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sexta-feira, dezembro 31, 2010

"Escritas" amarrotadas agora recicladas

Bom 2011.
---


Esta rua de si crescente
Estende-se à tua procura,
Enrola-se em pano molhado
Num peito mastro ateado
Agarrado à pele fogo
Desaguando um fio de morfina
Num rio do sangue a cadência
O som leva e traz
De ré a mi, a mim o sol faz
Trancado em pauta esboçada.
Esta travessa é travessia
Atravessa a brisa cortante
Nos contornos dos charcos
Ouve-se do alto a tecelagem
Na cauda grave desliza um dedo
Da janela a vida em vultos
O encontro dentro de nós
Emaranhados nos minutos
Que duram e faltam.

Corpos troncos emanam calor
À atmosfera - litosfera lilás,
Sensação ascendente
Crescente em si,
Malabarismo soprado às frentes
Às ondas linhas imaginações
Tecidas em semínimas e colcheias
A tempos nos compassos
Ternos, breves compassos
Pontuados entre as nervuras
O mar suspenso na escala.
Os dezembros cinzentos
A agulha no disco
As rotações vagarosas
Horas vagas em mim mesmo.

A claridade no corpo de pedra:
Raiz funda escavada pesada
Das buganvílias e fantasmas
Nos olhos
Nos parapeitos
Diante da maré sensorial
Abrem-se sombras ansiosas
Esbatendo-se nas demoras.

Um começo a cada começo
A pauta puxada a branco
Sacudindo o pó
Perscrutando o agora:
Combustão morna de caules
Por onde te trepo
Quando chegares e não partires
Que ainda não me viste
Continuando por entre vidas
Na textura das carnes vivas
E que estou aqui
Musgo na cal
Sob chuva incendiária
Agarrada ao peito
Escusado do resto
Um movimento mais e sou pó.

terça-feira, dezembro 21, 2010

When i rock & roll with me

Para poder ouvir isto, body and soul, troco-me as voltas e imagino que a vida é assim e que vivo numa música assim, e que assim aqui estou.

sábado, dezembro 18, 2010

Assim

Equilibrando-me num trapézio vomitado puxei-me pela escada de corda que se estendeu do alto ao som das hélices do helicóptero.
Num sonho. Ia para longe e deixavas-me lá.

domingo, dezembro 12, 2010

Já somos dois, Lillian!

An Affair To Remember

Peguemos em "An Affair to Remember".



O que é que temos? Passo a dizer, sucintamente, de minha justiça:
(-S-P-O-I-L-E-R-)
Um artefacto datado bordado a champagne rosé. Era tão bom que o amor correspondesse a este arquétipo: gostar de "coisas belas", viajar no barco e ter as duas faces da personagem de Deborah Kerr: inicialmente não menos que estrondosa, acutilante e de uma impenetrabilidade admirável, até se "deixar cair" nos braços da avó do personagem de Cary Grant num mundo perfeito, pequeno e entre limitadas fronteiras, mas perfeito. Até se despedir dele (Nickie Ferrante). Como que se transforma. Toda ela "delicodoce". Uma dama noutras roupagens, frágil e à espera.
A avó que toca piano e fala francês, que lhe, digamos, pega num coração de chocolate com licor e a ela e nós "manipula" ternamente. Temos um filme que é acima do resto - os gags no geral (uns melhores, outros piores do que piores), o "ligeiro" olhar sobre a fama e o preço - e do irrisório, um acontecimento dramático: o desencontro. O amor cegou-a e olha para o céu esperando casar-se lá. É atropelada. O novelo desenrola-se tendencialmente "quase-sopeiro" a puxar-nos os cordelinhos que poderão haver de hiper-românticos incuráveis, como se houvesse coisa desta fora dos filmes e livros de bordados rosa. Não sei se não era escusado estender-se daquela forma até ao suplício (perante tentativa de sufoco) da comoção de um turbilhão expectável provocado pelo desenlace vigoroso e apaziguador. Enfim, tudo está bem quando acaba em bem.

sábado, dezembro 11, 2010

M.Y.

"Um pé na erudição, outro na magia, ou, mais exactamente e sem metáfora, nesta magia simpática que consiste em nos transportarmos em pensamento ao interior de alguém."

terça-feira, dezembro 07, 2010

What would Mario Lanza do?

Já voltei: nada como uma lufada de transportes públicos para pôr a leitura em dia e aclarar as ideias e ideologias. Aqui há uns tempos estive na China, pelo Eça, agora tenho estado na Índia, pelo Aravind. 

Não sei o que é que o Lanza está a dizer na faustosa e bela cantoria que se segue, mas aposto que é só coisas boas, e disso eu gosto muito. O que é que o Mario Lanza faria se tivesse facecoiso? Voltaria a abrir murais tal janelas de par em par para entrar o ar? Participaria no grupo de fãs do Caruso desalmadamente? Aguentaria 24 horas ou mais, como eu - cravo de estóico providente das tradições sociais (ahahah) e ferradura de acérrimo defensor da expansão virtual até ao ponto da existência de inteligência artificial dominatrix (uhuhuh) - sem postar um ervilhinha sequer? Completei a fase 1 de 3, mas ainda não estou na 2, que é ficar um dia ou dois ou três sem abrir o bicho. É, de antemão, uma missão impossível, como uma tragédia de libreto em que as páginas são a arquitectura do interior de uma motherboard com os seus braços electrónicos estendidos a dizer: abraça-me. Vou deixar-me de ladainhas e repensar. Afinal de contas, a internet é a invenção do século XX, e dizem que está às beiras da falência ainda agora começámos o XXI, pois que as aplicações de telemóveis, tablets e outros aparelhómetros substituirão a rede como nós a vemos hoje em dia. Um dia direi: esmifrei tudo o que havia para esmifrar do facecoiso, e estarei feliz.

Pack de natal numa grande misturada

Hoje apeteceu-me sintonizar tangos ou guitarradas. Após minutos de pesquisa nuns confins de baú redescobri o Al Di Meola. Guitarradas jazzísticas a puxar pelo lado latino seja. Ouvi um bocadinho, nomeadamente uma coisa que é um expoente: Night Club 1960, às tantas deixei a playlist rolar e já ia no Paquito D'Rivera quando resolvi ir desencantar um álbum de 1999 que tem versão da popular Carol of Bells - diz que é história de uma andorinha, das ucrânias. Lindeza. Lamechices. Por outro lado, deve haver algum filme de terror que inclui isto na banda sonora, porque de alguma forma é para aí que a música me remete: um horror crescente burtoniano ou à la Nick Cave e o sino de Red Right Hand. Tipo, a mão que embala o berço, sei lá. O Jack Nicholson também ficava muito bem a correr pelos corredores do hotel atrás do pequeno com um machado, ao som disto. Depois fui dar com os Marretas. O meu favorito continua a ser o Animal. Agora vou ao Cais do Sodré tratar de um assunto e volto ao computador o mais tarde possível.



Post de mural(ha)

Cansado de me emaranhar no "facecoiso". Às vezes ponho-me embasbacado à frente do computador só a ver aquilo e quando dou por mim passou uma hora enquanto estive de olheiras pegadas com interesse relativamente desleixado e relaxado nas mensagens a cair na página inicial. Sem sequer botar um like, comentar que também fui ali fazer cócó, ou que aprecio mais a fotografia em que estás de pijama, etc. Isto é, puro deleite de entortar a coluna, passivamente, enquanto desvio os eixos visuais ligeiramente, para o colo, para descascar mais uma castanha.

Vou "dar-lhe um tempo". Ainda lá ando, mas é como se já não estivesse. É a tentativa de desintoxicação nr. 1000 e tal e troca o passo. Começa hoje. Não tenho muita confiança que resulte. Também estou cansado deste blog. Também estou cansado de todos os locais virtuais que são extensões de mim. Acho que estou cansado de mim. Acho que com a idade as coisas não melhoram, só passam mais rápido. 

Soprar numa ferida depois de se lhe deitar álcool ou água oxigenada faz sobretudo concentrarmo-nos no fôlego para passar a dor, não é o "vento" que ajuda a levar o ardor embora nem esse frio o suficiente para arrefecer uma coisa quente. Não custa nada. Antes assobiar e olhar para outro lado que para o facecoiso. Tenho sido facebookodependente.

É o problema de estar com tempo livre a mais. Não é que não tenha um projecto por iniciar, coisas para estudar e no que ir trabalhando, currículo por enviar. É só que me deixei viciar demasiado. Nos alcóolicos anónimos o primeiro passo a dar é a inscrição nas reuniões, é o admitir que se o é. Pois aqui faço o paralelo. Cá me encontram. Olá, acabei de chegar e tenho experiências para partilhar. Arranjem-me um rato e um teclado.



segunda-feira, dezembro 06, 2010

because right now you couldn't get out

No man is an island.

And there is no naïve continent.
Nada de novo. A sensação de que nada, de curto a médio prazo "mudará".

"Uma crítica realmente progressista do mundo deve, antes de mais, incidir sobre as desigualdades de acesso aos recursos de todos os tipos - desde os direitos até à água. Porém, as desigualdades não são apenas um problema técnico. Elas revelam e exarcebam o enfraquecimento da coesão social - o sentimento de viver em comunidades compartimentadas, que têm como principal razão de existir a exclusão dos outros (menos afortunados que nós) e a manutenção das vantagens para nós e para as nossas famílias. É esta patologia da nossa época e a maior ameaça que paira sobre a saúde de qualquer democracia. Se persistirmos nestas desigualdades absurdas, acabaremos por perder todo o espírito de fraternidade. A fraternidade revelou ser a condição necessária da própria política. Há muito tempo que se sabe que qualquer grupo humano assenta no sentimento, transmitido de geração em geração, de uma finalidade comum e de uma dependência mútua. A desigualdade não é apenas incómoda do ponto de vista moral: é também ineficaz." Tony Judt

Miss my cat

"O gato passeava aqui, ali,
E a lua girava qual pião
E, parente próximo da lua,
Furtivamente, o gato olhava o céu."
W.B. Yeats

domingo, dezembro 05, 2010

Texto (de/para hoje)

É hoje. É hoje. Foi hoje. Foi amanhã. Será quando puder ser.
Que me enterrei na água-lama, folheada entre margens das ruas curvas. Calejando-me a marca de água na planta do pé, transbordando-me numa braçada a escoar até ao outro lado. Até ao lado do tempo bom, achado no perdido, na despedida tímida do saberemos que não nos voltaremos a ver e nem sequer percebemos como nos vimos. Porque vimos com as mãos e com as mãos nos vimos, com os olhos das mãos através da parede, e por momentos não pensei em ti. Nem em ninguém. Noutros momentos pensei em ti e em mais alguém. Depois deixei de pensar. Alguém que nasceu e vive, mas ainda não existe. Não me existe. Falta só existir completamente para existir. O ser sumo na pessoa da carne. No livro de sangue e seiva - partitura proteica que alimenta um código bioquímico. Como um trovão despejado em água e a pegar fogo ao fumo. Como a lança da capa sobre a labareda a atenuar a faísca. Devorando a partícula neste lado, no escoar da temperatura do pé frio, amaciado numa toalha quente de vapores e cinzas. Em mim próprio e na relação comigo com outros que tenho com outros comigo, comigo mesmo, de mim para mim, ti, e de volta para mim.

sexta-feira, dezembro 03, 2010

Para um conjunto de frases

[Ocasos[

Ver, esperar, disparar. Ler. Esperar. Fotografar. Ver, disparar. Revelar, ver, conhecer. Pensar.
Andar pelos pés na cidade e tropeçar com compartimentos livres de ar livre. Foi um intervalo.

Lisboa, 3 de Dezembro de 2010

É clicar

quinta-feira, dezembro 02, 2010

quarta-feira, dezembro 01, 2010

28 anos - já?; só?; ainda?

for a day like today:

i wanna be sedated
relva
café
sol
café
terçolho
debts
café
carnies
santa claus
brasil
psicadelismo
28 anos - já?; só?
alegria
café
contra-mundo
contra-corrente
cli-clê-clô
ansiedade
cerveja
lombo de porco com ameixas
ac-cen-tu-a-te the positive

30/11/2010

domingo, novembro 28, 2010

Renaissance rocks

"Do you smile to tempt a lover, Mona Lisa?


Or is this your way to hide a broken heart?

Many dreams have been brought to your doorstep

They just lie there and they die there

Are you warm, are you real, Mona Lisa?

Or just a cold and lonely, lovely work of art?"

 
(Estive a posicionar-me, tontinho, de diversas maneiras relativamente ao écrã, e de facto, até nesta indumentária parece que está sempre a olhar para nós)

dcc e a insónia de sábado à noite:

e pronto, é isto.

Acho que nem sequer bebi café depois de jantar.

Alimentação musical

Não me percebo (bem). Ora tenho uns dias de pouco ou nenhum apetite, ora tenho uns dias de apetites gargantuescos. Isto, ultimamente. Pior!...: no mesmo dia sou capaz de estar 6 ou mais horas sem trincar sequer uma pevide e depois dá-me um súbito ataque de alarve, com o relógio do estômago a dar umas horas como se o meu esófago fosse aquela toca interminável do coelho, e onde nenhum "petisco" que esteja ao alcance sobra para contar a história. Bom, mas o que vim aqui fazer foi postar este embalo maravilhoso e lindo até aos píncaros de qualquer lado do mundo. Lembrei-me. É alegre, muito melódico, harmonioso e mais alguns adjectivos q'agora ficam esquecidos, e faz-me sentir bem.

sexta-feira, novembro 26, 2010

quarta-feira, novembro 24, 2010

Dois mil e dez em três registos (que retive e retenho), com imagem

© Pedro Proença


as minhas escolhas, assim sem pensar ou repensar muito:

Um filme: Le Concert (Radu Mihaileanu)
Uma música: Round the moon (Summer Camp)
Um livro: Investigações. Novalis (Gonçalo M. Tavares)

domingo, novembro 21, 2010

Flora (de domingo)

"Verde que te quero verde.
Verde vento. Verdes ramos.
O navio sobre o mar,
o cavalo na montanha.
Com sombra pela cintura,
ela sonha na varanda,
verde carne, trança verde,
e olhos de fria prata."

quarta-feira, novembro 17, 2010

one of my favorite ("meltdown") covers

"Standing on the corner,
Suitcase in my hand
Jack is in his corset, and Jane is her vest,
And me I'm in a rock'n'roll band
Hah!

Ridin' in a Stutz Bear Cat, Jim
You know, those were different times!
Oh, all the poets they studied rules of verse
And those ladies, they rolled their eyes

Sweet Jane! Whoa! Sweet Jane, oh-oh-a! Sweet Jane!

I'll tell you something
Jack, he is a banker
And Jane, she is a clerk
Both of them save their monies, ha

And when, when they come home from work
Oh, Sittin' down by the fire, oh!
The radio does play
The classical music there, Jim
"The March of the Wooden Soldiers"
All you protest kids
You can hear Jack say, get ready, ah
Sweet Jane! Come on baby! Sweet Jane! Oh-oh-a! Sweet Jane!
(...)"
Sweet Jane, The Velvet Underground

segunda-feira, novembro 15, 2010

The The

Comprei este álbum já não me lembro bem onde: se naquela loja que houve durante uns anos no Atrium Saldanha chamada Hippodrome ou lá o que era, se no Centro Comercial Portugália ou ainda na Valentim de Carvalho do Monumental, onde tenho ideia de ainda ter visto cassettes à venda, numa altura não muito longínqua da chegada dos The The cá a casa. Prefiro quando a memória me serve bem, mesmo que para coisas razoavelmente comezinhas como estas. E sim, sou dos que muitas vezes guarda bilhetes de cinema.
Vem-me à memória o "antigamente", em que num domingo ou num sábado ia da Bimotor à Virgin Megastore (durou o quê, um, dois anos?), para depois acabar por trazer um único "presente" da Carbono, em segunda mão. Às vezes os cds tinham a caixa ligeiramente rachada. A minha faixa preferida, de imediato, foi esta:

domingo, novembro 14, 2010

The Tim Buckley's Mood (when every other mood fails) - on repeat


"Cold hearted orb
That rules the night
Removes the colours
From our sight
Red is gray and
Yellow white
But we decide
Which is right
And which is an illusion"

(Nights in white satin, The Moody Blues)

__

"Comme la chanson est belle"
Chantez la Mademoiselle
Dansant dans le Moulin Rouge
"Love is a leap" she sighed
"Someday I'll be your bride,
When I leave the Moulin Rouge"

Je vais marier ma fille de danse
Et habiter en France

"Comme la chanson est belle"
Chantez la Mademoiselle
Dansant dans le Moulin Rouge
Dansant dans le Moulin Rouge
Dansant dans le Moulin Rouge

"Oh la la la" she sang
Spinning till midnight swang,
Dancing in the Moulin Rouge

I love her love I do,
All of her children too,
Oh I thank you, Moulin Rouge!

Je vais marier ma fille de danse
Et habiter en France

"Comme la chanson est belle"
Chantez la Mademoiselle
Dansant dans le Moulin Rouge
Dansant dans le Moulin Rouge
Dansant dans le Moulin Rouge

(Moulin Rouge, Tim Buckley)

(A primeira música dele que ouvi, há uns quantos anos. Recomendo vivamente.)

sábado, novembro 13, 2010

O Malabarista

"Liberdade, essa palavra
que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda"
(Cecília Meireles)



Recapitulando o verbo sonhar, conjugando com "pintar". Algumas coisas, objectivamente:
vejo um pássaro-limão com olho e bico, asas na nuca abertas ao trapézio da bailarina noiva. Uma dança com um violino ao peito e uma perna na mão, na outra florescem plantas. Dá as horas debruçadas sobre um braço. Aparece de uma casa debaixo de uma ponte azul com observadores, que me parece na realidade um circo, de sonhos. Não entendo, mas é liberdade. E se a arte imita a vida ou se a vida imita a arte, é um entendimento e relação que não me intrigam muito, mas ajudam a explicar esse sonho humano, seja ele mais, ou menos consciente. Utilizei o advérbio "objectivamente". Mas como é que se pode fazê-lo sobre uma pintura e sobre ideias objectivamente, relativamente descontextualizado e, sobretudo, quando se trata de símbolos e poemas, palavras e imagens juntas na mesma ocasião sob aquilo em que penso? Com uma dose de malabarismo entre conceitos? Com vontade? Com pretextos? Com assimilação orientada num sentido que eu tinha definido? Como dizer que a arte é indefinida e é alicerçada nos ímpetos desconhecidos da consciência individual? Dizendo. Acreditando no pensamento que nos pode trair. Acreditando que a cada linha o fumo se esvai para dar sentido a um problema que nem sequer existe no concreto, e que passou a existir porque o criei, como tantos e tantas vezes se criam, porque não é um problema original, porque a consciência assim o delimita neste espaço em que a procura e a pergunta é um valor maior que o encontro e a resposta. 

(© Marc Chagall)


terça-feira, novembro 09, 2010

Inquiétude vs Mélancolie

"Votre âme est un paysage choisi

Que vont charmant masques et bergamasques

Jouant du luth et dansant et quasi

Tristes sous leurs déguisements fantasques.



Tout en chantant sur le mode mineur

L'amour vainqueur et la vie opportune

Ils n'ont pas l'air de croire à leur bonheur

Et leur chanson se mêle au clair de lune,



Au calme clair de lune triste et beau,

Qui fait rêver les oiseaux dans les arbres

Et sangloter d'extase les jets d'eau,

Les grands jets d'eau sveltes parmi les marbres."

 
(Paul Verlaine)

Post-it "um dia...

... vou ter isto":

Por enquanto só tenho uma "pianola" de infância.

sexta-feira, novembro 05, 2010

Antecipando a iluminação natalícia

cá fica um possível mini-wallpaper auto-recreativo e kitsch, de experimentação como tapete de 5 de Novembro de 2010 para esta casa, em tempos de parcas resoluções de ano novo. É aliás uma janela semi-mourisca, ou lá o que é, que encontrei no Algarve. E sim: parcas!, mas já penso nelas. Como de costume. Até posso pensar com dois ou mais anos de avanço. Uma ou outra para o próximo ano, a qual em menos de meio do mesmo já esqueci; a tal que me lembro de concretizar mas que era de há dois ou mais anos atrás; até chegar a uma nova pela qual pondero melhor o número de anos fiável e com pouca margem de erro necessários para ser realizada. Não é difícil. Nem fácil. Pensar é custoso, mas acompanha bem um cigarro. De momento e de resto, nem vejo agora qualquer resolução "nova" para ano "novo". É coisa gira, eu sei - exercício de "mudanças": a mentalização do que se pode alterar para melhor pode aproximar-se ao estímulo que é arrumar a roupa espalhada pelo quarto depois de três dias a acumulá-la e com aquela disposição do "depois disto arrumado vou sentir-me tão bem" - mas resoluções/decisões fazem-se todos os dias e a todas as horas, e é com esta moral de espírito que termino este post de eloquente virtude sazonal. Continuo a pensar que os dias estão muito mais pequenos.



quinta-feira, novembro 04, 2010

Times at Baldur's Gate II - Resumo 1



Enfiaram-me numa jaula dentro duma masmorra. Não contente com isso, o sujeito obrava em "destapar os poderes que eu tinha em mim".
Às tantas uma cambada de assassinos irrompe pela gruta adentro e vai de espadeirada, pelo que o sujeito de nome Irenicus se resolve a deixar-me pendurado. Por obras mágicas dou vazão aos poderes e solto os cavalos, que é como quem diz, os dois parceiros, das respectivas jaulas.
Muito putedo morre às nossas mãos, de todas as hordas e feitios, pelos tortuosos caminhos da mansão.
Há até clones que se assemelham a fígados e mioleiras andantes.

Umas fadas-daquele-lar pedem-me auxílio e se eu poderia entregar umas pipocas ou scones ou lá o que é, à fada-madrinha. O que é grande merda, visto a senhora estar nas Colinas do Vento das Lanças, seja lá onde for o buraco, e que não é bom presságio ou tão pouco augura uma tarde pacata de sol poente.

Postas as coisas, lá nos debandamos para fora do poço mas eis que o chavalo está nas ruínas causadas pela luta entre o dito e os assassinos que vinham contra ele e nós - tomando-nos erradamente por seu harém de musculosos guerreiros, sem querer saber de explicações para nada. Pois que nessa altura o macaco é tomado de assalto desta vez por uns fuinhas de uns tais de Conselheiros da Magia – "não senhor, não pode desbaratar assim os recursos à vista de toda a gente, por isso ides para o chilindró". Há um combatezinho, voam uns quantos magos encapuçados e o Irenicus, enfastiado porque por cada um estropiado há dois ou três que surgem, lá se dá por culpado e entrega-se às autoridades não sem antes dizer que a pobre da minha Imoen também tinha sido mágica e também por conseguinte devia ir para uma cela contígua. E lá se vão todos pelos portais dimensionais para, provavelmente, Alcatraz ou Mó dos Vinhos.

Fico a saber que estamos então numa magnífica cidade com muita coisa à venda e próspera, em que burgueses snobs estão sempre demasiado ocupados para dar um dedinho de conversa sobre como ir atrás das saias do Irenicus para salvar a princesa. Entretanto fui ao circo da cidade e voltei, tendo esmigalhado um gnomo que se fazia de espertalhaço e que já tinha espalhado uma dose q.b. de terror por diversos pobrezinhos que lá tinham ido parar/ver as vistas. Arranjei, nessa aventurazita, uma nova camarada musculosa para as viagens e entretanto estou no bairro das barracas a sacar informações sobre quests possíveis a fazer, para angariar fundos a reverter a um tipo simpático mas suspeito que supostamente me chamará a sua tropa para o auxílio de que necessito.

So far so good.



segunda-feira, novembro 01, 2010

Pomada

Some Variations:
Estou hiperactivo. Acordei às sete da manhã, já fui e voltei da rua pelo menos quatro vezes. Já li, já escrevi, já arrumei alguma loiça de ontem, já me fartei de ouvir música e estou só à procura de uma coisa que me embale, assim duma vez, enquanto me desdobro a arrumar o quarto. Acho que encontrei. É um embrulho quase vulgar mas de laçarote retro. Tem aquele beatzito de final de tarde e início de noite, agora que os dias são mais pequenos é perfeito para fechar os olhos. É pura descontracção forçada. Antes de voltar a meter mãos a um trabalho, ainda hoje, se possível, se..., sim, possível. Possivelmente.

Repositório #9



domingo, outubro 31, 2010

Is it still halloween?

«Fixei o meu olhar no rosto do homem, e o seu rosto estava pálido de terror. E apressadamente ergueu a cabeça de entre as mãos e alçou-se sobre a rocha e escutou. Mas não havia qualquer voz no vasto e infindável deserto e os caracteres sobre a rocha diziam: Silêncio. E o homem estremeceu e voltou as costas, e fugiu para longe, apressadamente, e nunca mais o vi.»

(Texto: Edgar Allan Poe, Histórias de Mistério e Imaginação; Imagem: Edgar Allan Poe by "Sirxlem")

Pastiche de um sonho de Halloween

terça-feira, outubro 26, 2010

Conselho contemporâneo

Acho indiscutivelmente um dos "mais melhores" vídeos de música de sempre. É isto que se pode eventualmente fazer durante as crises e depressões - ao invés de se saltar as notas todas nas caixas registadoras dos super-hiper-ou-mini-mercados, guarda-se a nota extra que é saltar-se assim e poder com isso aumentar-se os níveis de estabilidade. Ou quando estiverem a olhar para um colar ou um par de ténis a oferecer a alguém pelo Natal, pensem duas vezes e ofereçam antes um passo de dança (buscando o cliché: até podem saltar de dentro de uma caixa para surpreender). É só um presente um bocadinho menos efémero mas em compensação pode fazer sorrir um bocadinho e poupar rugas/anos de vida (de acordo com os estudos científicos de que o riso rejuvenesce).

terça-feira, outubro 19, 2010

"Paris Je T'Aime"

Lembrei-me de repente da última curta (se não estou em erro) no filme Paris Je T'Aime. Fui procurar:

terça-feira, outubro 12, 2010

Antevisão

Reformulei o que escrevi e acabei de escrever o que tinha começado. 
O resultado não será em em formato digital/"blogual". 




Historieta de Trânsito Passado


Lisboa só a conheceu muito depois.

À velocidade certa por carris alinhados com a potência de um sol precocemente estival, as pessoas iam lendo, conversando, pensando, resistindo à passagem.

Garantia do Casamento Três


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domingo, outubro 10, 2010

Fenómeno semi-científico

Não é uma banda filarmónica, não é um conjunto musical de música ligeira, é antes um bocadão de alinhamento sistémico de pop-power nascido para descer e subir à Lady Gaga.
Que veio do planeta Queen.
Não é um fora-de-jogo, é um tudo-em-jogo no que se refere ao descalabro "funtastique" de miscelâneas.
Efeitos visuo-espe(/a)ciais em barda, rama-ma-ma, ohh la la hulah, trolaró, gugu dádá, pápa-pá-pa-razzi, dadauuísmo, trazidos pelas vogalizações "desta bardo" da melhor "outter spaecie".

Tag: pulp alien shining dub-inspired fictional intertwined nobelistic noble novel academy flying special award for fun multi-plot great music-videos chapter of moving films, indeed. addictive and powered by radios and music stations all over. veredict: 5 out of 5.

Tag 2: soft popular listening satire-like tele-cinematic pop-cultured fashionistic visions and sounds jam mix. what?


i could try to be a "Lad Gugu"
because i'm now officially addicted to Lady Gaga.


sexta-feira, outubro 01, 2010

Repositório #8


Apontamento:
ontem vi o mais recente filme de George A. Romero., "Survival of the Dead".  Um "banho quente" de humor "gore-westerniano". Fui portanto, como que romeiro numa perfeita romaria. Além do filme vi e ouvi o senhor . Espero  voltar a vê-lo  e já anseio  pelo próximo filme.

segunda-feira, setembro 27, 2010

estação entre estações

"Sweet summer night and I'm stripped to my sheets
Foreman is leaking; my AC squeaks
And a voice from the clock says "You're not gonna get tired"
My bed is a pool and the wall's on fire
Soak my head in the sink for a while
It chills my neck and it makes me smile
But my bones gotta move and my skin's gotta breathe
You pick up the phone and I'm so relieved

You slide down the stairs to the eager street
And the sun is left with slippery feet
And I want to walk around with you (x2)
(And be here with you)

It doesn't really matter, I'll go where you feel
Home for the breeze, get a midnight meal
I'll point in the windows, you point out the parks
Rip off your sleeves and I'll ditch my socks
Dance to the songs from the cars as they pass
Weave through the cardboard, smell that trash
Walkin' around in our summertime clothes
Know where to go where our bodies go

And we'll breath the dawn in its morning blues
With purple yawns, you'll be sleeping soon
And I want to walk around with you (x2)

When the sun goes down we'll go out again! (x16)

Don't cool off
I like your warmth

Let's leave the sound of the heat for the sound of the rain
It's easy to sleep when it wets my brain
It covers my rest with a saccharine sheen
Kissing the wind through my window screen
But restless is causeless and I cannot hide
So much of my mind that it spills outside
Do you wanna go stroll down a financial street?
Our clothes might get soaked
But the buildings sleep

And there's no one pushing for a place
As we enter at an easy pace
And I want to walk around with you (x2)
I want to walk around with you (x4)"

quarta-feira, setembro 22, 2010

(pensamentos súbitos:) Gosto de

aves, de felinos, de canídeos, de caninos, de canitos, de mitologia.

De não ter que ouvir conversas entre outros, desconhecidos, que falam mais alto e eu só posso ouvi-los, sobretudo quando não tem ponta por onde se lhe pegue, quando junto as pontas e penso em quantas vezes vai essa conta e quantas contarei mais. De quando a conversa não é estupidamente sonsa e/ou me desnecessária.

Por isso gosto de me recolher, de me revirar, dos teus lábios, da tua cama. De envelhecer pouco. Dos meus espaços virtuais. De escrever torto por linhas direitas, de ser o meu deus, de adorar, de passear, de desistir, de insistir. De verbos. De cobrir. De mudar de linha, das gruas, dos carris, de torrar pão, de esperar quando espero bem. De ter identidade. 

De pensar no que fazer antes de partir para outro lugar, de repartir, de voltar a dar depois de ter sido baralhado por mim próprio, de me afastar de desconhecidos, de lhes sorrir, de lhes fazer gestos quando os intenciono ou de nem me aperceber, às vezes, do que estou exactamente a fazer. Gosto que me guiem, de guiar, até de conduzir, induzir, rimar, e outros verbos.

day song

Apetece-me assobiar.

domingo, setembro 19, 2010

what else III e IV

"Facebooked":

"15 livros porque sim"
ou: "15 livros porque até sou bonzinho"


À Espera no Centeio, J. D. Salinger
Contos, Tchekhov
Werther, Göethe
A Espuma dos Dias, Boris Vian
Por Favor Não Matem a Cotovia, Harper Lee
Memorial do Convento, José Saramago
O Velho Que Lia Romances de Amor, Luis Sepulveda
O Deus das Moscas, William Golding
Os Ratoneiros, William Faulkner
A Árvore, Sophia de Mello Breyner Andresen
As Cidades Invisíveis, Italo Calvino
O Grande Gatsby, F. Scott Fitzgerald
Os Três Mosqueteiros, Alexandre Dumas
Havana Para um Infante Defunto, Guillermo Cabrera Infante
Ou o Poema Contínuo, Herberto Helder


"(current) Smoke Rings:
vinha a pensar em vários, mas aqui vai (c/ comentários às perguntas e tudo)":


My artist: Madonna
Are you a man or a female?: (hmm...) Where's The Party
Describe yourself: (you first!) Express Yourself
How are you feeling right now?: Heartbeat
Describe the city you're living in: (maybe) Lucky Star
If you could go anywhere, where would you go?: (no exactly answering a place but...) Deeper And Deeper
Your favorite form of transportation: (it's tricky...so...) Give it 2 me
Your best friend: (not sure of this) Incredible
Your favorite color: (i would say all you can find in a rainbow but most of the times i'm a fool for) True Blue
What's the weather like?: (almost) Amazing
Your favorite time of the day: (it depends) Ray of Light
If your life were a TV-program, what would it be called?: (i could go for) Holiday
What is your life like?: Music
Your current relationship: Secret
What gives?: Into The Groove
I expect from the future: Love Profusion
I wouldn't mind: La Isla Bonita
I fear: (maybe i could point a) Borderline
Your best advice right now: (a pretty good selfish addictive advice) Get Together
If I would change my name right now, it would be: (hmm...) Deeper & Deeper
Aphorism for today: (or tomorrow or whatever) Celebration
The way I would like to go: (where??:P)
My motto: (most of the times just like) Material Girl (if you know what i mean)

quarta-feira, setembro 08, 2010

what else II

"Facebooked":

«com as regras do costume, que são bastante idiotas. só 15, "depressa, depressa, não penses muito."

sem ser por nenhuma ordem especial (embora já saiba quais vão ser os três primeiros...)»


My Name Is Nobody (1973) - Sergio Leone

Indiana Jones - Raiders of the Lost Ark (1981) - Steven Spielberg

Batman (1989) - Tim Burton

Modern Times (1936) - Charles Chaplin

WALL·E (2008) - Andrew Stanton

Shadows and Fog (1991) - Woody Allen

The Meaning of Life (1983) - Terry Jones

Princess Mononoke (1997) - Hayao Miyazaki

Barbarella (1968) - Roger Vadim

Cinema Paradiso (1988) - Giuseppe Tornatore

Kill Bill 1 & 2 (2003 & 2004) - Quentin Tarantino

Sleepy Hollow (1999) - Tim Burton

Aliens (1986) - James Cameron

French Cancan (1954) - Jean Renoir

Amarcord (1973) - Federico Fellini

wide screen

time t0


sexta-feira, setembro 03, 2010

what else?

"Facebooked":

1. Não demorar demais para pensar. No máximo 15 minutos, um por disco.

2. Listar 15 discos de 15 bandas diferentes que sempre te irão acompanhar no decorrer da vida.

3. Identifica 15 amigos (incluindo eu - para eu ver o que vocês escolheram)

Para fazer isso é só clicar no botão "Escrever uma nota" aí em cima, colar esta mensagem e escolher os discos.


Louis Armstrong - Louis and the Angels

Ella Fitzgerald - Pure Ella

Björk - Debut

Madonna - Celebration

Ladyhawke - Ladyhawke

The Magnetic Fields - Realism

Lee Hazlewood - Requiem for an Almost Lady

Bob Dylan - Desire

The Beatles - Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band

David Byrne - Rei Momo

Astor Piazzolla - Key Works

Marisa Monte - Barulhinho Bom

António Variações - Dar & Receber

The Clash - London Calling

Daft Punk - Homework

Duning

dune | magnus larsson | about:blank | arquitectura & design magazine

terça-feira, agosto 24, 2010

Garantia Casamento Três #2

Pensou também que uns meros óculos de ouro seriam motivo de chacota ornamental. Reflectiu sobre as hipóteses de impacto que uma filmagem ou auscultação não circunstancial teriam no usufruto pleno de um par assim dourado num sistema visual não carente de aperfeiçoamento. Se se vissem encurralados numa visão demasiado estreita ou demasiado aberta, deixaria de se poder usar tal adjectivo, inviabilizando uma promessa de descontracção.

Por isso pegou nos óculos e usou-os antes em si, chegou-os ao peito, ergueu-os ao alto, flectiu-os à humidade do ar, durante uns momentos, para com eles reaver nuns papéis amachucados (já de volta a casa) a lembrança quase estéril ou vã, de vários passeios por entre cafés, lojas e procuras de cidadanias. Pertences dos passados, dias anteriores, dias felizes, como postais marcados sem selos carimbados. Não encontrou uma das senhas, um dos números das quatros ou cinco letras das filas de espera, reorientava-se agora (nas aritméticas do tempo) chamando a si esse tempo em que um bébé foi feito cidadão ao seu lado, por assim dizer, de dentro de uma cesta para ser visto e retratado pela máquina de um sistema permanente: o do
reconhecimento sociabilizado. 

Garantia do Casamento Três #1

Arterial tarde se previa na fumba de um sol surreal. Ele e ela, ele e ele. Ou como ele a conheceu e ela a ele, e eles a ela, cansados do número três naquele querido mês para onde quase todos os pássaros migravam sem haver tempestade salgada nas ondas.

As horas ziguezagueavam morosas e o despertador tardava a sucumbir à desistência. Num terraço de poisio, um interregno de desalento consentido, semi-circular com a ponta do dedo do pé, a friccionar areia, a desejar gravilha.

Tomou coragem e uma inspiração de ar fresco e, desceu para lá, onde encontrou uns óculos de ouro.
"É isto que lhe vou oferecer", pensou.

quinta-feira, agosto 12, 2010

(most of) my internet history in nicks

(according with what i remember and/or wrote down on paper)

não sei/não me lembro das passwords todas
(fui perdendo pelo caminho)

Fóruns do Sapo/IRC/Registos em blogues anteriores

Krebs

darkyew
Miragem
Burro da Palha
Tita Pirolito
Ovo Profético
Cangalheiro Egometa

[Lacrau]
Jump_Cut
Electricsheep
Musubi
Hymnsonia
Lunar_Caustic
|[Pulsar]|
|Subversive|
Tinderbox
Titanium
Lastlight
Missing Link (não me recordo se tinha underscore)
attachment

dattachment
seemstoo

(alguns dos) mails que tive:
memeandme@hotmail.com
duarteortoptica@hotmail.com
du_ampeco@yahoo.com.br


este post está sujeito a actualização
 

Rain

"Legendoteca's" "pachining"

pachining from senhor roubado on Vimeo.

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