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sábado, janeiro 31, 2009

En Sevilla

Além das tapas de queijo frito/panado com molho de framboesa, tenho provado outras iguarias, a saber: uma coisa chamada manjar blanco, com pão torrado, azeite, anchovas deliciosamente salgadas e com um molho suspeito mas muito bom, um sabor próximo do gaspacho, pimento vermelho embebido noutro molho suspeito, panado de beringela com mel, e frango com tâmaras e mel.

Para além desta boa dieta tenho a sorte de estar cá o namorado da minha amiga, que tem um curso de culinária, tipo chefe de cozinha, ser italiano e saber os truques todos da pasta. Ela também já cozinhou uma mistela saborosa, só falto eu presenteá-los com a minha receita de ovos mexidos com batata frita, uma receita muito elaborada. Até vou pôr avental e luvas daquelas descartáveis.

Vivem cinco pessoas nesta casa, mais uma sexta que quase nunca está e passa a vida na do namorado. O ambiente é de saudável desorganização, eu próprio acho que já perdi umas peúgas algures na sala. Têm uma gata de 6 meses chamada Tossa, que me tem acordado de manhã aos pulos e patadas, por cima de mim, gosta particularmente de ir rasgando o meu saco-cama e quando entra em histeria parece uma pulga corcunda filha da puta a atacar pelas costas. Hoje passou mais de trinta minutos a miar toda ofendida com algo para mim enigmático e só se deu por vencida quando comecei a assobiar. Encantei a serpente.
Uma das residentes, espanhola "basca" sabe dizer duas coisas em português: foda-se e pachachinha.

Afinal aquela coisa dos bears chama-se El Hombre Y El Oso, tem uma página muito bonita na internet e ainda não fomos lá fazer afagar-lhes os pêlos. As raparigas ponderam a única forma de tentar lá entrar: meter uns bigodes e fazer voz grossa. De qualquer das formas ontem estivemos numa discoteca "de ambiente" e uma rapariga abordou-me para me apresentar um gajo amigo dela, mas tinha ar de heroinómano, que eu lhe gustava mucho, dizia ela, e eu, ós poij, majeu tenho novio, mas fico "alagado" (soa porno, mas significa "elogiado") - para me esquivar ao bicho. Passado um bocado estava uma chica muy expansiva a dar-me palmadinhas nas costas e a dizer para eu bailar mais, até que às tantas estou a apertar a mão ao amigo, com ar de guarda-costas. E pronto, aquilo estava com pouca gente.

De resto, já fui ver flamenco e andei pela cidade, aqui usam muito as bicicletas pelos passeios próprios, há umas que têm um lugar atrás para levar a criança. Também se vê gente de patins. Os edifícios são maioritariamente castanhos, tudo aqui é marron, há uns bem giros. Há montanhas de paredes grafitadas.

terça-feira, janeiro 27, 2009

Ansioso pelas tapas de queijo com molho de framboesa

Um mapa simplista

Quarta-feira sigo para Sevilha passar uns dias. Sevilha é o supra-sumo do espírito andaluz, e um sítio onde não há regras de trânsito (na prática), onde me lembro de ver automóveis e motas não desacelerar nem travar nas estradas quando os sinais estão vermelhos há já muitos segundos, sem isso ser qualquer motivo de espanto para um comum sevilhano que as tente atravessar a pé.

Algumas ideias a cumprir:

- Ir às tabernas refastelar-me com tapas.

- Fotografar flamenco ao vivo (regressar, por exemplo, à La Carboneria, ou ao bar da senhora gorda que ia entremeando o serviço e cobrança de bebidas pela multidão apinhada e entalada com súbitas, agrestes e pneumáticas entoações, berros e por fim cantorias).

- Andar pelo bairro de Santa Cruz, por detrás da catedral, e também por Triana.
- Visitar outra vez o jardim enorme e preferencialmente de coche e ao anoitecer, como dita o manual de bom e típico turista.
- Outra coisa que está na agenda, por iniciativa de um amigo de amiga, que eu ainda desconheço, é ir a um bar com nome que não me recordo mas qualquer coisa tipo não sei quê "bears"..., que ele ainda não conheceu, onde não são mesmo permitidas entradas a mulheres.

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Outra amiga dos perús


Já aqui foi exposta uma actriz a montar um perú. Esta é outra, a Rochelle Hudson, que também caiu nas graças dos ternos "grlu grlu", caem que nem tordos. Não o está a montar, mas pega-lhe no véu de noiva com muito savoire-faire. Parece que houve uma altura em que ser fotografada com um perú era um requisito para se ser "alguém" no mundo artístico. Talvez fosse uma afirmação de personalidade. Compreende-se, toda a gente sabe que os perús estão para os animais como os diamantes para as pedras preciosas.

sábado, janeiro 24, 2009

Maya pôs ontem maminhas novas

Isto é novamente obra da minha romeira amiga, que me enviou por e-mail para eu não me desactualizar do mundo. É tão romeira, tão romeira, mas tão romeira, que ontem me disse que eu faço pose de atleta enquanto cozinho.

Uf

A discussão correu-me BEM.
BEM!
Ainda não acredito. Tirando não terem gostado muito da apresentação por estar visualmente muito preenchida, muito texto, maçuda, whatever, e mais um ou outro pormenor, o resto correu melhor do que eu previa. Consegui não me enervar, responder e até ganhar sorrisos e um ambiente praticamente informal. Deram a perceber que podia ir descansado, que estava feito. Tive a sorte de as perguntas terem incidido principalmente num relatório e não se terem dispersado por aspectos mais "obscuros" da matéria teórica. Uf.
Agora já tenho os 8 módulos de estágio todos completos e arrumados. Alívio.

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Já não tenho idade para estas coisas!

Pois é. Estou com nervoso miudinho. Mais à noite serei pouco mais que um nervo torcido, recortado, ligado a picos de electricidade numa tomada mal calibrada e sem ligação à terra, a ameaçar curto-circuito a toda a hora.
Eis que amanhã à tarde vou finalmente defender-me perante a discussão de estágio, o de outubro e novembro. Eis que me vou afundar pela cadeira à frente do júri implacável e talvez largar uma mijinha, uma pocinha, um fiozinho de sangue em ebulição, uma papa de células afogadas, junto à mesa do julgamento. Eis que vou trocar as palavras todas e explicar palarisias em vez de paralisias. Eu próprio vou ser uma paralisia.
E em vez de pegar no dossier aqui ao lado e ler e reler os relatórios, as fundamentações teóricas, a análise estatística, em vez de treinar a apresentação em powerpoint, de me ir relembrar das acções primárias, secundárias e terciárias dos músculos oculomotores, os síndromes e perturbações sensorio-motoras, as centenas de conceitos e teorias dos autores que andei a gramar para fazer os relatórios, estou aqui a fumar um atrás de outro e quase a fazer o pino e mais tudo e qualquer coisa menos aquilo que é suposto.
Já só penso em chegar lá e ir-me embora, não quero saber se me chove chumbo se fico em silêncio completo durante as perguntas, se não acertar uma para a caixa, quero é despachar, se tiver de repetir que seja, já só penso que depois à noite vou fazer jantarada cá em casa e nem levo a mal que haja convidados que me tenham vindo perguntar se vão haver pratos para a comida. Não revelei ementa, mas é possível que esteja num estado tal que saia uma mixórdia de entalar a garganta.
Estou mesmo nervoso.

quarta-feira, janeiro 21, 2009

Na arte de montar, começa-se pelo bicho mais pequeno

Começa-se nos perús e só depois se passa para os cavalos. Vida de actriz de western tem alegrias.
Lynne Carver - "Ingenue and then leading lady in US films from the mid-30s through late 40s, latterly in westerns":


segunda-feira, janeiro 19, 2009

Three Imaginary Boys

© Danny Lyon


Casa dos Horrores

Ao fim de quase 4 minutos de blá-blá, a mestra do terror: "o CúvêIRo da pátria!!". Atenção, não sou socrático, nada mesmo. No final da amostra desta intervenção, bastante chata antes dos últimos segundos, bati palmas, pulei e gritei "Dá-le Manela!!". Mas nem por sombras gosto de a imaginar, com o PSD, no próximo governo. Ainda faltam meses até às eleições e já começou a roda viva partidária eleitoralista, resigno-me à expressão "venha o diabo e escolha". Há já umas semanas que a vejo muito jovial e sorriso branco, deve ter um novo conselheiro de imagem. Mas aqui não haja dúvidas, voltou às mangas antigas. A plateia terá tremido naquele momento.

sexta-feira, janeiro 16, 2009

É a 10 euros

Uma romeira amiga passou-me isto que fotografou.
É muito recente, se passarem pela Rua de São Bento ainda conseguem, de certeza, arranjar camisolas muito fofinhas.

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Cromos


A fotografia é um clássico.
A primeira equipa do então projecto "Microsoft", em 1978. Os outros cromos amigos do Bill Gates que ali estão viraram-se para outras actividades, incluindo um "Chefe matemático" que se dedicou a partir de 1993 à criação de gado, e uma das moças saiu da empresa tendo metido um processo judicial por discriminação sexual.
Parecem saídos do "Family Ties" ("Quem Sai Aos Seus").

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Amor d'água fresca

Maria de Medeiros e Uma Thurman no papel de, respectivamente, Anaïs Nin e June Miller dão efectivamente um belo par de amantes, embora tenha adormecido ontem a meio do filme e só hoje vá ver o resto.
Tenho um livro de contos da escritora, ofereceram-me (uma prima minha, no seu perfeito juízo!..., num Natal passado), mas não os li todos, não gostei particularmente, gostava mais de ter do Henry Miller que também consta que era todo sedento pró-activo. Ficará para sempre nos anais da história que a Anaïs foi em alturas muito muito dada às companhias femininas, assim uma espécie de Dina, mas sem a parte do casaco de fazenda e viola debaixo do braço.



Um excerto giro em que ela descreve uma mulher, num conto:

«Eu gostava de a ver arranjar-se para sair à noite, com jóias barbáricas, o seu rosto tão vivo. Não era pessoa para a branda Paris, para o ambiente dos cafés. Era mulher para a selva africana, orgias, danças. Mas não era um ser livre, ondulando em marés naturais de prazer e desejo. Se a sua boca, o seu corpo, voz haviam sido feitos para a sensualidade, o seu fluxo estava paralisado dentro dela. Lina estava empalada numa rígida vara de puritanismo.»

(Anaïs Nin, "Lina")

segunda-feira, janeiro 12, 2009

Vida de nem sequer estudante

Isto de estar à espera que me marquem e não marquem uma discussão de estágio e das aulas da faculdade que só voltam em Março deixa-me assim um bocado com tempo a mais, a dormir muito e a viver com uma facilidade doentia, sem contar com a preocupação latente e sempre presente da discussão poder vir a qualquer momento, marcada de um dia para o outro, por exemplo.
Assim, este começo de 2009 tem sido assim:
ouvir música + ver filmes + estar com amigos + ler.
E mais nada. Um quase perfeito burguês.
Tirando a parte do estar com amigos e de ler (mal acabei "O Pecado de Darwin" peguei no "Por Favor Não Matem a Cotovia", Harper Lee, e já devorei 200 páginas, acho que vai directo para o top dos livros que li mais depressa e com mais vontade, aquilo é muito bom), começo a entediar-me do passar mais tempo em casa que o costume. Preciso de uma ocupação para me levantar cedo e para ter uma rotina "saudável". Estive a ver empregos part-time, estive a pensar em pequenos cursos ou workshops ou até inscrever-me num ginásio.
Continuo a tomar anti-depressivos, e já são outros, que o médico resolveu alterar. Ansiolíticos também, mas já era hora de os deixar. Aborrece-me andar ao sabor destas drogas. Chateia-me ter estabilidade induzida e penso sempre que se os deixasse de tomar ficaria bem, pelo menos bem melhor do que há mais de mês e meio atrás. Mas pode não ser assim. Se calhar isto de eu já não dormir quase 24 horas por dia agarrado ao sofá deve-se mais do que eu penso ao efeito dos comprimidinhos.
Entretanto uma amiga propôs-me uma viagem a Cuba no verão. Desde que haja dinheiro vou a todo o lado, se puder (nunca pensaria assim há um mês e tal atrás). Aliás, ia já amanhã. Mas a questão que se prende é que com a poupança da mesada não chego muito longe, e se o semestre for tão pacífico quanto prevejo que vá ser, um part-time em boa-hora, por muito manhoso que pudesse ser, dar-me-ia mais hipóteses de ir banhar-me para o outro lado do oceano.

Mais mulherada para o mulherio que p'aqui vai no blog

Bettie Page ao som dos The Cramps

Ela é Linda. (quer dizer...)

Linda sim. Não é subjectivo, não é adjectivo. É Linda, Linda Scott.

Parece a Betty Rubble dos Flinstones talvez com uns quilos a mais e canta como se tivesse nuvens de algodão doce na garganta. Interpretava as canções modelo do início dos 60s, versos numa onda tipo Florbela Espanca (vade retro!) moderna e light (hmm...), pejados do imaginário romântico exacerbado de uma voz alimentada a adolescência, coisas trauteáveis, com os arranjos orquestrais típicos e herdados da música popular americana nos 50s. Imagino bailes de formatura ao som desta senhora, que viria depois a estudar teologia nos 70s, já fora do show business. Aquela cara por acaso fica bem num pedestal com florzinhas e crucifixos. A voz era e ficou imaculada. O senhor David Lynch meteu-a no Mulholland Drive e tudo.

sexta-feira, janeiro 09, 2009

O que andei a ver

Hoje estive na Cinemateca com os meus primos. Vimos o Intriga Internacional. No filme, a mãe do protagonista foi a minha personagem favorita.


É ela. Uma tal de Jessie Landis, num frame de uma parte do filme memorável.

Quando vou à Cinemateca lembro-me de uma vez, na altura em que se falou muito na gripe das aves, estar lá a assistir um homem que espirrava e tossia violentamente durante a projecção do filme, perante o completo silêncio do resto da plateia já um bocado incomodada, até que um lá atrás grita, todo passado: "Vai mazé pa casa ó passarão!". Lembro-me sempre disto. Estávamos uns 15 na sala, no máximo.

Já não ia à Cinemateca há muitos meses, foi bom matar saudades dos filmes com soluços, solavancos e falhas por todos os lados. Uns fósseis. Também já não passo pelo Incógnito desde Maio ou Junho do ano passado, mas ando com vontade de ir, nem que seja para confirmar que perdi muita da estaleca e entusiasmo que antes tive para saídas nocturnas por bares e afins.

Ando outra vez mesmo viciado em cinema, muito recentemente também vi

Xizao ("The Shower"), Yang Zhang

The Wicker Man (o de 1973), Robin Hardy - está lá o Christopher Lee com fabulosos fatos e penteado, e uma cena (supostamente) erótica muito interessante em que uma estonteante loiraça mística se açoita a si própria no rabo, dançando, como se estivesse a tocar tambor.

Amarcord, Frederico Fellini

E last but not least, revi, após mais de 10 anos passados, e quase comovido de excitação,

The Fearless Vampire Killers or: Pardon Me, But Your Teeth Are in My Neck, Roman Polanski

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Acabei de ler

"O pecado de Darwin" de John Darnton, ex-jornalista do New York Times.
Foi granjeado com Prémio Pulitzer e a "sinopse" diz assim:

«Ao longo desta obra, Darnton reescreve a verdadeira história de Darwin, sob três perspectivas diferentes: a do próprio explorador enquanto jovem, a da sua filha Lizzie e a dos investigadores Hugh Kellem e Beth Dulcimer, cuja obsessão pelo naturalista (e um pelo outro) os leva muito além de uma mera investigação académica. Ao descobrirem os diários e as cartas de Lizzie, Hugh e Beth encontram um capítulo oculto da biografia de Darwin, que vai revelar inúmeros segredos, nos quais reside o nascimento da teoria da evolução.»

O Washington Post diz «Vale a pena ler. Trata-se da investigação de um crucial - e ainda controverso - momento histórico.»


Embora tenha gostado do livro, senti-me um bocado defraudado em relação à parte do "inúmeros segredos nos quais reside o nascimento da teoria da evolução". Não só não são inúmeros (há basicamente um episódio realmente importante para a teoria), como, a pouco mais de meio do livro já eu antecipara praticamente a novela toda. E há uma história paralela relativa ao irmão do investigador Hugh que pareceu estar ali só para encher chouriços.

Há uma coisa que eu ainda não digeri bem e que faz toda a diferença, mesmo depois de ler o posfácio e os agradecimentos do autor: até que ponto é que a história relatada é mesmo baseada no conhecimento de factos reais ou é mais uma ideia ficcionada, conjecturada pela cabeça do autor, na falta de mais dados? Isto é, é mais realidade ou mais ficção? Porque como não é propriamente uma coisa que me tenha surpreendido muito, tenho a sensação de que o livro pode corresponder quase inteiramente ao que se passou relativamente ao nascimento da teoria da evolução, bem como ter sido uma ideia do autor que surgiu após as investigações de documentos históricos, tratando-se somente de uma hipótese explicativa.

quarta-feira, janeiro 07, 2009

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Eu sempre desconfiei

que a Barbarella foi criada, tal como as Barbies, para estar de pernas abertas.
Vi o filme, ela dava realmente muito à pernoca, tenho um poster, e gosto da Electric Barbarella dos Duran Duran, mas sinceramente, não me lembro de a ver tão escancarada. Ok, sei que depois, nos anos 90, a Jane Fonda voltou a abrir muito as pernas. Vejam lá estas duas elegantes e gulosas aparições:




© David Hurn


(esta não sei quem tirou)

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