Isto já esteve mais próximo de ser um diário. Um pasquim. Um diário. Mais ou menos próximo. De quando a quando penso: irá durar? Tanto quanto eu? Então acredito que vale a pena registar coisas que me passam pela cabeça e outras que não. Depois há coisas que convém marcar e deixar, porque de outra forma cairiam no esquecimento. Ou numa pasta, arquivo, directório, algures entre nenhures. E depois ia ver uma fotografia de um telefone e pensar, donde é que isto veio, por onde é que eu fui? Peguei-lhe? Disquei? Digitalizei? Telefonei?
(Lisboa, Museu das Telecomunicações, 2009)


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