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quarta-feira, fevereiro 29, 2012

Textos Reunidos #2

Há nas reacções, quando o foram, são ou serão, quando penso que só o podem ser, uma tentação quase selvagem de suposições que se acossam por desejos aliados de persuasões. Porque tão antiga é a contínua e lenta evolução humana, quanto perene parece ser uma inexplicabilidade tangível de um conceito perpetuamente violado: a liberdade. A condição, se aplicada à luz dos pensamentos, encarcerados na química entre a física, e também, muito, nas experiências, deveria começar por querer ou procurar dar a liberdade ao que a si mesmo e/ou aos outros não dá, não tem podido ou poderá dar.
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Se a música dançada (mental ou corporeamente) é um abandono - um escape possível, saudavelmente livre de impostos ou imposições (porque só dança na irrealidade da realidade, o que seja ou como for, quem verdadeiramente quer e sabe que não quer saber de mais nada durante esses instantes) - não deixa de ser também uma entrega, aos sentidos e às sensações, às direcções. Uma vaia aos males – os problemas: com incertezas e indecisões que se param nos dias e noites e nos atam os passos num entorpecimento que vai calando ou gritando.
Falo por nós, mas "sempre de mim" (ah, fadista…).
É fuga e/ao encontro dos instintos e dos impulsos, a descarga impulsionadora, o movimento pelo movimento também, o aceno súbito à posse de uma liberdade, fugazmente nossa, que a temos, nessa aparência da sensação - que a praticamos a sós e em conjunto; especialmente se vivida sem complexos, rodeada de nós mesmos dentro dela.
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A inspiração no ocaso e a expiração pesada, com o fôlego do dia planificado nos olhos sujos, na indecisão do passo fora do trapézio; a fatalidade chicoteada com salpicos de prata em fogo. Fora do espaço, dirigimo-nos pelos remos embrutecidos das caravelas aéreas, lado a lado com os dragões-papagaios, por entre as torres de controlo dos antepassados dos sete impérios, rumando à meta das argolas olímpicas, entretecidas nas ilusões do outro ouro - aquele por cortar numa arte desorientada de salto de tigre. Depois ejectamo-nos a fundo, à gravidade sustenida nas bolhas de oxigénio dos oceanos, de regresso à forma primitiva – suspiramos suspensos, engolimos e regurgitamos ao sabor das ondas de acasos, até darmos às costas dançadas, escritos na areia e estilhaçados entre as conchas.
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E esbater todos os defeitos das pessoas nos outros excessos, e na excessividade pelas cores - exceder, com elas, o espectro visível dos tons audíveis, em crescendo saturante, replicante, ...suplicante, da reciclagem à beira-lua, quando o escuro engole o claro e a negritude destapa cortinas, e o sol gira à volta do mundo num universo perpendicular de dimensões desproporcionadas. E essa lucidez na fronte, e uma loucura como refúgio. Ao movimento, com a cortesia do pesar leve pelas luzes dentro.
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Vaguear a mão dócil, mas dissipada, das luzes para dentro - tactear lentamente este Março que não oiço chamar-me; abandona-se Fevereiro neste ano, assim traçada a construção do tempo na indolência de outro dia a mais, como por magia – a matemática da história. Por agora, ao deus do descanso.
Recolher-me-ei ao nó na circunferência, apertado àquela linha que conferencia com a outra e se disforma em duas, falantes e à distância. Ao refúgio sobre a cama, desajeitando-me num leito calado, e desmanteladas as veias de um piano de teclas urdidas pelas superiores instâncias das cores – o seu classicismo derramado nas borras do café pisado no chão moído, farpado. E cada farpa conduzida por linho de marionetistas, eles, nós, segurados na abóbada do firmamento: não vejamos os horrores além dele. Para que, como por magia, a mão desperte e contorne o calendário vigorosamente, e a chave-selo carimbe o passaporte para uma cela mais bonita, mais tua, minha, mais nossa.

sábado, fevereiro 25, 2012

Assim falam as danças

"É na tenra erva dos vossos corações, meus amigos, no côncavo da vossa ternura que ela quereria depor o que tem de mais caro. (...)
Podeis pensar Deus? Mas é necessário que a vossa vontade de encontrar o Verdadeiro transforme todas as coisas em realidade pensável para o homem, visível para o homem, sensível ao homem. Deveis levar o pensamento até ao limite dos vossos próprios sentidos. (...)
Apenas pela dança posso exprimir as parábolas das supremas verdades, e agora, a minha mais sublime parábola fica-me, inexpressa, nos membros."

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Textos Reunidos #1

Há uma vertiginosa espiral cuja força centrípeta faz implodir a montanha cada vez que o interior se alastra ao exterior e vice-versa. A refracção aumenta na proporção da densidade de expressão, e, quanto maior a impressão, maiores os atritos colaterais. O interior e o exterior da montanha complementam-se na soma e na forma, para depois se anular, também por essa força, dispersiva dos saberes e dos sentidos num descontínuo de luzes que se acendem e apagam, fazendo-nos entrever um recorte de horizonte espaçoso.
__
Esta pista tem sido feita num círculo de incompleta sinalização e fronteiras esboçadas, em que os carris são arrancados à passagem e onde mãos cortadas e entrecortadas se multiplicam, intensificam e continuam a abrir caminhos, resistindo e serpenteando terra acima, terra abaixo, escapando dos remoinhos afogados à vista. Esta espécie relativamente indefinida de terra láctea, nas raízes dos espaços trespassantes das estrelas, vai escrevendo com pés na lua e dedos macios, miragens sonoras de verbos tornadas centros gravitacionais.
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Há uma musculatura enfeitada de versos que se encarna nas fraquezas e as ampara numa armadura de mil sedas. Bebe da energia eólica das ondas linguísticas solidificadas nos corpos, perfeitos e voláteis como a música, e como um vampiro ao sangue, para depois as cuspir em água límpida e de fogo, como um saltimbanco a domar mil dragões no ar.
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Olhar os caminhos para atingir os destinos por espaços inventados nos panoramas das cores vivas e inexplicáveis.
Pelas avenidas e à medida dos passos e pássaros, deixando o rasto de nós mesmos, principalmente quando nos perdemos - é aí que nos multiplicamos em sombras rodando sobre si mesmas, à procura da firme orientação do corpo na terra e nos espaços criados e desejados. E encostar o ouvido ao peito de gravilha e molhar as mãos no alcatrão.
__
Esta rua é crescente e estende-se à procura de ti por um peito aberto agarrado à pele fogo da cabeça à linha-terra, espiralado e cadente, saindo para um futuro nosso, exterior e lavado pelo caminho do rio tortuoso dos pomares das maçãs, limões e romãs - a acidez, amargura e doçura dos ventos que espalham, levam e trazem sementes da lua ao sol na clave da pauta. Os intervalos de ré a mi, e mais além, na pausa: porque nos quero marcados numa travessa em contornos de travessia, perscrutando os lemes em ecogramas manuais. Nos mapas sem legendas e às nossas escalas. Encostados às palavras e, por fim e por início, pô-las nas bocas tal como as construímos.

sexta-feira, fevereiro 17, 2012

Outros tempos atrás dos tempos

"Abre os ouvidos e a alma ao som
Do meu bandolim:
Pra ti eu fiz, pra ti, esta canção
Cruel e meiguinha."
(P. V.)

(Brassaï)

quarta-feira, fevereiro 15, 2012

A noite fora

Há noite lá fora, finjo eu, que por estas lâmpadas acesas deslumbrado não a posso tocar realmente, ver nos mais íntimos pormenores o vácuo das cores, as sobras das bebidas dos bacanais profanos.
A noite recebe-nos e engole-nos como o triunfo da natureza do universo que é, penetra-nos no seu espaço constituinte, o principal, habita-nos essa matéria negra silenciosa que cobrimos com ruído e polvilhamos com luzes e circuitos resistentes. Às vezes não esperamos o sol.


Brueghel, The Elder

Dentro do dia

Há uma noite que canta durante o dia, em que as estrelas nos olham visíveis e nos guiam as palavras, numa forma que transforma o ócio em mel e aproxima a distância entre o ar e a árvore pulmonar.

Valentin de Boulogne

A domesticação dos dias pelas noites

Os dias arrancam-me com trepidação e viajam até às noites onde a pulso se tecem os sonhos já sonolentos e as suas vertigens; até ao esbatimento no repouso, aos reflexos no tecto opaco, abrigado na escuridão embrionária. Finalmente estável e despojado de outra necessidade que não a do cerrar das cortinas, por cima dos olhos.
O repouso em profundo descanso por acção dos engenhosos e naturais motores biológicos, entregue às horas dos outros sonhos - a segunda vida. E então, um abrir da manhã clara, o espaço diurno - a vegetação rasteira e as pedras angulosas que os pés tentam amaciar.


My wonder wall (of sound (imagery))

(The - city - music never sleeps @ night...)


terça-feira, fevereiro 14, 2012

Sobre uma expressão de somas

A lógica desapaixonada e necessária de uma premissa em função dos sentidos (harmoniosamente apaixonados):
As três dimensões e os quatro elementos - o feérico tangível assente e conjugado num estado do espírito e da matéria, por partes (somadas):
pensamento/percepção (fogo) + imagem/sensação (terra) + o som/manifestação (água)
(+ ar, entre eles).




"Estais apaixonados. Alugado até ao mês de Agosto.
Estais apaixonados. Os vossos sonetos fazem-n'A rir.
Todos os vossos amigos se afastam, tendes mau gosto.
- E, uma noite, a adorada dignou-se coligir-vos!...

- Nessa noite... - voltais, de novo, aos cafés
Rutilantes, pedis cerveja ou limonada...
- Não somos de fiar, quando temos dezassete anos e
Não faltam tílias verdes por onde passear."


They're happy and they know it


segunda-feira, fevereiro 13, 2012

"Nietzschean creative woman"...!

http://www.guardian.co.uk/commentisfree/cifamerica/2012/feb/06/madonna-hating-we-superbowl

"Having had the chance to interview her, I get from the start why one's fallback position can so easily be "hating Madonna". By 10am, the day of our meeting, my daughter had suggested that I change out of my boring trousers into something trendier; my partner, once I was in a dress, suggested film people were more casual; and my mom, who hadn't worried about this stuff since I was 14, called to remind me to brush the back of my hair.

Before I had even left the house, I looked hopelessly uncool.
Since Madonna is positioned as always "cooler than thou", we all are primed for schadenfreude if something in her fabulous life goes amiss. But I found when I met her that I respected her – and I respect her film.

Is Madonna a self-absorbed megalomaniac with a touch of the arriviste? Probably; but so are dozens of equally brilliant male artists in other mediums, whose imperfect but worthwhile new efforts are treated with hushed awe (see the reverence accorded the solemn and often tedious Tom Ford film, A Single Man). The reliable media theme of "Hating Madonna", whenever she steps out of her pretty-girl-pop-music bandwidth, is so consistent that it deserves scrutiny in its own right.

Why can the press just not wait to hate Madonna at these moments?
Because she must be punished, for the same reason that every woman who steps out of line must be punished. Madonna is infuriating to the mainstream commentariat when she dares to extend her range because she is acting in the same way a serious, important male artist acts. (And seizing the director's chair, that icon of phallic assertiveness, is provocative as hell.) She is taking for granted that she is allowed to stretch. This is intolerable, because Madonna has not done the sorts of things that allow women of immense talent to get "permission" or "to be liked".
What is so maddening? She does what every serious male artists does. That is: she doesn't apologize for her talent or for her influence. What comes across quite profoundly when one interviews her is that she is preoccupied with her work and her gifts – just as serious male artists are, who often seem self-absorbed. She has the egoless honesty of the serious artist that reads like ego, especially in women.

Madonna is that forbidden thing, the Nietzschean creative woman.
(...)
Last night, at half-time during the Super Bowl – that military-industrial complex factory of western masculinity, in which beefed-up men were pounding the stuffing out of each other, in between shots of the troops in Afghanistan – Madonna was marched on stage by a glistening gladiator muscle-troupe and flipped the flowing cape of LMFAO's RedFoo. Madonna was invited to perform at the Super Bowl — and ended up satirizing the Super Bowl. The girl can't help herself, and thank God for that.

So Madonna's refusal to be less powerful, less entitled, less desiring and less not-ordinary, is always going to bring out the haters, whether she is playing with sacred iconography or just pissing people off. But I would say that this ongoing hostility is just the proof she should need that she is doing her proper job in the collective female psyche."

"E o sonho reverdece"

"Com o coração desobstruído, límpido: um coração rápido, finalmente" (Gonçalo M. Tavares)


"É o repouso iluminado, nem excitação nem langor, sobre a cama ou sobre a relva.
É o amigo, nem apaixonado, nem pusilânime. O amigo.
(...)
O ar e o mundo deixados sem procura. A vida.
- Era então isto?
- E o sonho reverdece."
(A.R.)

domingo, fevereiro 12, 2012

"Don't U hear this old school joint?"

Keep the old school joint.
"Kick the old school joint
4 the true funk soldiers
Musicology"
/ ...
in memory of Whitney Houston

sábado, fevereiro 11, 2012

Natural Human Star: Performances...!

World Tour 2012!
My (Personal) Dream Set List @ Portugal, Coimbra... includes:
Vogue - Like a Virgin - Erotica - Burning Up - True Blue - Amazing - Give Me All Your Luvin' - Music -Celebration - Open Your Heart - Heartbeat - Everybody - Birthday Song - Who's That Girl - Deeper and Deeper - To Have and not to Hold - Ray of Light - Let it Will Be - Causing a Commotion - La Isla Bonita - Candy Shop - Hanky Panky - Justify My Love - Into the Groove - Get Together

Isto é uma notícia

of companies and closets

("The revolution is far from over. Nearly half of the respondents to the Center for Work-Life Policy’s survey are still in the closet. And even the most enlightened companies cannot make up for intolerance in the rest of the world. It is ha...rd to reach the top of a big company without serving a stint abroad. But homosexuality is still illegal in 76 countries—including such vibrant business hubs as Dubai and Singapore—and is punishable by death in Saudi Arabia, Iran and parts of Nigeria.

Still, the gay revolution in the workplace is remarkable. In most places, companies are more liberal than governments. In America, for example, until last year soldiers could be kicked out of the army for being gay, and 29 states still allow discrimination on the basis of sexual preference. In the coming years, the revolution is likely to gather pace. Younger workers are far more relaxed about homosexuality than their parents were. Indeed, many young heterosexuals would feel uncomfortable working for a firm that failed to treat gays decently. Companies vying to recruit them will bear this in mind.")

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

A Montanha

Um pensamento que escrevi hoje:

Há uma vertiginosa espiral cuja força centrípeta faz implodir a montanha cada vez que o interior se alastra ao exterior e vice-versa. A refracção aumenta na proporção da densidade de expressão, e, quanto maior a impressão, maiores os atritos colaterais. O interior e o exterior da montanha complementam-se na soma e na forma, para depois se anular, também por essa força, dispersiva dos saberes e dos sentidos num descontínuo de luzes que se acendem e apagam, fazendo-nos entrever um recorte de horizonte espaçoso.

Um Outro Espantalho

Uma história, em poucas linhas, que escrevi hoje:

Havia um espantalho que ia ficando surdo com o tempo.
Pouco se mexia - só o vento o transportava, por estação, alguns milímetros em direcção à queda, à ruína - cortava-lhe, leve e progressivamente, as orelhas - ferraduras douradas, feria-lhe os olhos - botões pretos, levava-lhe o cabelo - de palha escura, mas trazia-lhe o cheiro das penas dos pássaros pintados ao nariz - um desenho na almofada, com dois furos pregados.
O seu ofício era cantar músicas antigas (tão antigas quanto os seus antepassados mais antigos) que não tinham letras, pois que não tinha boca, para chamá-los: vinham poisar-se nos dedos gigantes esticados para a frente, como os de um sonâmbulo hipnotizado e determinado. Vivia assim, num campo fértil, abandonado há anos pelos caçadores. Um dia, um falcão de outras paragens avistou-o e tentou agarrá-lo. Os pássaros fugiram, assustados.
Não conseguiu levá-lo, antes o fez tombar em grande aparato na terra de ervas daninhas e vestígios de frutos apodrecidos. E ali se foi enterrando, até não sobrar visão alguma do espantalho que fora.
A terra floriu aos poucos e durante alguns dias, alimentada pela música que continuou, ainda a encantar, também, alguns pássaros.

Um dia, já surdo e só pau, trapo, ferraduras, botões e palha, sentiu passadas humanas nas redondezas. Eram caçadores e agricultores, à procura de pássaros, e vinham recultivar o terreno com árvores novas, verdes, cheias de seiva e sombras, e, galhos novos para os pássaros...
Pelo caminho, viram um ninho cuidadosamente disposto e alicerçado na terra. Os pássaros voavam longe dali.
(Duarte Custódio)

Da cor e do pixel

© Cristian Zuzunaga, "Untitled", 2010

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

Pensamento de estado

Só as idealizações são perfeitas e só os corpos são "felizes".
É por isso que procuro buscar nos distantes, ou na distância, o outro paraíso infernal que os próximos, os outros, não me são ou dão.
E se sou um corpo feliz, sou, sou-o na consciência da limitação da felicidade, sou-o na medida do possível e do impossível - tento sê-lo. E se tenho sorte, tenho; se tenho azar, tenho-o em menor consideração que à sorte - por ter nascido, por ainda viver assim, por as minhas necessidades não serem as "básicas", por não pensar demasiado no futuro, sempre presente, e por tentar reorientar o passado - quase tudo entre as paredes do cérebro, algures entre os impulsos de liana em liana, que constroem a urbanização da selvajaria das emoções e pensamentos.
E se o desejo, a paixão, o amor, a amizade, as relações são o que são, actualmente, sinto que preciso menos de algumas dessas felicidades. Porque me concentro em mim mesmo, porque me é necessário que assim seja, pela maior brevidade de tempo possível. Porque já há tantas músicas que começam por "Born", porque já sei que estou tão doente, desde que nasci, como tu. Não se cansarão de dizer que a vida é uma morte. Rápida ou lenta. Se a morte é uma vida, o cliché é paradigma: quem o confirma? É preciso?

Na instabilidade das convicções


os acordes incertos.



A Giving Playlist

Na solidez do som

Felizes são os corpos
Numa lentidão no mundo,
São as partículas carregadas
No vaivém em que nos carregam
Para a transparência
Na solidez da chuva:
Ao seu fim e recomeço na tinta,
Ao som e à palavra em água,
A dançar no sal da erva.

domingo, fevereiro 05, 2012

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

"The Beautiful Cliché"

"As a photographer, I’m primarily interested in things I can’t see."
Carl Bower


© Renato D'Agostin

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