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domingo, junho 28, 2009

Domingo de hoje - best of

Os Deolinda têm aquela música "Eu tenho um melro" e foi dela que me lembrei quando ouvi esse bicho, hoje, a fazer estardalhaço ali na árvore ao lado. Creio que vinha assustado, pulava nos ramos, agitava as folhas, e achei (continuo a achar) que fugia das nuvens e da chuva, antes delas voltarem a cair.

Update III

"Jesus" Kristall e mais - aqui.

(outro) álbum novo aqui.

sexta-feira, junho 26, 2009

Lee Hazlewood - um apontamento

"- Hi sis, d'you want a lift?
- Hi! ...See, somebody loves me. Bye!"

O vídeo e a música são impagáveis. Simples, curtos, ele encosta a testa, faz careta, ameaça de punho fechado à machão violento (e com aquele bigode lindo lindo, gosto mesmo muito), ela dançarica, corre atrás, faz careta.

Vou ser sensacionalista: Lee Hazlewood fazia magia a cantar. E a Nancy... a fofa do papá.
Ele como se estivesse só a mandar p'ó ar. Nas músicas - ora com humor, zangado, apaixonado, reflexivo, ou simplesmente a trautear o que lhe apetece.
Veja-se o duo aqui:

quinta-feira, junho 25, 2009

Literal videos

O Coisas do Arco da Velha já tinha postado, não lhe encontro o link no blog, mas fica no youtube e são "literal video versions". Exemplos:





quarta-feira, junho 24, 2009

sábado, junho 20, 2009

É já amanhã! Vão voar pernas!

«Há testemunhos de mulheres envergonhadas em praça pública, outras que escapam à morte por muito pouco. Sapatos caríssimos assassinados pelas pedras da calçada. Mas as portuguesas continuam corajosamente a usá-los. São tão corajosas que vão aderir à moda internacional das corridas de saltos. No próximo domingo, às 16 horas, esperam-se cerca de 300 mulheres com mais de 18 anos, no Café In, na zona ribeirinha de Lisboa. A corrida parte daí e a meta fica a 280 metros, em frente à Piazza Di Mare. A organização está a cargo da Lipton Línea que oferece mil euros à vencedora. Como não podemos adivinhar quem vai ganhar tão inusitada corrida, que assustaria os Obikwelus e Vanessas Fernandes deste mundo, quisemos conhecer as dificuldades de quem usa saltos.(...)» aqui

A camarada (Paula) Bobone diz:

"O chão de Lisboa condiciona a minha vida. A calçada é uma desconsideração para as mulheres, semelhante à burka. Lisboa devia ser alcatifada. Deixei de andar de saltos, só os uso quando estou acompanhada, para me conseguir agarrar a alguém. Também tenho outra solução: umas esporas da Gucci que prendem o sapato e assim já não caem. Nunca me espalhei, mas escorreguei várias vezes. O mais frequente é ficar com os saltos presos na calçada. Dizem que é uma herança, mas está abandonada e cheia de buracos."

quarta-feira, junho 17, 2009

Apontamentos sobre Roy Orbison

O Frank Sinatra não é "A Voz". A Voz é Roy Orbison. Constata-se que:

1) É infecciosa

2) Pode evoluir para gangrena

3) Não responde às Leis da Física: propaga-se no vazio (é metafísica)

4) Acompanha bem peixe com elevado teor em chumbo e/ou outros metais pesados, e também carnunça frita mal passada

5) Requer conhecimentos de taxonomia avançada para dimensões alternativas/paralelas sem recurso às drogas "vulgares" ou vulgarizadas, caso se queira traduzir a experimentação para níveis aceitáveis de inteligibilidade ---> é por este motivo que, extrapolando para a hipótese de que os que estão a ler são inaptos, reduzo para 4 pontos + este (os primitivos mas essenciais, introdutórios), a colectânea dos 100 (só poderiam ser 100), e passo para o que realmente interessa, a aplicação prática da coisa, erm..., da Voz.

Serve para:

a) Dar nós nas nossas partes moles, e rijas também

b) Distorcer a realidade

c) Comungar do divino e chamar-nos para o além (ver alínea 3, acima)

d) Chatear os vizinhos de cima

e) Amaldiçoar os acordes das próprias músicas

f) Etc

Bolas, não consegui escrever muito a sério sobre um gajo que, na minha opinião, tem algumas das músicas mais bonitas (e lamechas, talvez pirosas, sei lá) de todo o sempre.

quarta-feira, junho 03, 2009

A vida à quarta

Depois de uma noite bem dormida, isto é, no sofá, em arriscado quase desmembramento contorcionista, uma manta de inverno (de quem foi a ideia??) a condizer com uns peúgos de inverno (os de verão têm estado por emparelhar, à beira da cama, à minha espera) a fazer sonhar com o fogo do inferno, toca o despertador do telemóvel e começa a saga dos 10 minutos mais: das 9.00 reprograma-se para as 9.10, atiram-se os peúgos e a manta para o chão, das 9.10 para as 9.20, e de 10 em 10 chega-se ao atraso definitivo.
O pequeno-almoço é café, e pouco depois está-se num anfiteatro a uma distância pouco dada a ver-se o quadro com as setinhas dos ciclos metabólicos. O almoço à pressa só pode ser, é claro, uma vigorosa vianinha com frango (havia mesmo algum bocadinho?), dois grãos de milho e uma alface velha e muito molho cocktail versão chantilly, assim como quem não esconde uma etiqueta no embrulho a dizer "bulimia-friendly". Um sumo de pêra e... outro café, para a refeição ser completa (metabolicamente falando e tudo...).
Mas é então que começa verdadeiramente o dia: 3 horas non-stop de exercícios de estatística aplicada na biblioteca são a tostadeira da massa cinzenta. Depois vem a torradeira: uma boa caminhada a desafiar a insolação, apanha-se um jornal pelo caminho, transportes públicos, pega-se no jornal mas custa ler, o que fazer então quando há ainda mais matemática ("primitivação" e integrais: as minhas mais-que-tudo guilty tortures), mais caminhada, já se está outra vez nos transportes públicos, e enfim, a gloriosa arribada ao ponto de partida, com direito a uma limonada e uma aspirina.

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