of the slumber-chamber,
Come, for I have found the clew I sought so long,
Let us go forth refresh'd amid the day
(...)"

sexta-feira, julho 27, 2012

Textos Correntes #14

Entre entrar e sair - um pé no sol, no declive da ladeira da preguiça - a moleza: o corrimão que se dobra pela mão. A rota entre entrar e sair, o ficar. Levantar a areia movediça, apoiar a bengala nas teclas da tecelagem até à cauda da justiça - do mar, fictício: bate contra o peito da esponja e arremessa-a para trás. Um trapo em petróleo, queimado ao longo da passagem pelo areal, carregado até aos confins do pontão, e mergulhado. O alívio, o fogo desmaiado à distância assinalada. O rito presenciado; o fumo escondido, e as moléculas de oxigénio. A engrenagem para o sinal atravessado: e então, o início da civilização - começa: até às grades dos bairros de ferro na idade da lei da pedra - escrita, e a fuga às palavras cruzadas até à bifurcação da língua ao sol: não pensar (tanto). O atlas. O rio. O oxigénio e o carbono. O fogo deposto na cidade subterrânea, protegida, fertilizada pelas sombras e chumbo, ao abrigo dos ataques de todas as espécies. O alívio. A paz. A chama. O chamamento do astro na península volátil das palmas no chão trilhado à dilatação do pensamento derramado na escrita, genética, críptica. Inclinada. Pingada. Corrompida. O deserto em pegadas. Há verdade a passar (a correr), como uma miragem. Das letras nas chapas nas mesas dos exames dos desvios dos caminhos - todos os artigos, dispostos: manobráveis, que temos mãos e dobramos o corrimão e agarramos o resto do cântaro. Defendemos. Os corpos humanos entre a precisão do bisturi, a veia salta solta e encantada no mistério do ser. Solta, precisa, encantada. Azul; vemos verde, que queremos verde; que o mar alterna entre a cauda do mundo e a boca do sol, e o céu num instante, numa tontura desenhada pelo movimento alheado. Artifício. Há verdade com um olho aberto e o outro fechado. Há o sol no declive do ficar, no atrito do peito contra a onda, no fogo aceso e no fumo tomado prisioneiro. Na ressonância, dentro nas caixas, e nos sentidos atravessados. No varrer de um texto. Na proposição semântica. No tempo preso. No tempo do mundo que pergunta ao tempo, que pede ao tempo, que perde para o tempo.

quarta-feira, julho 25, 2012

Leituras Correntes #5

"Pode o homem, se quiser, conduzir o desejo
por veia de coral ou nu celeste.
Amanhã todo o amor será rocha e o Tempo
uma brisa que chega adormecida pelos ramos."
...
"Harpa de troncos vivos, caimão, flor de tabaco!
(...)
Brisa e álcool nas rodas.
(...)
O mar afogado na areia."

Eat the music #2

terça-feira, julho 24, 2012

Textos Correntes #13

Saio, não saio, entro, saio; entro e saio, volto a sair, já saí?, saí, entrei outra vez. Entro.
Saio. Não sei o que fazer - treze treze treze, treze, reza..., terço: um terço aterrado um terço aluado, dependurado, viajado - pouco, conformado. Entrei. Fico. Queda - movimento lento em laço no chão. De cima a baixo a toda a volta, e a trezentos e sessenta - levanto.
Apetece-me tudo, e nada - há tantos anos a dizerem isso.
E às letras, aos ossos. À capela dos destroços. Às telas, ilustrar ilustrar, às pedras, arrepiar os caminhos - eira e beira, aos ossos, às partes - àquilo que importa, ao que se quer, às maneiras - às eiras às beiras. Aos ziguezagues. Ao alto d'ouro, ao litoral, todo o litoral num foguete, num fado. O mar vai entrando. Na seara ao sol - ao trigo, ao pão; à agulha. Vou de esterno à palha - a que fura o produto externo bruto. A mansidão às costas; às ilhas, entre o pasto litoral, no Alentejo e no Algarve, de lés-a-lés, em pé - tens pé neste país? À ida e à vinda, ao vai e vem: eu vi um vaivém no dorso de uma andorinha - a cidade sem fronteiras; eu vi um jacto a cores, e parti o caleidoscópio nos campos dos frutos entre as vedações. Entram as ervas daninhas com que me preparo a água. Escalda, estala, arde. O sopro é um buraco para o longe - para ir por ali, por aqui não saio. Fico. Ou entro. Não sei o que fazer. Atei as costas às mãos, assim vou apanhar o ar. Assobio.
A fonética em diálogo com os pássaros, e o que toca é ouro, e tonifica os rastos pelo céu - as subidas, as vertigens. Os ímpetos. Atirar-me ao rio em contraste com o tempo.
Bastidores.
Pelas margens, pelas letras. Aninhar-me, uns instantes, fetal. Pela saída até à entrada.

domingo, julho 22, 2012

Leituras Correntes #4



"D’antes eu queria
Embeber-me nas árvores, nas flores,
Sonhar nas rochas, mares, solidões.
(…)
Sensações, muitas, muitas sensações,
De tudo, de todos neste mundo – humanas
(…)
O sentimento da desolação
Que me enche e me avassala.
Folgaria
De encher num dia, numa hora, num trago"

Textos Correntes #12

"Fools rush in".
Há braços-âncoras, braços-trepadeiras, há bocados entre os braços, como há braços a nado, em brado, a correr mãos - há de todos e em todos os livros, que escrever é física e físico, é espremer bem o sangue do papel para a tinta e pensar em pintar o mundo com mais cores que todas as cores do mundo, durante todos os anos dentro dos mil anos. E pensar de maneira melodiosa é enganar a realidade, ultrapassá-la para esperá-la à frente da curva, apressada. Deixá-la passar através do corpo feito tempo, do tempo engessado no corpo: cacos e ferramentas no engenho dormente de encontrar sem procurar, e só então, procurar. Pelos braços e mundos (adentro).

segunda-feira, julho 16, 2012

And (for) thoughts, (to) die hard!



(but) sometimes it's so easy to forget and so hard to remember


"As Musas cantam o fazer-se contínuo do mundo, o fazer-se do pensamento. Cantam mesmo o fazer das artes. O museu, templo das Musas, era originariamente não apenas sua moradia, mas o lugar de adestramento das artes, onde o conhecimento adquirido, ao ser lembrado, permite estabelecer um nexo com o conhecimento novo. Assim, a Memória é não apenas importante para a retenção do conhecimento, mas fundamental para a elaboração do conhecimento científico, tecnológico e filosófico. Sem a memória que permita a presentificação do conhecimento não há o passo adiante. A memória é, assim, de certo modo, mãe da inspiração: pois que é o nosso fazer contínuo além fabricação do passado que se faz a cada instante?

A noção de Memória evidentemente transformou-se muito, desde o tempo em que era vivida como a divindade que presentificava o passado e gerou as filhas que presidiam a função da arte e da ciência. Foi analisada, codificada em funções fisiológicas e psíquicas, recebeu diferentes atribuições de valor e importância dentro das inúmeras teorias do conhecimento, até ser, em nossa cultura contemporânea, profundamente desvalorizada na obsessão pelo "novo" e na proliferação do descartável. Reduzimos o objeto da memória ao "não-ser". Pode-se mesmo, deste ponto de vista, perguntar: qual o interesse para o presente de uma acepção mítica de Memória?

O mito nos responde: a Memória liga o presente ao passado, mostra ao ser que existe como se constituiu e no que se fundamenta para vir a ser. Mostra-nos identidade e diferença, nos aponta a repetição, permite que nos admiremos diante do novo. Pois não se diz que é "novo" aquilo diante do qual procuramos referências na memória e não encontramos? E, no instante seguinte àquele em que é percebido, o novo pertence ao passado e ao domínio da Memória." (aqui)

Textos correntes #11

Na temperatura de faroeste assim, a escaldar o cotão rastejante, à gravidade das pedras do chão onde os sapatos se pegam peganhentos, há alguma água para o corpo a 37 graus, com o analgésico a derreter-se entre a mão e o tempo a escorrer como naquele quadro dos sonhos, do tempo - a escorrer pelo quadro, nos sonhos. Já encontrei os papéis. Já pus na capa. Já me preparei para sair e derrotar-me na esquina do sol a quebrar perpendicular. Já me encostei no parapeito e soprei os bafos à poluição tatuada, substituindo as nuvens que faltam ao céu demasiado claro – a arder nos olhos.

sexta-feira, julho 13, 2012

Leaving me a message

A few words (please). Language is a virus... Discohead said: loud and clear. L-o-u-d. And c-l-e-a-r. And so i kept on fridayin', like there was no tomorrow. And so it went saturdayin'. And i cleaned up and waited for the sun to go down and the world to go out dancin'. Like there was no yesterday. 



quinta-feira, julho 12, 2012

Textos Correntes #10

Há um zumbido a estalar dentro do osso e ultrapassa o corpo e delimita uma onda de som na respiração, electrónica - sustém-te magnético e faz-te rodar transversal à sonda que compacta a informação nos códigos nodulares do conhecimento pelos métodos científicos: os milagres do escrutínio pelo picotado nos ossículos descarnados.
A reacção às frequências dá-se então, aos poucos, na transfiguração progressiva da mente num elemento fora de contextos limitados e a beleza regenera-se nas linhas que rodam os sentidos.




Sinistralidade

Doce Morrer Mar Salgar Febre Água Sangue Destilar Tudo Cano Oceanos Derramar Diluir Coser Tela.
Começar Não Começar Acabar Onda Dilata Tempo.
Enregelar Ossos Poros Pó Areia.


quarta-feira, julho 11, 2012

Até que...

"Não há nada mais estranho, mais precário, do que a relação entre pessoas que se conhecem apenas de vista - que se encontram e observam todos os dias, quase hora a hora, e que por etiqueta ou capricho pessoal são obrigadas a aparentar uma estranheza indiferente, sem trocar uma saudação, uma palavra. Reina entre elas o desassossego e uma curiosidade nervosa, a histeria de uma necessidade de aproximação insatisfeita e reprimida contra a sua natureza, e ainda também uma espécie de atenção tensa."Até que:



terça-feira, julho 10, 2012

..."In voices of surpassing beauty"

"And all with pearl and ruby glowing
    Was the fair palace door,
  Through which came flowing, flowing, flowing,
    And sparkling evermore,
  A troop of Echoes, whose sweet duty
    Was but to sing (...)"

(Edgar Allan Poe)


Leituras Correntes #3

"Pois, na verdade, disse eu comigo mesmo, agora cuidado, e segurei-me bem.
Nunca se viu um doido do volante como aquele. Chegou a Tracy num instante. Tracy é uma pequena cidade ferroviária; vêem-se guarda-freios a comer refeições desenxabidas em tascas junto às vias. Os comboios afastavam-se rugindo através do vale. O sol põe-se lentamente, vermelho. Os nomes mágicos do vale vão desfilando: Manteca, Madera e todos os restantes. Não tardou a anoitecer, um crepúsculo cor de uva, um crepúsculo púrpura sobre pomares de tangerineiras e extensos campos de melões: o sol era da cor de uvas espremidas, raiado de vermelho-borgonha."



domingo, julho 08, 2012

Lyrics

They only want you when you're seventeen.
I was standing. New in town - on the radio.
I just don't like my stuff anymore.

You've got to hide your love away.
I'm not seventeen. Sound of silver. You were there.
You were standing. Don't invent me.
I want you.
If you want me let me know, let it show.

I think we've waited. Sound of silver.
It just ain't gonna work out. Sound of Silver! When i'm sixty nine. Home.
...Take on me.

Something i just got to say.
Words are meaningless...


Something in your eyes has made a fool of me. In your eyes, what on earth...?

Music gets the best of me. Our love is like the flowers. When you runaway you can go anywhere. Like the sea, and the hours.
Keep it coming. Someone great. A kind of magic. Crazy little thing.
I'm spinning around.
I'm the one.

I don't want to be the one, we don't wanna wait, i don't wanna go solo, i don't wanna be the one to make all the noise. Love spent. All you need is here with me... Please, protect me from what i want.

Freelove - upside down: chain reaction; you can't hurry love.

I feel for you.
Pure Morning - sound in your eyes, kissing the sun.
Silver! I am the black gold of the sun. I'm into you. Strike me down, i'll be everything i'm not. Come as you are, and... as i want you to be. I'm only human, i'm not the only one. I'm the one. Heartbeats. Sleepyhead - sleepy time. Talk to me in a language i can speak. Can't get you out of my head, i'll be everything you want. Love me love me love me. The man that i love loves you, so i will love you too. Crazy little thing called love. Obsession of the heart. It shouldn't happen this way, good thing.
Suspicious minds, i'm all shook up - do you wanna dance? Do you wanna bump a happy song?
You don't care about us.
Stuck on repeat: The Romantics want you around. I wanna be sedated, call me - knock on wood with a one way ticket, kiss me out of desire - waiting, longing - to justify my love, ...my love. Is it love or desire?
Life's what you make it. Words are working hard for you.

sábado, julho 07, 2012

No fundo sou um artista



Leituras Correntes #2

"When I was a boy of fourteen or fifteen, and my soul was overflowing with numberless longings, with pure thoughts and with that infinite hope that is the most precious jewel of youth, when I deemed myself a poet, when my imagination was full of those pleasing tales of the classic world, and Rioja in his _silvas_ to the flowers, Herrera in his tender elegies, and all my Seville singers, the Penates of my special literature, spoke to me continually of the majestic Bétis, the river of nymphs, naiads, and poets, which, crowned with belfries and laurels, flows to the sea from a crystal amphora, how often, absorbed in the contemplation of my childish dreams, I would go and sit upon its bank, and there, where the poplars protected me with their shadow, would give rein to my fancies, and conjure up one of those impossible dreams in which the very skeleton of death appeared before my eyes in splendid, fascinating garb! I used to dream then of a happy, independent life, like that of the bird, which is born to sing, and receives its food from God."

segunda-feira, julho 02, 2012

Leituras Correntes #1

"Nas pontes suspensas sobre o precipício e nos telhados de retiros erótico-gastronómicos, a ardência do céu embandeira em arco. O desabar das apoteoses regressa às regiões celestes onde seráficas fêmeas de centauros dançam entre as avalanchas. Para lá das mais altas cristas, um mar revolto, carregado de frotas orfeónicas e do rumor das pérolas e dos búzios preciosos, perturba-se com o eterno nascimento de Vénus - , por vezes, o mar atravessa momentos sombrios com um mortal estrépido. Pelas encostas, bramem colheitas de flores, grandes como as nossas armas e as nossas taças. Lá no alto, com as patas metidas entre cascatas e silvas, os veados mamam em Diana. As Bacantes da periferia soluçam, enquanto a lua incendiada uiva. Vénus penetra nas cavernas dos ferreiros e dos eremitas. Campanários em bandos cantam os ideários dos povos. De castelos feitos d’ossos, exala-se a melodia desconhecida. Soçobra o paraíso das tempestades.
Que braços aprazíveis, que feliz hora me voltarão a dar a esse mundo de onde vêm os sonos e todos os movimentos, mesmo os imperceptíveis?"


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