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sexta-feira, dezembro 31, 2010

"Escritas" amarrotadas agora recicladas

Bom 2011.
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Esta rua de si crescente
Estende-se à tua procura,
Enrola-se em pano molhado
Num peito mastro ateado
Agarrado à pele fogo
Desaguando um fio de morfina
Num rio do sangue a cadência
O som leva e traz
De ré a mi, a mim o sol faz
Trancado em pauta esboçada.
Esta travessa é travessia
Atravessa a brisa cortante
Nos contornos dos charcos
Ouve-se do alto a tecelagem
Na cauda grave desliza um dedo
Da janela a vida em vultos
O encontro dentro de nós
Emaranhados nos minutos
Que duram e faltam.

Corpos troncos emanam calor
À atmosfera - litosfera lilás,
Sensação ascendente
Crescente em si,
Malabarismo soprado às frentes
Às ondas linhas imaginações
Tecidas em semínimas e colcheias
A tempos nos compassos
Ternos, breves compassos
Pontuados entre as nervuras
O mar suspenso na escala.
Os dezembros cinzentos
A agulha no disco
As rotações vagarosas
Horas vagas em mim mesmo.

A claridade no corpo de pedra:
Raiz funda escavada pesada
Das buganvílias e fantasmas
Nos olhos
Nos parapeitos
Diante da maré sensorial
Abrem-se sombras ansiosas
Esbatendo-se nas demoras.

Um começo a cada começo
A pauta puxada a branco
Sacudindo o pó
Perscrutando o agora:
Combustão morna de caules
Por onde te trepo
Quando chegares e não partires
Que ainda não me viste
Continuando por entre vidas
Na textura das carnes vivas
E que estou aqui
Musgo na cal
Sob chuva incendiária
Agarrada ao peito
Escusado do resto
Um movimento mais e sou pó.

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