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quinta-feira, abril 30, 2009

Gripe Suína

"Mas será que agora não há outro assunto para se falar sem ser a gripe suína? É que até parece que é alguma coisa de novo uma pessoa ter gripe suína. Olhem o meu Gouveia, por exemplo, que já não são duas nem três vezes que o apanho a limpar o pingo da ranhoca do nariz ao braço, e lhe digo: "Gouveia, tu não me sejas porco, homem. Lá por estares de gripe não precisas de te portar que nem um suíno." É que, parece que não, mas quando aquela ranhoca seca, é o cabo dos trabalhos para sair da flanela do pijama. Bom, mas, infelizmente, não é só este exemplo de gente com gripe suína que eu tenho visto. Há também as pessoas que não põem a mão à frente quando espirram; as que mandam a expectoração directamente da garganta para a calçada; e por aí fora. E digam-me lá: isso não é porcaria? Ora se é porcaria vem de porco. E se vem de porco, é suína. Logo é gripe... suína!"
(Dona Rosete)

segunda-feira, abril 27, 2009

"Fitzcarraldo" (won me over)

Há uns meses atrás, bastantes até, quando o homem do videoclube e eu conversávamos, vieram a propósito os filmes do Herzog. Como referência a não esquecer falou-me de um filme passado na Amazónia sobre um excêntrico e/ou visionário homem que queria construir uma casa de ópera no meio da selva e que, com isso, acaba por meter-se num desafio daqueles de "mover a montanha". Pronto, e finalmente já vi. O filme é baseado num "personagem" real. Contou-me também alguns pormenores do enredo não-narrativo, o outro, o das filmagens. Que houve controvérsia e problemas. O texto que entretanto encontrei, e se segue, fala disso.


"(...)
But problems with actors were only part of the many complications faced by Herzog. While the crew was filming near the border of Peru and Ecuador, a border war broke out between the two countries, and soon afterwards, soldiers burned the movie's production camp to the ground. But Herzog's biggest enemy may have been the weather: he found himself working during the largest drought in 65 years. River levels plunged to depths of two feet or less. As a result, the movie's steamship became stranded for months on a sand bar while waiting for rains to return.
However, when rains came, Herzog found himself working during the wildest rainy season in history. One crew member was bitten by a snake with venom so poisonous that cardiac arrest typically followed within seconds. Realizing what had happened, the crew member picked up a chain saw and cut off his own foot. Another man was paralyzed. Another man drowned.
When Herzog talks about the movie's climactic scene, which involves a steamboat drifting down a river, he tells us how they had to lash down one of the actors to the helm for fear he would fly through the windows when the ship crashed against rocks. After the cinematographer's hand was split open trying to film this sequence, he underwent a 2½ hour operation to put his hand back together again--and no anesthesia was available. As he screamed and thrashed in agony, one of the two camp prostitutes (!) calmed him by pressing his head between her breasts. (According to Herzog, a Catholic priest urged him to include prostitutes as part of the movie's production crew or the men would go crazy in the jungle.)
While Herzog complains that Les Blank's documentary Burden Of Dreams was responsible for creating the notion that Herzog was a daredevil while filming Fitzcarraldo, almost everything Herzog says indicates Les Blank wasn't far off the mark. However, if Herzog hadn't been such a daredevil, it's doubtful that Fitzcarraldo would be such an enthralling experience. We now live in an age when computerized digital effects can be used to create almost anything that filmmakers can imagine. But when you're watching Fitzcarraldo, you know you aren't seeing digital effects. You can trust your eyes." (aqui)

sexta-feira, abril 17, 2009

Eleni

Come to Portugal, please.

Telemóveling with romeira

"Chegaste a comprar Antony? Eu não e acho que está esgotado."

"Oh, não! Vou verificar."

"Já verificaste?"

"Sim! Está mesmo esgotado. Duarte, és um incompetente!"

"A culpa é tua, toda tua, e só tua."

"Por que no te callas?"

"Vai tocar pandeireta!"
...
"Já tocaste pandeireta? Agora podes ir recitar os Lusíadas para a rua."

"Nas tuas nalgas é que vou tocar pandeireta e recitar os Lusíadas ao mesmo tempo!"

"You wish! Nas minhas nalgas só Lord Byron."

"Já te estreaste hoje?"

(...)

segunda-feira, abril 06, 2009

"Kings of the Sun" em cinco minutos


O narrador apresenta-nos os Maias: um povo avançado da antiguidade, mas primitivo quanto à religião, que os gajos faziam sacrifícios humanos sem jeito nenhum. Pois que há um ataque e a cambada elitista foge pelas traseiras do templo, rei morto rei posto, e é já o 9º "Balam", acabado de coroar, que foge, juntamente com a cambada das plumas, e vai parar a uma povoação piscatória onde uma espécie de velho do restelo o obriga a jurar casar-se com a filha, gaiata de olho azul, em troca de se poder debandar dali para fora mar adentro com os barcos lá dos gajos. Vai tudo nos barcos, mas o velho ficou na praia com uma seta nas costas, que o inimigo estava ali à beira. O pessoal navega lá pelo golfo do méxico, começam-se a passar e a ter umas fraquezas, mas lá chegam a terra e o Balam anuncia que se vai casar, mas o raio da moça, orgulhosa, liberta-o da promessa porque o velho já morreu e tal e mais tal pois que já não precisa de casar-se com ela. O rei também não é de choradinhos, aceita, já não se casam, fica de bico calado mas sempre a galá-la.

Já está o povo todo nas construções quando anda por ali um chefe índio Águia Negra à coca a ver o que se passa e quem é aquela gente, que ele é que é da terra, mete o bedelho e é levado dentro depois de umas sapatadas com o Balam no meio do mato. Feito prisioneiro, vai a gaiata do olho azul cuidar dele para que fique bom até ao dia do sacrifício, foi escolhido, grande honra, só que ainda não sabe. O índio perde-se de amores por ela, quer papá-la, e a moça lá se vai derretendo, até que se chateiam porque afinal ele vai ao matadouro e ela não lhe disse nada, grande puta. E ele que queria "gerar filhos" com ela e que bom que iria ser ver essa criançada a "puxar os búfalos pelas narinas".

Lá no topo da escadaria do templo o índio acaba por se esquivar e o Balam deixa-o ir em liberdade, parece que há um respeito mútuo (e algo mais?) entre ele e o rei Maia. Quem acaba por se matar é um sacerdote, que não podia ser, tinha de haver sacrifício para aquela terra dar frutos.
Os maias e os índios concordam em viver em paz, sem atritos, e ficam vizinhos e andam no trólóró. Mas passado uns tempos há uma crise de ciumeira do Balam o 9º, por causa da gaiata e do Águia Negra e a coisa corre mal e os índios desistem da paz e da vizinhança, não chega a haver guerra, mas metem o cu entre as pernas e começam viagem para novas pastagens, que são uns nómadas.

Até que vem o inimigo do Balam lá do sítio de onde eles tinham fugido no início, vêm aos molhos, nos barcos, toca a corneta na povoação, eles vêm aí. Águia Negra, que tem bom ouvido, apercebe-se e o seu pessoal também se apercebe que vai haver molho. Faz-lhe clique, há ali qualquer coisa com o Balam, o que seja, e resolve ir acudir.

Há uma batalha, tudo a espingardar, o mau veste um espartilho verde de gaja, ganha o Balam e o seu povo, mas o Águia Negra foi contra uma espada durante a luta. Antes de morrer aconselha o maia a deixar de ser parvo e fazer-se logo à gaiata, que ela é a mulher dele, e agora (na hora da sua morte), mais do que nunca.
Ficam lá na terra e acaba assim.



Não gostei muito do filme, é fraquinho.

domingo, abril 05, 2009

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