all about me...:

site

livejournal

flickr dccplay

flickr dccplay2

blip.fm

tumblr

soundcloud

quarta-feira, abril 30, 2008

Typing

(Continuação) :

Ia só fazer, talvez, uma surpresa - antes de tudo o resto, antes de me aperceber da companhia imprevista. Estaquei - os silêncios curtos não permitiam que tentasse passos para trás. O vampiro é das sombras, dali detrás das paredes. Também percebi, logo no instante inicial, que não podia ser cumprimentado naquela altura, nem queria estragar o tempo, o momento que estranhamente ainda hoje me pertence, como o kispo àquela rapariga que passou sorridente no malmequer, velho e novo.

Primaveril

Foto: Mário Silveira, Jardim da Estrela

segunda-feira, abril 28, 2008

Redescobrindo a pólvora, para o Nobel

Doutra maneira vistas as coisas - nós é que realmente apanhamos o bicho. Isto é, normalmente, uma gripe estirpe comum, numa pessoa comum (como todos nós, à excepção da senhora que no final da ópera abre o decote por justa causa, da texana a quem lhe rasgam o alvo mais alvo vestido não há, e do rapazola que sai do caixão que não é seu - inspirado num tríptico) causa danos e faz mal à saúde, mas nós fazemos-lhe pior, ainda por cima, sem nos mexermos grande coisa para isso. Veja-se que os antibióticos são para as bactérias e que o resto é para baixar a febre e pouco mais. Qual defesas naturais e coisas da imunidade. Uma pessoa, com as suas defesas em dia e nenhuma outra grande maleita adjacente, é automaticamente destrutiva para tais bichos. Pura justiça corporal! Morram invasores! Não trespassem! Somos minas humanas. Tudo bem, comemos e bebemos, não vivemos do ar nem fazemos grande fotossíntese, mas está tudo nos genes, até a nossa bisavó! Além de animais, somos máquinas, por alguma razão as pudemos inventar.

quinta-feira, abril 24, 2008

Vinha no jornal e eu aproveitei para sublinhar

A listagem do programa do Indie Lisboa.
Como não tenho todo o tempo do mundo, não fiz muito uso da caneta. Se calhar até lhe fui alérgico porque acabei agora mesmo de coçar vigorosamente o olho direito pela terceira vez em menos de 2 minutos.
Antes de prosseguir com escolhas minhas (assim sem inclinações vincadas, assim só por à primeira vista) no post, devo dizer que há já algum tempo que não coloco aqui lista de filmes que tenho visto. Ainda assim, calha agora (dizer) que vi "Blueberry" (sim, o tenente, em filme), com Cassel & Lewis, mas que me desapontou. Já de "Rescue Dawn", uma espécie de filme Indie (pelo menos é de um tal Werner Herzog) ainda que dependa, quanto a mim, do supra "atractivo" (ou "factor", chame-se o que se quiser) que é o Christian Bale, gostei muito. Por exemplo, se alguém pudesse achar que comer larvas vivas, de um prato, poderia ser nojento, desengane-se. Repasto devorado à mão e tudo. Vi a cena duas vezes consecutivamente, efeito mais especial que aquele - há pouco.


Night Train, Diao Yinan

Happy-Go-Lucky, Mike Leigh

Juízo, Maria Augusta Ramos

Let The Right One In, Tomas Alfredson

Mister Lonely, Harmony Korine

Cap Nord, Sandrine Rinaldi

Help!!!, Johnnie To

The Heroic Trio, Johnnie To

Running on Karma, Johnnie To

Wu Yen, Johnnie To e Wai Ka-fai

En Construcción, José Luís Guerín

Flathouse People Are Dying For Music; Mihai and Cristina; Proveste la Scara C; Marilena de la
P7 / (Curtas/Vários autores/Novo Cinema Romeno 5).


De resto, não assinalei mais nada, por enquanto, e dificilmente o farei, até porque no final terei visto, com sorte, metade do que aqui está.

segunda-feira, abril 21, 2008

Keeping the edge

Do i t 2 4 y o u r s e l f !
D'on't_let.t'he.day.pass.yo'u.by.!


Aparte: quando amanhã é dia de revelar (fotos), mas não se está na respectiva véspera.



sexta-feira, abril 18, 2008

Mar de nuvens. Must be the moon.

Quando era ainda uma criança (oh meu deus): passei algum tempo a furar a terra dos canteiros com paus e ramos de árvores que povoavam as estações de chuva, ainda bem que era aí e que não era água a pingar do tecto. As telhas dão barulho bom, mas a chuva sabe bem do lado de dentro sem nos molharmos, e, se chover no coração melhor para que, como as esponjas, nos amaciemos e enxaguemos o corpo com ele, depois de bem apertado e mirrado até esfera contida, a elasticidade desprende o movimento e escorre-se pingos. A ponta de uma papa de poucos cabelos em água faz-se gota ao chão se inclinarmos a cabeça e ombros para baixo, se estivermos de pé. Já lavei a cabeça vezes suficientes para ter alguns pares e ímpares de cabelos brancos.
Não é difícil ver na chuva as alturas das gripes, as fervuras da febre, e a atenção e conforto de alguém próximo a dar-nos chá, chocolate quente ou outra bebida com vapor como um cachimbo.
O vento nem sempre sobre, mas é mais veloz que o fumo. A electricidade pode ser estática e íman, mas essa não se mede em voltagem, mesmo que haja um circuito. Um só pingo na testa é tortura, o resto pode ser conversa. Dou por mim, em pouco tempo, a falar outra vez sobre questões climatéricas: das duas uma, ou estou a ficar taxista (/taxonómico), ou vou ser senhor da meteorologia, que deve ser quase tão bom quanto efectivamente estudioso de meteoros. Eu não me importo de andar sem guarda-chuva porque já não acredito que o tecto me caia sobre a cabeça. Bom, é melhor pensar duas vezes, porque já tivemos pelo menos um grande terramoto por estas bandas. Por isso, ala com escudo.
Folheio "O diário secreto de Adrian Mole aos 13 anos e 3/4". Tem a capa enrugada mas ainda com as mesmas cores. Por um lado, é pena que o papel demore muito a amarelecer.
"Sexta-feira, 26 de Junho
O médico disse que o nosso termómetro está defeituoso. Sinto-me ligeiramente melhor.
Levantei-me cerca de vinte minutos esta manhã.(...)".


quarta-feira, abril 16, 2008

When horror goes pop (and bang bang)

Pegar num jogo e passá-lo para filme tem sido uma tendência com falhanço/desilusão como regra. Sorte no jogo, azar no filme. Com as variações que se ilimitam nas possibilidades da construção, formatação, programação de um jogo, haverá também as respectivas na passagem à concretização em filme. Um jogo é um jogo, um filme é um filme, e os primeiros podem ter e ser histórias interactivas que se desdobram em narrações com maior número de horas e enredos que os filmes, à sua maneira. A regra costuma ser, o jogo empobrece em filme. Não se pense sempre nos casos em que à partida (a "casa" do jogo) já é um handicap para um filme (tanto por escassa matéria, dificuldade de possibilidade de transformação ou até intrínseca pobreza inicial), é uma generalização que se esquecerá que os argumentos tanto são bons ou maus para livros, filmes ou jogos e que estes últimos podem conter tudo, ainda que numa forma de vício (mais alargado, diga-se assim, que o do "jogar"). Estou a falar dos jogos de vídeo, em que a maior perda serão os actores e, até hoje, a implantação da virtualidade de cenários, as coisas serem bonecos e desenhos.
É que calhou ver o Resident Evil Extinction (3). Não obstante a "costumeira" e muitas vezes esperada acção dos efeitos especiais, que até se poderá prezar (lá está, quando "é filme de um jogo", tendo também em conta que nestas coisas anda-se muitas vezes à volta dos "heróis" e etc), e o mínimo desenvolvimento de enredo "psicologicamente" credível, aceitável, memorável ou sequer susceptível a uma qualquer espécie de ligação ao filme, é mais dificilmente realizável do ponto de vista não descartável quando se tem a meta noutra pista. Por acaso eu vibro bem com as questões paladinescas e de vamos lá a salvar o mundo ou o vizinho, mas no caso deste tal filme, resulta-se numa primeira hora de palha para sustentar um desfecho menos mau, com uma ou duas ideias interessantes, ou pelo menos uma ou outra coisa dita que até nos faz pensar: "ah, bom". Contudo, o que me salva de abominar este terceiro episódio da saga cinematográfica, é o facto de, apesar da banhada (e nem é ao "sangue" a que me refiro, infelizmente) da anterior prequela, o título pioneiro até ter trazido qualquer coisa aos "jogo de vídeo -> filme", ser digerível, e, sobretudo, os jogos em si, que estão por trás (deveriam estar mais ainda, e à frente também). Destaco assim o Resident Evil/Biohazard fruto da Capcom (por sua vez influenciada pelos filmes e afins de terror), companheiro de outrora. Um "survival horror", saído em 1996, com elementos de "shoot em up" e puzzles à mistura para se avançar e progredir na história. Divertimento e tensão, com a tradicional luta de dualidades e interesses com a sobrevivência como meta, com frustrações pelo caminho. Os japoneses continuavam a afirmar-se como dos melhores contadores de histórias nos vídeojogos, com a herança dos valores da honra e tragédia, etc, associada a tramas com alguma "densidade psicológica". Um thriller. A corporação Umbrella. A colmeia. As poças de sangue pixelizadas dos corpos de mortos-vivos abatidos, ao som do tique-taque dos relógios de parede nas salas de jantar de casas muito suspeitas ou pior. A repetição dos elementos clássicos destas peças. Um exemplo bem mais bem conseguido (até certa parte e com as minhas reticências de "eu tinha posto melhor") de "jogo de vídeo -> filme", da mesma família "survival horror" foi o Silent Hill, estreado em Portugal no Verão passado. Mais tenebroso e centrado nisso mesmo do que numa acção impropriamente desbaratada, por certo, mas não tendo sido concerteza só isso o feliz impeditivo para uma realização de mais pipoca (sem sal nem açúcar) que filme. No entanto, de volta ao Resident Evil, confesso que me parece que a Milla Jovovich até tem aura (maior que a da Lagoa Azul, mas pronto, menor que a do monstro de Loch Ness). Para como que compensar deste filme, vi outros também!

quinta-feira, abril 10, 2008

Arquivo do blogue