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sexta-feira, março 30, 2012

Loving The Albums

Da série
*****Crítica Quantitativa de Alguns Álbuns de Gajos (e Gajas) que Gosto e Oiço Bastante/Regularmente (Antigos e Recentes) Actualmente, Após Algumas ou Muitas Audições, Porque Me Apetece Pô-los em Números, e Sem Mais Explicações*****

PARTE I:

Ladyhawke, "Ladyhawke" - 8/10
Ladyhawke, "Anxiety" - 6/10
Summer Camp, "Welcome to Condale" - 7/10
Yeah Yeah Yeahs, "Fever to Tell" - 8/10
Yeah Yeah Yeahs, "Show Your Bones" - 7/10
Yeah Yeah Yeahs, "It's Blitz" - 7/10
The Magnetic Fields, "The Wayward Bus" - 8/10
The Magnetic Fields, "Holiday" - 9/10
The Magnetic Fields, "Get Lost" - 6/10
The Magnetic Fields, "69 Love Songs" - 10/10
The Magnetic Fields, "Distortions" - 6/10
The Magnetic Fields, "Realism" - 8/10
The Magnetic Fields, "Love At The Bottom Of The Sea" - 5/10
M.I.A., "Arular" - 9/10
M.I.A., "Kala" - 9/10
M.I.A., "MAYA" - 6/10
Madonna, "Madonna" - 10/10
Madonna, "Like a Virgin" - 7/10
Madonna, "True Blue" - 9/10
Madonna, "Like a Prayer" - 8/10
Madonna, "Bedtime Stories" - 7/10
Madonna, "Ray of Light" - 7/10
Madonna, "Music" - 5/10
Madonna, "American Life" - 7/10
Madonna, "Confessions on a Dancefloor" - 9/10
Madonna, "Hard Candy" - 7/10
Madonna, "MDNA" - 7/10

quinta-feira, março 22, 2012

Apontamento fotonovelístico

(palavras para uma imagem de um filme)



Despenharam-se no campo aberto não se distinguindo um do outro – camuflados, naquele romantismo ridículo, desesperado e incurável, da paixão de estar apaixonado e avançar imperativamente sob sentidos do platonismo disseminado durante tempos imemoriais pelo corpo, sufocado e obsessivo - os sentidos por consumar. Já não se lembravam da sensação de se verem um ao outro: os pensamentos acabavam ali; mas abriram feridas e despojaram-se na terra, feitos lago vermelho e doce a alimentá-la.

'Bang!' goes...









quarta-feira, março 21, 2012

High on Wild

Madonna, "Girl Gone Wild"

For this is what (some) passions and desires and nightmares and dreams and flesh are made of. Right (/set) on steam, heat, smoke and jitterin' signals - ascending, descending and spinning in a kind of glamorous hurtful pleasure. How come it can hurt you when it looks (and feels?) so... good?

terça-feira, março 20, 2012

(D)Os problemas da identidade na juventude

(Saul Steinberg)

"As massas burguesas deleitam-se na palpabilidade viva e espiritualmente não comprometedora da forma, mas a juventude apaixonada e incondicional é atraída apenas pelo problemático (...)"
(T. M.)

segunda-feira, março 19, 2012

Textos Reunidos #5


 
Somos adolescentes, somos austeros, semeamos tormentos e colhemos, primitivos, a lua com as mãos - quando cai aos nossos pés, e penduramo-la assim, novamente, outra vez, mais uma vez, pela primeira vez, segunda, à terceira vez, sempre, do início ao fim e no recomeço - insaciavelmente, aos choques, por tempos incertos e com todas as suas sombras nas nossas, ao pescoço.
E o seu peso é o de uma pena chumbada pelo tiro de uma noite à procura de uma resposta – tão simples como o silêncio. Tão escusada como a pergunta retórica que faz nascer a dúvida do silêncio, e na lua, a pena: e na pena, a dor, e na dor a segunda noite, e a terceira, por aí fora - à espreita das luas connosco. Depois? Depois amanhece.

Somos adultos, somos austeros, escusamo-nos da exploração profunda do sentido das palavras, cada uma mais vã que a outra; recolhemo-nos complexos no abrigo dos pensamentos cuidados – na devida precaução anterior a cada momento delineado. Procuramos praticar a teoria do pragmatismo dos sóis no bolso e medimos o tempo criteriosamente, de forma a não perturbar a correnteza necessária ao avanço nos dias. Penduramos o sol ao pescoço e acendemos a luz na ficha. As sombras arrefecem-nos o cérebro e congelam os projectos até ao dia seguinte – raiam por tempos incertos. E o peso do sol é o do mundo aos ombros e o de uma bola de neve de inferno, enérgica, que nos encerra o fogo brando e electrifica o corpo aos sinais mínimos, respondendo-nos por fim às perguntas da infância e da adolescência – criando-nos na nossa bolha de respostas e reacções. E esse peso faz envelhecer a força da dúvida – e na dúvida da força, o silêncio, e no sol, as pontas queimadas, e nessas cicatrizes a dor, e na dor, o segundo dia, o outro, mais um, mais outro, só mais um – o sol a cair ao chão pelo bolso roto. Depois anoitece.

As noites dormem durante os dias e acordam tarde num amanhecer limpo pela chuva.
Há outra hora além daquela em que os passageiros se revelam na química das gotas de pó de vidas sem pensamentos pesados?
Há vida para além de nos rod(e)armos em panorâmica debaixo de um padrão de realidades crentes no milagre de celestiais ficções das cordas focais, que cantam o fantástico?

domingo, março 18, 2012

Got it

What a wonderful world.

Hello, could you please come (and) get me?
Hello, it’s okay... you forgot me.
I salt and pepper my mango...
On the sunny side of the street. What are we gonna do?
I need a... change of scenery.
Upon this tidal wave of young blood. Around and round and round and round the world – it’s a sunday’s world.
It’s a holy holy... sun day. Oh happy day...!
She’s got it. Yeah baby. We get it. Come and get us.
The choreography goes on: right now - nice & slowly:

sexta-feira, março 16, 2012

A wish/dream tour set/play list



Vogue
Material Girl
Who’s That Girl
Cherish
Like a Virgin
Girl Gone Wild
Celebration
Music
Give it 2 Me
Give Me All Your Luvin’

Open Your Heart
Express Yourself
Turn Up The Radio
Superstar

Deeper And Deeper
True Blue
Into the Groove
La Isla Bonita

Get Together
Ray of Light
Like a Prayer


quarta-feira, março 14, 2012

Textos Reunidos #4

I’m the one, i’m the one, i’m the one… love me, love me, love me.
Um sintetizador de voz atende à chamada do naufrágio prevenido e, no holograma das frequências, espectros de raios de todas as cores reagem acendendo pontos vitais do altar espacial cromado, enterrado na sua inteligência artificial, para então sugar os espaços intersticiais e as bolhas de oxigénio - e digitalizar, num circuito poeirento, os rótulos da paixão amorosa como a conhecemos. Repeat after me: i wish i were in love again, i wish i were in love again, i wish i were in love again.
Love is just a 4 letter word. Somebody to love. Over & out.
In & out, in & out, in & out.
Check. 1, 2, 3, 1, 2, 3…
O teu oxigénio de beco sem saída a infundir-me como um veneno corrosivo essencial à respiração ofegante da catarse salgada no jorro das ondas rebentadas. Onde podemos enlaçar torpedos e enterrar-nos simples, duramente, no prazer do movimento num soalho de areia à beira da cidade para lá dos penhascos erodidos, das dunas abandonadas aos assaltos e à limpeza do vento e da força do bater das águas sujas durante as noites, as que trespassam de vida fértil e extasiante todos os corpos no caminho.
Contra-sentimentalista e sentimental, a trilhar o espaço até ao sorriso que seja quente e mais próximo, como o foi, por onde me banhar, enganar, e ensurdecer das fórmulas resolventes do calendário dos anos arrancados ao malmequer, escrito a tinta de girassol – para estar apenas e só no momento na fronteira entre dias indeterminados, num espreguiçar ao sol.
E encontrar na sombra o riso imigrado na tua cidade, em pele de cão vacinado à espera de festa, da do mundo de que me vou construindo e reconstruindo.

Há um infinito audível contabilizado com uma fita métrica desenrolada a par e passo do tempo absoluto: medida tirana e comandante da matéria. Há uma fórmula para cada palavra ouvida, harmonia de relevos sonoros a roçar o tímpano, e as conjugações das letras de que o mundo se constrói são finitas como as altas torres erguidas num tabuleiro de jogo viciado nos cruzamentos aleatoriamente lançados pelo acaso e, menos aleatoriamente, pela força da naturalidade da realidade, exposta à nossa intervenção e invenção.
Há para nós, as letras e as palavras - as aritméticas da comunicação, uma direcção ao portal guardado por olhos de um animal omnipresente, rasurando as linhas e as entrelinhas com as patas dianteiras, faiscando pelos olhos os sentidos iluminados, e obscurecendo a memória com as patas traseiras em movimentos-golpe que vêm das frentes das ondas para as marejadas costas das finitudes. Escava e esculpe aquele osso que falta repetida e novamente, para então o atirar a cortar o som do vento e a serpentear pelas falhas do conhecimento do infinito – o impossível e o desconhecido - até cair novamente na derrota dos nossos braços e escorrer pelos nossos dedos, em pó, ou afundar-se indecifravelmente nos oceanos.

terça-feira, março 13, 2012

"MDNA" (& please... an 'unreleased songs' album too, soon...?)

Criticar qualquer álbum da Madonna, bem como de outros artistas, pelo prisma da "personalidade" ou pelo prisma da "qualidade" da música, ou por um qualquer único prisma, é também descontextualizar uma obra de um artista, neste caso perfeccionista e orgulhoso, que é simultaneamente popular, amado e odiado (assumida ou dissimuladamente), e que descarada, directa e brilhantemente (no meu parecer apaixonado, sou suspeito sim) nos dá e/ou devolve "visões" (em forma de sons, primeiramente) daquilo de que a pop se alimenta, consome e revolve.

'Changing the channel' (a little bit):
"MDNA" (the new album, just about to come out...) is turning pretty GOOD stuff/music.
And the "experts" are enjoying it, and giving it excellent critics.

An opinion:
I'm thinking of it as a Madonnish nice & kind of easy (always dancin’) deliver over generations
- and i've also read / versus...: The pseudo overanalysers boring bullshit hatin’ perspectives.
Uma das coisas que "dá pica" em ser fã/gostar de uma 'woman of all trades' como a senhora (e também enquanto "artista popular") é a mobilização que desencadeia. Makes the people come...
Anexando uma cantiguinha não-recente, "boa", que ficou "de lado".
"Cause justice's comin'... right... (?) ...":

quarta-feira, março 07, 2012

Textos Reunidos #3

Há uma fila de homens e mulheres a saltar borda fora, sincronizados e coreografados, quando te vêem passar. Mergulham livres em apneia, sabem-te de cor e assim preferem afundar-se entre os corais e até a sombra das nuvens entre o sol girar para uma superfície de mar mais longínqua. Emergem depois, já seguros e desafogados, pois que foste com a sombra e já conseguem levantar os turbilhões de alívio no clarão de água fresca da praia. Sou eu multiplicado em vários, e vários acumulados num só tu.
Metade homem metade mundo. Neste mundo de homem - do homem no mundo, o mundano em mariposa, com a pele agarrada aos dias. Profano como o tacto no acto livre, ou liberto, aberto ao começo da metade na boca e da boca na cauda, em fluxo retemperado de águas frias que aquecem a pele e queimam o tacto. No mundo, na tua metade desta concha manual, simbólica, de dar de beber um rio inteiro. As fontes precisam de ser limpas ao longo do tempo. E transformar a selva de naturezas carnívoras num jardim de estátuas transparentes e vivas, mas envolvidas por membranas só permeáveis aos sons doces à primeira prova.

Este é o som dos olhos na espiral
Da bobine industrial no tutano
Dos sonhos bombeando a corrente:
A vertigem amansada, resignada,
Da idade em que já não se quer
Levantar bandeira contra o mundo
E ainda assim não nos cansámos
De por ele ser confrontados.


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