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segunda-feira, novembro 28, 2011

"Words are very unnecessary"

"People come, people go."
(/ "And miles to go before i sleep.")

Warmed up. Tired. Finding comfort.
Asleep.
Siamese twins. Nesting.
New ancient future world.
All you needed; the silence.

(mywrongbabylove?)

Warmed up. Crushed, and happy. For a day like today.
"There are two kinds of people:
a) my love and I
b) other
two kinds of people:
1) the gray
and 2) me and my love
All people fall into two camps
that ever twain shall be:
those lost in darkness without lamps,
and then,
my love and me..."

Did i find a new baby?
Yeah but no, but yeah, but no, but yeah, but no.


E... (uma sinfonia)

E ricochetear pelo lago, rasando ao vento como pluma.
E pé ante pé, de lã, e neve.
E um coração de algodão salgado, molhado em água; papa.

E um passo no cadafalso, contra a existência.
E a arena do sagrado entre o profano, onde os anjos são trapezistas-malabaristas e nos atiram, corpos, de um lado para o outro.
E Sísifo, sempre Sísifo. Do início.

E rasar pelo vento com um lago espelhado nos olhos.
E um pé afundado na neve de pedra sub-aquática.
E um algodão empapado em coração com álcool.


sábado, novembro 26, 2011

♥in' the song(s)

(«"In the Mood" opens with a now-famous sax section theme based on repeated arpeggios that are rhythmically displaced; trumpets and trombones add accent riffs. The arrangement has two solo sections; a "tenor fight" solo—in the most famous recording, between Tex Beneke and Al Klink—and a 16-bar trumpet solo. The arrangement is also famous for its ending: a coda that climbs triumphantly, then sounds a simple sustained unison tonic pitch with rim shot.»)

Diz também que, na altura, as leis do registo/patente vigorantes permitiam uma série de vigarices...
Há rumores de que o Glenn Miller e pandilha (editora discográfica) tenham "pago para calar", e poder ficar com os créditos da famosa "In the mood". O patife.

Já o Lee, nunca nos enganou.
"You'll never get out of this world alive (...) sooner or later, we'll all make the little flowers grow...".

 I rest my case (for today).  
_In Loving Memory_

sexta-feira, novembro 25, 2011

Be afraid

Perguntar se se gosta mais da noite ou do dia é como perguntar se se gosta mais da mamã ou do papá: ou seja, pode ser de um gugu dadaísmo atroz. Mas no caso desta música, quem a escreveu perspectiva-nos, em versão sensual-soft (ahah), os chiliques medricas do breu, das sombras na calada das luzes frias dos candeeiros com lâmpadas de trémulos pavios, das canalizações urbanas a gotejar, lenta e compassadamente, água parecida a petróleo. Que até sabem bem quando no fundo se sabe que não há monstros debaixo da cama (nem tubarões na piscina). Bom, às vezes podem existir bolas de cotão, e toda a gente sabe que as bolas de cotão são como as nuvens: tomam formas ameaçadoras e de horrores gargantuescos.
Esta noite apetecia-me ter o medinho de infância, em que a mãezinha só desligava a luz depois de já estar bem aconchegado e tapado na cama, apenas com as narinas e olhos de fora, a espreitar.

quinta-feira, novembro 24, 2011

Exercício de sob'vivência

Manual aberto na página de exercícios teórico-práticos com uma moral adjacente à adaptação literal da problemática.

1) retratar uma balança velha a lápis de carvão; está disposta à frente, ricamente ornamentada e detalhada
2) partir a balança
3) rasgar a folha da balança desenhada do caderno e escondê-la
4) apagar as luzes e fechar os olhos durante quinze minutos, sem adormecer
5) acender as luzes e desenhar novamente a balança, de memória
6) comparar o resultado com o do primeiro desenho


quarta-feira, novembro 23, 2011

Em tempos de dividocracia

O direito à indignação - expressão finíssima que, sendo recorrente, confesso dar-me urticaria.

"Porque é que há tantas queixas?"
"Porque somos portugueses."
(lido numa entrevista para jornal diário, hoje, véspera de greve geral)

A minha resposta à pergunta -
porque o Passos Coelho dá a atitude de ser um "porreiro, pá" e tem página no facebook onde se podem e têm deixado as reclamações, os pedidos, e as compotas caseiras.

A minha resposta à resposta -
e os gregos, por exemplo, também são portugueses? Sei lá.

terça-feira, novembro 22, 2011

Vissi d'amore...


Let's glam!
a current definition:



Continued (to be)

Oh no... he's playing again that same old song!




Anemofilia (adaptada)

"O fogo é brilhante, o fogo é limpo", Montag.
Já o sol, que é fogo, longínquo - demora a descolorar, a fundir, a carbonizar.

O vento não. O vento é outro; é súbito, passagem e passageiro.
Dá som aos objectos, faz as páginas assobiar, rasgar-se contra a gravidade.

segunda-feira, novembro 21, 2011

A time to facebook, a time to eat, a time to facebook, a time to sleep

Nunca soube muito bem o que fazer a esta música. Especialmente agora que descobri esta versão e vídeo, com a apanha da uva e os "mecitos" como que na aurora dos tempos. Bom, imaginem lá um loop do audiovisual da parte em que a pipi dos tótós canta "a time to kill", assim bizarra e repetidamente.
Dá um novo fôlego e dinâmica ao manifesto.

Matéria e circunstância

("Looking for some inspiration")
Tenho matéria para contos mas perco-me a contá-los, como se desse murros às palavras penduradas no ar; julgo que penso, sinto e escrevo, no geral, de acordo com uma perspectiva "poética" das coisas; e ainda não tenho idade para escrever um romance (se é que algum dia terei ou se nessa idade estarei para isso).
Em matéria de leituras, costumo ter mais olhos que barriga. E a internet "social" é um obstáculo poderoso, que dispersa e despista. As coisas estão cada vez mais instantâneas.

Identifico-me mais com uns do que com outros. Ando há alguns anos a ver se conheço o Luiz Pacheco. Não direi que uma biografia será suficiente, mesmo que eventualmente bem conseguida. Aproxima-me a capa, que julgo muito bem, e a problemática do álcool e de "escrever um romance".


domingo, novembro 20, 2011

Imagem de uma música / Requiem for a Sunday

O sótão.
A mesa posta irradia humilde conforto para um longo invernoso serão.
O som bafiento do gramofone recupera vivências muito mais antigas que as suas idades, ao ponto de calcar no pó, visíveis, os espíritos de então. Seculares.  
Como as sequóias à entrada do jardim-labirinto lá em baixo.


sábado, novembro 19, 2011

Horóscopo das Divas - Décadas e Revoluções...

As artes divinatórias finalmente e coerentemente aplicadas à luz da pergunta "E tu, já revolucionaste hoje?", ilustradas pelas respectivas Divas Planetárias.

Década 50-60: Signo Cher
Tendências histriónicas, apetência por drogas, acreditam na Revolução - os nativos desta constelação são ou tentam ser excêntricos e conseguem arrebatar os que os rodeiam pela força de vontade inerente. Estiveram em Woodstock, mas rezam a Elvis.

Década 60-70: Signo Barbra
Filhos da revolução, são pautados por um temperamento de sensibilidade não-duvidosa, os nativos de Barbra têm ascendência no planeta Vénus, gostam de jardinagem e flores, e gostariam de ter um bicho doméstico que durasse o mesmo tempo de vida que eles próprios, a fim de lhes proporcionar um carinhoso e eterno companheirismo.
Década 70-80: Signo Diana
Os nativos deste signo têm ascendência num planeta diferente e maquilham-se como se fosse o último dia na Terra, todos os dias. Citam Aretha como quem barra um pão com manteiga, mas veneram secretamente os tempos idos da Janis. Têm pena de não ter nascido na década anterior ou na seguinte, e por isso mesmo estão sempre prontos para a desbunda, nomeadamente sexual.

Década 80-90: Signo Madonna
Dançarinos punk rockeiros gone bad - os nativos deste astral querem dominar o mundo. Têm uma relação  de amor-ódio com o capitalismo e afagam as barbas do boneco Marx que têm escondido debaixo da cama. Gostam de chocar e questionar a existência todos os santos dias. São naturalmente revoltados porque a revolução já foi e não estiveram lá, mas tentam e conseguem (ou acham que sim) encontrar coisas por revolucionar, ainda.

Década 90-00: Signo Gaga
Dotados de personalidade multifacetada (esquizofrénica), são fruto de décadas espampanantes acumuladas. Gostavam de ter nascido numa das anteriores, mas não sabem precisar qual, pelo que passarão a vida na demanda da procura da resposta à pergunta: "há alguém mais famoso do que eu?". Ainda revolucionam qualquer coisita.

sexta-feira, novembro 18, 2011

Relâmpagos & Papelinhos

Relâmpago às 17.20.
Kittin is high.
A contas feitas (com o tempo), sinto-me de regresso ao passado.
Mas lá está, tenho aquela capacidade de me surpreender constantemente e achar que o ano corrente é sempre especial em relação aos outros...
H.G. Wells, ouve-me isto e actualiza (como faz o Stephen King...) as tuas histórias.
Que a tumba não seja impedimento.

Não é que recomecei a noite passada a reorganizar papéis, papelaços e papelitos manuscritos?
Daqueles que remontam aos 20 anos, aos 16 e até antes. Vejam lá este, sem tirar nem pôr:

«Os pés de Adão foram gretados em grades de pó de diamante e espetados em farpas de madeira. Rói rói que já não lhe dói.»  
by, my one and only, myself

quinta-feira, novembro 17, 2011

De um mesmo lado do espelho

Senta-se no fim da cauda do piano com um copo cheio na mão. Tem uma mancha leve de sangue na camisa verde escura; entreabre a boca, tenta suster um suspiro gemido pelo sorriso cansado. Um brilhozinho nos olhos focados na vela. Até há electricidade naquele apartamento, mas propôs-se finalmente a si mesmo.
Com o nó bem atado no pescoço, para a cabeça não cair.

HARD SOFT stuff for SOFT HARD ears & core !




It takes a muscle



terça-feira, novembro 15, 2011

Convite

do pensamento a(o) vulto:

Vamos por aí. Já anoiteceu. Começam os movimentos sacádicos nos olhos dos nossos dentes, emergindo como corvos das campas trilunares. Voam directos às têmporas. Depois rasgam as carótidas até o quente arrefecer. Sentes o pulso a bicar? A esquartejar as redondezas: os cercos, cercados; a descerrar o inconsciente nocturno vincado e vergado ao sabor do delírio?

segunda-feira, novembro 14, 2011

Músicas da Tusa!

Edição I




Mister E?

 (Marc Chagall)

"I love suspense,
the thrill of the unknown.
What will I say?
I can't predict.
Where will all this lead?
I don't want to know.
Just take a chance,
things can't get much worse.
Who knows?
They might improve.
There's always hope.
When will I learn to trust myself,
embrace mystery,
not be afraid?"
(Robert Wyatt)

domingo, novembro 13, 2011

"Que o dia te seja limpo"...

"O ser humano é uma criatura pensante, mas as suas grandes obras realizam-se quando ele não pensa nem calcula. Após longos anos de treino na arte do esquecimento-de-si, o objectivo é o de recuperar o «estádio de infância». Uma vez atingido, a pessoa pensa, embora não pensando. Pensa como a chuva que cai do céu; pensa como as vagas que se levantam no mar; pensa como as estrelas que iluminam o céu nocturno; como a folhagem verde que rebenta sob a doçura da aragem primaveril."
(D. T. Suzuki)

sexta-feira, novembro 11, 2011

Anos 90 bem medidos

Corpo em câmara lenta.
Corações mais distraídos e... e matéria mais cinzenta.
Qualquer coisa assim.

Mas eis a primeira música que soube de cor e que me viciou.
Não admira...
(PS: Tenho pena dos mais novos que eu!)

quinta-feira, novembro 10, 2011

...from Havana to Hong Kong

(ao cuidado do) Stephin Merritt: '...and iiiiiiiiiiiiiiiiiiii, will always looove yooouuuuuuuuuuuu'!



quarta-feira, novembro 09, 2011

...from Ipanema

Nas orlas dos extensos areais da terra, comidas pelo mar, há búzios que podemos encostar aos ouvidos.
Nas esquinas onde começam as ruas existem pessoas que passam por nós, ou para nós, ou ambas as coisas.
Nas fronteiras da cidade nova com aquela praia abandonada há uma barreira quase visível, cujo passo à frente transpõe para um admirável mundo antigo.

"The legend: In 1962, on her way home from school Heloisa Pinheiro regularly passed the Bar Veloso on Rua Montenegro in Rio de Janeiro's fashionable Ipanema district. The composer Antonio Carlos Jobim and poet Vinícius de Moraes, who were collaborating on a musical comedy, were hanging out in the bar. 
Every afternoon they watched her pass by, and were inspired to write "Garota de Ipanema". 
Later Jobim said, "She had long, golden hair, these bright green eyes that shined at you and a fantastic figure: let's just say that she had everything in the right place..."


Andei a pensar e a vasculhar no baú as músicas que têm mil versões e derivações.
Há umas que são como as uvas para o vinho: apanham-se, processa-se o sumo, e depois, enriquecem ao amadurecer, com o passar dos anos. 

No rótulo desta "pomada" pode ler-se: aroma frutado e aveludado para apreciadores da mistura de espírito jovem com antigo. Deve ouvir-se quente ou morno, depois ou ao jantar, e do início ao fim. Sozinho ou acompanhado. 



terça-feira, novembro 08, 2011

Ciência para-meta-meteorológica

O Goethe esqueceu-se, n'O Jogo das Nuvens, de falar das fluorescentes e radioactivas que se vêem à noite, às vezes, por cima dos vapores dos tubos de escape. Das espelhadas nos charcos. Das que se desfazem disformes trespassadas por aviões e das que se formam pelos fumos dos navios a apitar. Olhar as nuvens dá esperança.

Pessoal, confidencial, ... transmissível.

Não adianta varrer para debaixo do tapete. Haverá sempre um encanto especial, mesmo que desencantado, em reencontrar a primeira pessoa por quem se nutriu interesse amoroso e que se conheceu na realidade por vias de encontro virtual. Por outras palavras e porque já me estou a cagar para qualquer coisinha minimamente relacionada com este assunto ex-privado que possa revelar-se balofa indiscrição: aconteceu esta noite. De repente, do nevoeiro (...), apareceu alguém que me foi especial há cerca de uma década atrás. E o que é que eu disse? "Estou bêbedo". "Mas tu não.", continuei. Qualquer coisa assim. Mas contou-me que tinha tomado o G8 ou o caralho, e que não, não, ou seja, sim, ali não havia ponta de sobriedade. Parecia uma parede. Foi pouco mais que isso. Se não tomou o G8, os países da globalização, foi lá perto. Nem percebi qual foi a droga. Apático, frio, com espécie de desdém. Um gajo habituado a lidar com muitos tipos de pessoas (diferentes), é suposto ter aquela coisa do "poder de encaixe", que não é bem a expressão certa para isto, mas sim, não tive alternativa a encaixar-me na garrafa de cerveja. Ressenti-me um bocadinho, portanto, principalmente porque há um ano atrás, numa situação idêntica noutro local, lhe tinha notado ou achado uma aparência banal e inócua, e agora, estava impecável, atraente como na primeira vez. Monólogos da Vagina... - que ridículo lembrar-me disto. Não senti palpitações, mas não me foi indiferente. Também, a bem da verdade - nunca fomos propriamente íntimos. Mas um gajo tem tendência a achar que merece sempre mais ou melhor, seja de que ponto de partida for, e a exigência é inimiga da realidade. É possível que estejas a ler isto, se for o caso, olha: nunca te conheci.

segunda-feira, novembro 07, 2011

Homonímias

Já fiz testes - tenho melhor memória auditiva que visual. Não me surpreende, dado que sou um gajo que devia usar óculos e prefere avançar às apalpadelas. Mas a melhor maneira de estudar, assimilar, é escrever. Assim sendo, tudo o que aqui fica "emoldurado", dificilmente esqueço. Isto é uma ameaça, por exemplo, ao Wilson Simonal, que fez parte do meu domingo de ontem e passou assim a fazer parte da minha vidinha.
As segundas são do bulício e é preciso inspirar fundo. Vinha de viagem a pensar em músicas homónimas e do bulício. A primeira que me ocorreu foi a Domelo (Give it to me) do Roy Ayers, um africanão que exalava (soul-)funk por todos os poros e mais alguns. Comprei-lhe o álbum há poucos anos, mas é uma cena de culto dos undergrounds do funk, ou seja, conhecida quase apenas nos seus círculos - a que eu queria pôr aqui, alinhada com as outras, não está no youtube; portanto, não existe...
Lembrei-me do que tinha postado abaixo acerca dos senhores do jazz - umas putas - e pois, fui injusto ou pelo menos parcial. There's no bizz like the show bizznessss! Não há Pop sem promiscuidade - se uns tocam as coisas uns dos outros, os outros engalfinham-se, namoram-se, ou tocam uns para os outros. Não é preciso ser estudioso ou paranóico, basta querer acreditar que não há (muitas) coincidências em, e vem agora o exemplo do post de hoje, o Timbaland produzir duas faixas, com menos de um ano de intervalo, com o mesmo título. Sendo que a da Madonna manda, obviamente, não fosse eu um fanático assumido e consumado da instituição, mas que a dos outros também não é, antes pelo contrário, pastilhinha que engasgue, com a fórmula daquele batuque ainda não muito gasta. Estávamos em 2007.


domingo, novembro 06, 2011

Porque hoje há Wilson Simonal

Os brasileiros tiveram nos anos 60, um especial surto epidémico de boa música, digo eu. À semelhança do gajedo do jazz, eram, também, umas putas, pois que tocavam todos as coisas uns dos outros.
Wilson Simonal tem/tinha um jeitinho especial para a coisa. "Nem Vem Que Não Tem" é a que pode servir para "machucar coração" (ou tentar ver se há um). "Jeito Bom de Sofrer" é a tampa em si. E a última é a boa, a que se quer - "Porque Hoje é Domingo". Também há a versão d'"A banda", do Chico Buarque, mas fica para vocês descobrirem, entre muita muita outra coisa. 
É o meu objecto de estudo para hoje, está a chegar enquanto oiço o Chet e o Art.



quinta-feira, novembro 03, 2011

3 em Linha: As Extensões

Um gajo tem de se agarrar às simbologias. Por exemplo, hoje é dia 3, um número bendito. E hoje pensei de mim para mim: e 3 músicas, porque não? Melhor que isso: 3 músicas dos anos 80? Subindo a parada mais ainda: 3 músicas dos anos 80 em versões "extended"? A perfeição constrói-se. Vejam lá se gostam:




quarta-feira, novembro 02, 2011

I believe the hype


A versão boa tem 9 minutos e tal. Isto dá para uma matiné e fica para os arquivos.
Aqui há anos descobri um vídeo que tinha uma fila de travestis 'todos de julia roberts', encostados a uma parede a abanar ligeiramente a cabeça. Imaginem. Era isso que queria postar, mas não reencontrei. Fui talhado para apreciar o incomum e o extraordinário. A ficção não me surpreende, a realidade é pouco. Gosto de me achar exigente. But, i can get satisfaction. Há todo um mundo de pequenos-almoços por vir. Onde se fale daquilo que faz de um bábá, um bom bábá; do mútuo consentimento, do Sérgio Godinho, do cartaz "Não se brinca com o amor". Palhaçada. Dos tempos passados, em nostalgia. Do mundo em ruínas, ou assim o vemos ou queremos ver, porque as ruínas são interessantes. Como quando eu tinha uma tara por fotografar edíficios em desconstrução. Como as torres caídas de uma cidadela do imaginário infanto-juvenil para adultos. Como uma cara em decomposição ao som da(s) Rugas dos Humanos, ou os líquidos coloridos e fantasiosos a percorrer os relevos da Björk na Hidden Place. Como a Dusty (Springfield) - que nome bonito. Remate: tudo isto é fado. Que preenche o vazio.

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