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quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Trivial Pursuit

Com a chegada da Páscoa, é tempo de esconder os ovos, para quem encontrar ganhar o de chocolate. Pois bem, que o Novo Testamento, engraçado, diz a alturas assim, da "Cura da hemorrroíssa":

Ora, uma mulher vítima de um fluxo de sangue havia doze anos, que tinha sofrido muito nas mãos de muitos médicos e que gastara todos os seus bens sem encontrar nenhum alívio, antes ia cada vez a pior, tendo ouvido falar de Jesus, veio por entre a multidão e tocou-Lhe, por detrás, na capa, pois dizia: "Se ao menos tocar Suas vestes, ficarei curada". De facto, no mesmo instante se estancou o fluxo de sangue e sentiu no seu corpo que estava curada do mal. Imediatamente Jesus, conhecendo que a virtude saíra de Si mesmo, voltou-Se para a multidão e perguntou: Quem tocou nos Meus vestidos?".

(Novo Testamento, 16ª edição, Difusora Bíblica.)

Isto introduz uma pergunta de Páscoa (para ovo).

Dica: não é Jesus, nem o Javier Bardem ou a Penélope Cruz.




domingo, fevereiro 24, 2008

BD para domingo

Takeru

O tempo pergunta ao tempo (etc)

Mammoth Hot Springs

Era mais bonito se os putos não tivessem andado para ali a vomitar.

Mas não são só os locais o que agora interessa. Agora o que cai bem nas conversas são as alterações climatéricas. Rola-se, portanto, um clima. Não se aborde as questões ecológicas e o mundo a quedar-se das maleitas da poluição e das repercussões dos esgotamentos enérgicos não renováveis. Aliás, eu sempre achei que como nem sempre é "pôr adjectivo aqui", deve forçar-se a que em qualquer ocasião se fale do tempo ou então, seja ele qual for, espreitar o céu ou a esquina para ver se chove. Direi mesmo mais, acho até que se deve passar a incluir apontamentos climatéricos em todo o tipo de notícias. Sempre que algum professor saltar do muro, na via pública, e sacar de uma faca de dentro da Bíblia e a espetar no pescoço de um jovem, por, ao que parece, questões de má vizinhança (mas diz a senhora que ele "é boa pessoa"), ou qualquer outro assunto na ordem de um dia, deverá, assim a título de exemplo, fazer-se constar a inequívoca referência ao clima da altura. Temos de ser precisos se queremos fazer parte dos países com clima tropical e do mundo à beira da desgraça. Sobretudo, porque é o tempo que nos manda "completar aqui", a não ser que atingemos o budismo. Na verdade, estamos a enganar-nos a nós próprios se numa notícia anunciamos "Menezes acusa Sócrates de não ter pudor" sem estar lá a coisa toda "acusa Sócrates de não ter pudor, e lá fora chovia e amanhã a temperatura aumenta em Portugal continental". Até porque se a notícia não interessa, faça-se antes uma mini-reportagem com temas sortidos, que assim sempre poderá dar para o menino e para a menina, ou até para a plateia do preço certo.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Sem título

Roger Fenton, Long Walk, 1860

Com Versus

- Mente lá isso tudo.
- Não acabe pá!
- Como não?
- Come assim pá.
- Não. Mete entre antes o agrafo ou contrário ou tão ajuda cá faca.
- A tão, mas isso é a sim?
- Pois que disso, que eu bem ou vi.
- Tu lá chaves. Faz, como te queres.
- Se queres vira pá ali.
- Tanto me dás.
- Em fora em tão?
- Iço. Ponto. Agora calda que é melhor.
- E sobre mesa?
- Está quente?
- Quando mais dura mais dente, espera que já volver.

sábado, fevereiro 16, 2008

Cartas de além

Meu estojo de correspondência electrónico residia de circunstância, mais que desactivado, debelado. Por sina não se acercou dissemelhante individualidade para confiscá-la.

Não, não resistiria a ser novamente infestado! Desaproveitaram-se as precedentes interferências, todavia guardei o ancoradouro! Oh, quantos galanteadores não terão percorrerido a minha folha e não me terão escrito em vão?!
Plexos de galhos!

Este peito úbere que por vós martela febricitante e outorgado sem conjuntura nem iniquidade.

Artur Maria



Ilustres amigos, cucos de rebeldes alvoradas...
Muito me apraz receber, em meu comedido alpisteiro digital, vossos galanteios e tiroteios.

Para que não vos cause mais transpirada preocupação, é de meu bem intencionado dever volver-lhes bonitas palavras sobre o meu convalescente estado.
O dia está palpitante e cada raiozinho de sol se vai tornando, a meus comovidos olhos, cada vez menos uma trágica elegia do mundo das sombras que é o mundo dos hospitais e cada vez mais um hino à bondade e paz no mundo.

Foi dificil, não nego (nem à partida nem à chegada, uma ciência que desconheço!), mas enfim, também foi saudavelmente estonteante estar ali, na maca, perante o senhor anestesista, divertido e estupefacto perante um inesperado comportamento da minha veia saltitona (é da poesia, é da poesia, como vos compreendo agora ó Artur Maria!).

Bom, com a melhor das cordialidades me despeço, aguardando sempre e sempre aguardando notícias vossas e vossas notícias.
Do vosso
Manuel Mendonça


O Artur escreveu à B. queixando-se do desaparecimento do seu poema:


Lastimo insistir, todavia ansioso me encontro: de caso, há dias soltei, no grupo S. de P., um carme cognominado «Bem-querer» que, agora, não encontro...!
Será viável que tenha sido reprovado e, por tal juízo, apagado?
Mais aprumado não seria, em congénere casualidade, singela advertência fazer-me alcançar?!
Corrompe-me, esta conduta abrupta, fortuita, lamaçal de florete derramando-se em minhas cercanias. A asseverar-se, é censura. Acercar-se de desenganado argumento meu entendimento não agencia, pelo que demando, célere e respeitosamente, uma aclaração.


Artur Maria Erhel Mendonça Novais de Azevedo

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Tenho isto em vinil

"Foi em Setembro que te conheci"

Ontem foi chegada a hora de reflectirmos ou estarmos com os nossos namoros, que até convém. Mas eu empossei-me de alegria foi desde que se começou a dizer que estamos quase todos sob escutas telefónicas e as minhas conversas ao telefone, pelo sim pelo não, passaram a seguir uma forma sistematizada e dentro do acordo de estritos padrões de normativas a que inquestionavelmente obedeço para seguida e devidamente poder cumprimentar então a pessoa com quem falo e passar a discorrer sobre a azáfama do dia ou da noite, conforme o ponteiro, até começar uma telenovela, altura em que pego no brandy e nas pantufas, para ir assistir.

a) Quando estou com a felicidade:
Olá a todos
b) Quando estou de bem ou neutro:
Antes de mais, boa tarde a todos. Quero pedir a vossa atenção para o seguinte
c) A modos que chateado:
Aos demais que estão ou irão ouvir
d) Com a coisa de chatear:
Olá endrogaditos!

Notas adicionais:

Em ocasiões, ainda que raras, acontece dizer “está aberta a audiência”.

Em França também vêem telenovelas brasileiras, pelo menos nos filmes, alguns maus das fitas. Veja-se o Banlieue 13:


terça-feira, fevereiro 12, 2008

Algures

(Francesco Guardi)


Que há cidades à vista.


As placas tectónicas desprendem os compassos.

(Charles Ebbets)



domingo, fevereiro 10, 2008

Nos dias que correm

Recentemente (assim como quem diz "numa noite destas", nesta semana), estava eu a regressar, quando um individuo (leva um acento) com mais ou menos ar de mais ou menos estudante se colocou no assento em frente à minha estadia no transporte e eis que, rabiscando num bloquinho de apontamentos e de mochila aos ombros, me pergunta a que horas fecha o transporte. Fiquei logo a panicar. Era educado, com ar mais ou menos estudante e significativamente muçulmano, índio, ou algo lá próximo. Pensei logo: esta pergunta esconde um fundamentalismo. Mas não quis fazer juízos de valor. Lembrei-me logo da mochila, à minha frente, atrás dele. Decidi pelo menos mal e pelo que salvaguarda: roubei-lhe a mochila e saí a correr pela estação, a rebolar e a atirar a mochila borda fora, para longe dos inocentes.

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Estantes & Naftaleno

(Lisboa, Marquês do Pombal)


«Excepções que sobram à regra. Por natureza, o Poder é inculto; melhor: a cultura do Poder baseia-se na eficácia. A eficácia não é nunca um fim em si mesmo: é um meio que, habitualmente se transforma num feroz instrumento de domínio. A inteligência reencontra-se num sentimento de distanciação e de repugnância em relação ao Poder porque se manifesta com outros valores, na defesa de outros padrões. O perigo começa quando nasce esse conflito irremediável.

A herança do compromisso nasceu no século XVIII. Há um texto de D'Alembert que, para além das cândidas intenções, quase exige, contrariando "A República" de Platão, a intervenção directa dos homens de cultura nos assuntos de Estado. É porém, um artigo heterodoxo, porque D'Alembert fala da sua repulsa numa acomodação culpável, ao mesmo tempo que recusa compensações inúteis. Ajuizar, criticar, decidir. Projecto ambicioso que se propagou por dois séculos, até atingir o apogeu nos anos 60 da nossa época. O intelectual não só como referência ideológica. A sedução da tese consistia numa das verdades contidas nos livros: é que todos eles são políticos ou reflectem equívocos políticos.» (Baptista-Bastos)

Os consumidores primários ao comerem seres fotossintetizantes aproveitam a energia contida nas moléculas orgânicas.

Os consumidores secundários que comem os primários recebem das moléculas ingeridas toda a energia, tornando a transferência de energia na cadeia alimentar unidirecional e acíclica.

Parte da energia recebida por cada nível trófico é usada no metabolismo; mas uma grande parte é inaproveitada.

domingo, fevereiro 03, 2008

Uma Toda a Verdade (sem soro nem máquina)

Antes de chegar a casas, os orvalhos das olheiras dos infernos (gosto muito de plurais, sempre que posso digo "internetes" e "ténizes") podem vir a ser animados por cães de grande porte e grande lambidela e salto para cima. Fica-se emocionalmente confortado e não se passam mais de 20 minutos até se comer uma tijela de cereais parecidos com biscoitos.

sábado, fevereiro 02, 2008

Prêt-à-Porter

(Foto: Tim Connor)

A propósito desta fotografia, lembrei-me disto:

Daqui parti para aqui:

Finalizo com o Mathieu (provavelmente é nome artístico), não podendo fugir ao facto de infelizmente também ser publicidade:

Agora é fazer contas e sem a dica óbvia, descobrir qual das Golden existe neste pedaço e pronto, fica o post com o conjunto completo, pronto a vestir ou despir, conforme a temperatura.

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