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sexta-feira, outubro 31, 2008

Sugestão para Noite das Bruxas

(ou para qualquer outra também)

foto: Andrea Comas, Reuters

Não é por photoshop ou coisa do género. É mesmo "fato":
"A model displays an outfit created by designer Antonio Alvarado during the Pasarela Cibeles Autumn/Winter 08-09 fashion week in Madrid February 14, 2008".


Outra coisa que me faz lembrar bruxarias é o que estranhamente é de uma "Amostra de Indústria da Saúde" (indústria!!) em Tóquio. Veja-se este "Head Spa" (ou "fritar a cabeça com a ajuda de pedras" - até deve ser muito bom, mas parece macabro):


foto: Kim-Kyung-Hoon, Reuters.

sexta-feira, outubro 24, 2008

"60s character drama"...

"The political backdrop of this 60s character drama is both nostalgic and frightening - that disaffected and rebellious Accio finds himself so easily taken in by a Fascist mentor strikes parallels with the our own young men turning to extremism or street violence in a search of identity. Accio clashes dramatically with his older brother, the hip, good-looking communist, but the story not so much about political ideals as their expression of familial jealousies and personal moral development." (http://www.imdb.com/)
"Mio fratello è figlio unico" (Daniele Luchetti)
Spoiler: "Moral" da história: o irmão mais velho ensinava o outro à base de porrada e no final das contas, era tão revolucionário tão revolucionário que depois quis foi apanhar-se com o dinheiro roubado para comprar uma casa para ele, para a namorada e para o bébé, qual revolução qual quê. Ok, a precariedade é lixada e impossibilita, atira para o desespero, mas o filme acaba por não focar muito isso, acho. Gosto muito da cena do concerto com partitura de Beethoven "adaptado" aos camaradas. No filme, ou para as personagens, a política e os argumentos políticos, de uma parte e da outra extrema oposta, são vagamente esgalhados. No geral, os confrontos que se sucedem são um bocado por dá cá aquela palha, estão é todos revoltados ou querem é lutar (literalmente). Entende-se que os protagonistas, nomeadamente o irmão mais velho, são menos ideológicos do que parecem ser ou acham que são. "Accio", o irmão mais novo, percebe que afinal não é fascista, sendo que aliás nos apresentam a sua incursão precoce no meio partidário como resultado de impulsão e desejo de contrariar a família, a imaturidade ao invés de uma consciência política sólida. Chamam-lhe "Accio" e acaba por ser uma espécie de herói da fita, há uma acção pragmática que finalmente acaba por ser inspiradora. "O meu irmão é filho único" ganha perspectiva com o avançar dos minutos, e os últimos são muito bonitos, foi nessa altura que senti maior empatia com os personagens e que o filme fez mais sentido.



Os últimos que vi:
My Blueberry Nights (Wong Kar Wai)
My Name is Nobody (Sergio Leone)
Juno (Jason Reitman)
Speed Racer (Andy & Larry Wachowski)
Rec (Jaume Balagueró & Paco Plaza)

quinta-feira, outubro 23, 2008

A vida é bela (Karina & Manuela)

Cortes de cabelo distintos mas a mesma atitude (na cidade ou no campo e praia).
Veja-se lá se a Karina não é a mais distinta das utópicas. Não sei se há herdeiros de uma cantora deste gabarito que actualmente sejam capazes de adaptar tal sonoplastia e dinâmica.
Também pude constatar, pela primeiríssima vez, que a Manuela Bravo era um ás do rodopio. Eu cheguei a dançar assim, provavelmente depois de beber, mas era a olhar para o chão. Gosto especialmente dos motivos renascentistas pela praia e ela a guiar naquela espécie de tanque pela areia. :')




Fluffy bunnies?

"Find people by Interest - Do you like fluffy bunnies? Well, so do 272 other people on LiveJournal."
Mas que merda é esta?

quinta-feira, outubro 16, 2008

Atenção!!: "Estavam lançadas as sementes do lirismo extático e da sistematização profundamente sóbria"

Às vezes compro o jornal num dia e só o leio dois ou três dias depois. Em algumas dessas vezes penso: tenho algum tempo e apetece-me ler qualquer coisa, tenho ali o jornal vou lá buscá-lo, mas não, vou à estante e passado um bocado fico a folhear ora coisas que já li, ora coisas que ainda não li. Depois, variavelmente, fico a organizar mental ou fisicamente os livros a ler no futuro (e o futuro passa para nunca, principalmente quando tenho mais que fazer ou mesmo que nem tenha). Estavam ali de lado, não a ganhar pó mas já a comê-lo, três volumes "Filósofos em 90 minutos" (parece impossível...) e fui relembrar-me quem era o Hegel. O senhor Paul Strathern diz assim, a certa altura:

«Entretanto, Hegel continuava naquilo que melhor sabia fazer, mistificando anfiteatros repletos de estudantes honestos. Com a caixa de rapé pousada ao seu lado sobre a estante de leitura, e a enorme cabeça, onde o cabelo rareava, inclinada, Hegel mexia e remexia nas suas notas, virando páginas para a frente e para trás enquanto ia pronunciando hesitantemente correntes de orações de qualificação abstrusa, sendo as suas palavras frequentemente interrompidas por ataques de tosse, até que, por fim, erguendo-se a um plano de abstracção pura, conseguia eventualmente uma apopteose de eloquência inesperada que momentaneamente elevava o seu discurso de teses e antíteses em constante conflito a um pináculo sublime que transcendia qualquer sentido, e aqui o seu discurso expandia-se, como se tivesse vontade própria, antes de rebentar noutro ataque de tosse.»

Até aqui, à luz do tal Paul Strathern, parece-me um incompreendido ainda não enxovalhado, mas eis que chega uma descrição ainda melhor:

«Por vezes, um aluno especialmente mistificado segui-lo-ia até aos seus aposentos. Aqui este aluno deparar-se-ia com uma estranha figura de rosto descorado que, sentada a uma enorme secretária e envergando um roupão "cinzento-amarelado" que chegava ao chão, ia remexendo em pilhas de livros e de papéis soltos. No meio do estranho discurso com o visitante, era habitual que o filósofo divagasse, murmurando e resmungando por minutos infindáveis, completamente esquecido da presença do outro.»
Se calhar até somos parecidos.
Por aqui até se pode pensar que Hegel era uma espécie de Pai Natal alienado e talvez autista. Fui ver se se confirmava e cá está ele:


É impossível não se ficar "mistificado", parece-me que vejo ali um roupão, estará ele nos seus aposentos? O algodão não engana (isto é, a aparência). É quase cá dos meus. "Filósofo da Totalidade e do Saber Absoluto". Fantástico. Primeira obra: "A Fenomenologia do Espírito" - pois, também sempre ouvi dizer que se começa sempre pelo mais fácil. Quando quiser um quebra-cabeças já sei o que procurar numa livraria.

Uma citação ("Filosofia do Direito"):

"Ser independente da opinião pública é a primeira condição formal para realizar qualquer coisa grandiosa ou racional, tanto na vida como na ciência. Com o tempo, este feito será seguramente reconhecido pela opinião pública, que na altura conveniente o transformará em mais um dos seus preconceitos." Resta saber o que é para ele uma coisa "grandiosa" e o que é uma coisa "racional". Não deve ser nem ter sido sido fácil. Esta opinião é pessoal.

Os filósofos ainda se fazem como antigamente? Ainda se lecciona filosofia no Secundário? Acho que isto é nostalgia.

terça-feira, outubro 07, 2008

Parece que há quem não gostasse que lhe aparecesse um génio da lâmpada

«É bom desejar. Por vezes, muito melhor do que concretizar os desejos. Não raro a antecipação de um acontecimento que queremos muito proporciona mais prazer do que a experiência do próprio acontecimento. De certa maneira, é a consciência disto que permite sermos felizes. A capacidade de saborear essa expectativa, em vez de sofrer com ela.
No entanto, para a maior parte de nós, é preciso acreditar que o desejo se concretize. Ainda que essa mesma concretização se revele decepcionante. É o preço a pagar. Se soubermos que o desejo nunca irá realizar, como podemos imaginar as suas alegrias, e, imaginando-as, vivê-las? Dir-se-ia que não é possível. Bom, para alguns, é.
Certos indivíduos conseguem alimentar desejos e ambições com um zelo tão intenso quanto o que põem nos cuidados para que esses desejos e ambições nunca se realizem.
É um mecanismo mental muito complexo cuja função é preservar a pessoa de frustrações.(...)»
(Paulo Moura in Público)
O artigo continua e às tantas exemplifica com o caso de uma senhora cujo maior desejo era ir à Áustria. Lá acabou por ir e passado um tempo, confrontada com pergunta sobre "novo" desejo responde que é, ir, um dia (quem sabe), à Áustria.
Seria talvez uma generalização sobre pessoas que ficam choné depois de concretizarem os desejos, ou talvez um caso concreto de uma senhora que ficou choné por causa da Áustria.

quarta-feira, outubro 01, 2008

Leite materno (num geladinho ou sopinha)

«Algumas ideias podem não ter futuro nenhum. Uma delas desencadeou contudo no Reino Unido, no último fim-de-semana, a fúria dos produtores de lacticínios. É defendida pela PETA, um grupo de activistas dos direitos dos animais e reza assim: por que não utilizar leite materno em vez de leite de vaca para fabricar gelados? Assim, as vacas não precisariam de estar sempre a procriar para terem leite fresco - e mais, evitavam-se os perigos ligados ao seu consumo: alergias, doenças, etc. (foi isto que motivou a fúria dos produtores). A proposta, relata The Independent, foi numa carta para um grande fabricante de gelados, a Ben & Jerry, "conhecida pelos seus sabores excêntricos". Um porta-voz da empresa responde: "embora aplaudamos esta inédita maneira de chamar a atenção, achamos que o melhor uso do leite de uma mãe é para a alimentação da sua criança". A carta exemplifica ainda o caso de um cozinheiro suíço, Hans Locher, que recentemente procurou comprar leite às mães de lactentes (a cinco euros o meio litro) nas aldeias à volta do seu restaurante para confeccionar sopas e molhos com 75 por cento de leite humano. O problema foi que não arranjou dadoras suficientes.»
(Ana Gerschenfeld, in Público 01.10.08)

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