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segunda-feira, março 31, 2008

There's an ashtray. I'm there.

Revisão com link.


Para comemoração dos 200 posts, este é o 2o1º (que bem classificado que ficou) e para repôr, de passagem, nova ordem, descobri anagramas possíveis para playground, entre os quais:

Drag Only Up

Yard Lung Op

Play Dog Run

Play God Run

Upland Orgy

Yarn Gold Up

Parody Lung

A Dry Gulp On

sábado, março 29, 2008

os p. pela estrada f. ou o p. contínuo

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"- O homem receia a morte porque a vida é boa; e nada mais."
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"- Paradise, já te expliquei várias vezes o que o presidente Truman disse: temos de reduzir o custo de vida."
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"- E pedra matricial minada pelos meandros da própria."
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sexta-feira, março 28, 2008

O mistério do livro reaparecido

Ali dei entrada e logo me pus a folhear, tinha horas pela frente, o jornal não seria suficiente (e não é que foi). Agarrei-me àquele e de trás para frente e da frente para trás, agora outra página, e depois outra vez para diante e a voltar à mesma. Às tantas fui consultar o saldo ao lado, saí e quando voltei já estava outra vez a pegar-lhe. Depois dirigi-me à senhora e lá me foi pondo no saco enquanto me pedia para marcar o código. Marquei e a máquina estava naqueles dias de neuras, mas a senhora sorridente, e tentámos de novo. Pois que dessa segunda vez não deu. "Eu vou então aqui ao lado levantar dinheiro". "É favor dirigir ao multibanco mais próximo", e entretanto continuava a fazer as contas e desisti, terá de ser para o mês, agora ainda não dá, faz grande mossa. Pois que entrei decidido a prestar só as contas da infeliz desfaçatez, "pois olhe que não pode ser" pensava eu dizer, e foi: "afinal não vou levar, as finanças estão em baixo, só daqui uns dias", "ai, vamos tentar de novo, pode ser que já dê, veja lá, tem a certeza" (mais ou menos isto), e então "não, não, não pode ser". Às tantas o senhor que antes já lá estava já tinha ido com os seus livros à sua vida e as senhoras perguntavam-se afinal onde estava o livro que eu tinha querido, mas a riscar o talão que afinal não ia ser preciso, "mas eu não ia pôr ali, nunca levo para ali", e então lembrei-me de ir ver no sítio onde o tinha visto primeiro e só estavam os outros, depois a outra perguntava que livros tinha levado o outro senhor; e quem mais tinha comprado entretanto? O livro tinha desaparecido. Então despedi-me aliviado e pois que ficava para a próxima, assim a desejar boa sorte para o encontrarem e a pensar na coisa estranha. No café abri a mochila e lá estava o saco com o livro. Pensei que podia ficar com ele, mas não o tinha pago, pensei na mesma, pobres senhoras se ainda o procuram ou pensam que o trouxe e que não o levo. Ou foi oferta dissimulada? Estavamos todos distraídos e, uma delas muito sorridente, sempre recíproca, e eu era o mais novo. Já tinha passado hora e meia quando suficientemente mais acordado e com café, lá fui devolver. Entretanto tinha lido alguma coisa do jornal para passar o tempo e pensei no cachorro ao almoço e depois, durante mais tempo, noutro cachorro, este de pele carne e osso, olhos nariz e orelhas vivaças, a correr ao pé do varredor, na outra manhã. O homem perguntou "quer ficar com ele?" (que o bicho saltava e rebolava-se frenético, língua de fora e a quase mordiscar-me a mão; lembrou-me o outro maior de há uns meses, numa manhã parecida). "Não posso", triste.


sábado, março 22, 2008

Movimento

Andar numa gávea
Baixo de uma rua alta.

Um vale converge ao longo
Da colina às paredes amarelo-torrado
Vivo.

Abre uma porta e sai
Pele para aquecer,
À janela
Demoramo-nos um dia,
Este continua.

Há caminho onde pulso
Saciado não
Erra informação,
Espaço onde
Desembaraça novelo
Na digestão de fome.

A chuva de outro dia é caída
À vista ao meio-dia.

Águas bebidas nisto
Da carne cartográfica
A marcar-se.

quinta-feira, março 20, 2008

Como sobreviver à idade do ferro na idade da info

É Páscoa (nem no filme nem no livro), e Anna Karenina em Greta Garbo ressurrecta diz ao irmão: "You look much too gay".
(Precisamente na cena acima)
Estamos nos idos de 35 e é uma adaptação, acrescente-se um contexto:
o irmão, criado e crescido no seio de uma comunidade relativamente pacífica do Mali, vindo depois a profissionalizar-se na tendência moda quinhentista da movida portuguesa, nuns subúrbios capitais de refugiados cubanos dos sessentas, reencontra a irmã num leilão de matrioskas e pede-lhe que dance consigo a mazurka entre cortinados de pobreza franciscana, antes de partir no dia seguinte a ir prestar serviço num país islâmico de rígidos e não pacíficos espartilhos.

quarta-feira, março 05, 2008

Seurat


(Seurat, Grassy Hill)

Não é elitista, é pontilista. Esta pintura nem é das tais.

No Country For Old Men

É um filme tensional, principalmente num dos cruzamentos. É uma história limpa, siga-se ou não o rasto de sangue, do animal, do homem, da bala, das trajectórias. Não há nada de linear em dizer-se que a idade nos torna lineares, sobretudo avaliando pelo personagem do sâre Jones, que para além disso ainda me deixou com a sensação que a sua reforma afinal é só para ser temporária e que afinal os xerifes também podem ter humor de (alguns) detectives. Há talvez, realmente e na realidade, algo de balístico, até por exemplo quando se pensa na matéria corrente dos sonhos ou de um sonho. Se bem que o cúmulo de "balístico" está, por exemplo (não posso arriscar mais), numa cena d'As Lágrimas do Tigre Negro (outra história, outra conversa). O que é facto é que Bardem aparece de volta, um bocado, num extremo (com um bom gosto em penteado), ao tópico eutanásia.
É mais um daqueles filmes que poderei, deverei e gostarei ver de novo.

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