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domingo, fevereiro 15, 2009

Agora escolha (adivinhe)

a) Estava a grelhar peixe-espada e de repente houve uma explosão no grelhador. O meu braço direito ficou em carne viva, uma espinha saltou e furou-me o olho, comecei a sangrar dos ouvidos e do nariz. Caí inconsciente durante 4 horas.
b) Estava a grelhar peixe-espada e de repente houve uma explosão no grelhador, vi um flash branco, um clarão súbito que me fez fechar os olhos. O estrondo foi tão grande que fiquei com os tímpanos a retinir durante uns 5 minutos.


Você errou. Foi b) que aconteceu. O quadro eléctrico foi abaixo. O fio eléctrico do grelhador estava a sair para fora do cobrimento, parecia cortado ou roído.

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Ei-lo despojado e pronto para a acção

Fui buscar ao Coisas do Arco da Velha , um blog exemplar, a sétima maravilha do mundo: o Sean Connery como nunca o tinha visto. Tinha de ser, não há como não venerar. Nem como contornar. Uma coisa assim à nossa frente não se contorna.

domingo, fevereiro 08, 2009

Correcção

© Alain Wilson - Nicolson Street, Edinburgh; 2006

Ó Javier, tss tss

E depois do Slumdog Millionaire estou curioso em relação ao Milk e ao do Woody Allen, ou seja, basicamente os filmes de que o falatório corrente se compõe.
O último filme que metia o Javier Bardem e a Penélope Cruz que vi (os dois muito metidos mesmo) foi uma espécie de telenovela venezuelana com muito sexo e um toque trágico-cómico, interessante, do Bigas Luna. Há tourada e pancadaria com presuntos, e o filme abre logo muito auspiciosamente, de facto, passa-se cerca de um ou dois minutos no máximo até chegar este plano:


"Jamón, Jamón" - 1992, Bigas Luna

(" a film where women eat men and men eat ham")

Slumdog Millionaire


Fui ver o "Slumdog Millionaire" e tirando a primeira hora de filme, concretamente e principalmente os primeiros 5 minutos a contar a partir da entrada do título - que pode ser encarado como um videoclip magistral - não achei grande coisa. Há quem o eleve a obra-prima e quem o reduza a pobre exercício de um cineasta sem visão particular ou relevante.
Gostei do protagonista sobretudo por ter umas orelhas parecidas com as minhas.
O filme reduz-se bastante a uma fantasia de conto de natal e não consegui absorvê-lo enquanto alguma espécie de retrato da Índia actual - que seria interessante - (fosse esse o propósito) ou dos seus bairros de lata. Há uma ou outra cena passada numa gigantesca lixeira que é impressionante, tal como ver um puto a mergulhar em merda - Danny Boyle a ser tão ou mais cócózeiro que no Trainspotting.

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Assinalável

Depois de ter começado a ler há quase dois anos e o ter abandonado na prateleira em detrimento de outros que se meteram à frente e "urgentes", retomei a partir de onde o tinha deixado, a meio, e por fim acabei-o agora numa viagem de autocarro.
(Havana para um Infante Defunto, Guillermo Cabrera Infante)

O que eu gosto mais no livro é quando há um certo burlesco nas descrições completamente explícitas dos encontros e desenvolvimentos eróticos, com um vocabulário imaginativo e abandalhado.

Destaco uma parte sobre plágio...:

«Nessa altura eu era o que se chama opinioso: tinha opiniões contundentes sobre a arte e sobre a literatura e a poesia. "Um poema de amor é uma declaração impotente", disse-lhe, e ela respondeu-me, rápida: "Creio que estás enganado." Deteve-se um momento, talvez a considerar a minha referência à impotência poética e continuou, passando-lhe por cima ou talvez esquecendo-a (afinal, é possível que não tivesse entendido bem; era pura provocação): "Um poema de amor é uma proeza de amor." Não sei se lançou isto como um repto, provocando-me por sua vez para que eu (lhe) escrevesse um soneto inflamado ou se era uma demonstração da sua inocência literária. Sei que quase seguindo os passos perdedores de Julieta lhe emprestei o meu exemplar (tinha então a necessária noção de que não havia muitas cópias em Havana) de O Amante de Lady Chatterley. Tenho que confessar que continuava a ser leitor de Lawrence e li até o seu falaz Fantasia do Inconsciente. Dulce leu Lady Chatterley (segundo ela, para mim era O Amante) e devolveu-me o romance todo sublinhado e cheio de anotações, como se tomasse posse do meu livro. Os sublinhados eram sem dúvida imprevistos, mas não tanto como as notas. Por exemplo, tinha marcado a frase "Punha-se o sol" e ao lado anotou: "Plágio de Horacio Quiroga".»

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Mas ainda não desfiz a mala

(Rudolph Valentino)

Voltei. Pena ter sido pouco tempo.
Esqueci-me de dizer que em muitas ruas, pelas laranjeiras, o ar era apetitoso, especialmente com a chuva e os frutos caídos e abertos no chão. Tive de me deslocar a três sítios diferentes para conseguir por fim encontrar rolos p/b, e foi por indicação de uma pessoa que tirou um curso de fotografia e pelo que me apercebi, só havia nessa loja. Mesmo lá comentaram ser já um "objecto" muito raro. Em Lisboa ainda não é assim.
Sevilha fervilha turismo e turistas e o centro histórico é bastante grande. Estão a construir um metro, aliás, já devia ter aberto, mas desconfio que as pessoas continuem a preferir os autocarros e as bicicletas, à superfície. Passei várias vezes junto à Universidade de Belas Artes, fica num edifício grande, com personalidade e bem enquadrado. O italiano, que já lá entrou, diz que cheira intensamente a tintas, aliás como é de esperar. A que me indicou a loja de material fotográfico estudou lá. Ali perto, comi uns churros com chocolate valentes, daqueles que se pega e fica com os dedos empapados de azeite frito. Por 3 euros serviram-nos um prato com umas 12 coisas daquelas e chávenas individuais bem cheias de chocolate quente (para molhar). E pronto, não vou aprofundar ou apontar mais minudências.

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