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domingo, dezembro 12, 2010

An Affair To Remember

Peguemos em "An Affair to Remember".



O que é que temos? Passo a dizer, sucintamente, de minha justiça:
(-S-P-O-I-L-E-R-)
Um artefacto datado bordado a champagne rosé. Era tão bom que o amor correspondesse a este arquétipo: gostar de "coisas belas", viajar no barco e ter as duas faces da personagem de Deborah Kerr: inicialmente não menos que estrondosa, acutilante e de uma impenetrabilidade admirável, até se "deixar cair" nos braços da avó do personagem de Cary Grant num mundo perfeito, pequeno e entre limitadas fronteiras, mas perfeito. Até se despedir dele (Nickie Ferrante). Como que se transforma. Toda ela "delicodoce". Uma dama noutras roupagens, frágil e à espera.
A avó que toca piano e fala francês, que lhe, digamos, pega num coração de chocolate com licor e a ela e nós "manipula" ternamente. Temos um filme que é acima do resto - os gags no geral (uns melhores, outros piores do que piores), o "ligeiro" olhar sobre a fama e o preço - e do irrisório, um acontecimento dramático: o desencontro. O amor cegou-a e olha para o céu esperando casar-se lá. É atropelada. O novelo desenrola-se tendencialmente "quase-sopeiro" a puxar-nos os cordelinhos que poderão haver de hiper-românticos incuráveis, como se houvesse coisa desta fora dos filmes e livros de bordados rosa. Não sei se não era escusado estender-se daquela forma até ao suplício (perante tentativa de sufoco) da comoção de um turbilhão expectável provocado pelo desenlace vigoroso e apaziguador. Enfim, tudo está bem quando acaba em bem.

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