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quarta-feira, março 07, 2012

Textos Reunidos #3

Há uma fila de homens e mulheres a saltar borda fora, sincronizados e coreografados, quando te vêem passar. Mergulham livres em apneia, sabem-te de cor e assim preferem afundar-se entre os corais e até a sombra das nuvens entre o sol girar para uma superfície de mar mais longínqua. Emergem depois, já seguros e desafogados, pois que foste com a sombra e já conseguem levantar os turbilhões de alívio no clarão de água fresca da praia. Sou eu multiplicado em vários, e vários acumulados num só tu.
Metade homem metade mundo. Neste mundo de homem - do homem no mundo, o mundano em mariposa, com a pele agarrada aos dias. Profano como o tacto no acto livre, ou liberto, aberto ao começo da metade na boca e da boca na cauda, em fluxo retemperado de águas frias que aquecem a pele e queimam o tacto. No mundo, na tua metade desta concha manual, simbólica, de dar de beber um rio inteiro. As fontes precisam de ser limpas ao longo do tempo. E transformar a selva de naturezas carnívoras num jardim de estátuas transparentes e vivas, mas envolvidas por membranas só permeáveis aos sons doces à primeira prova.

Este é o som dos olhos na espiral
Da bobine industrial no tutano
Dos sonhos bombeando a corrente:
A vertigem amansada, resignada,
Da idade em que já não se quer
Levantar bandeira contra o mundo
E ainda assim não nos cansámos
De por ele ser confrontados.


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