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terça-feira, janeiro 29, 2008

Expansão Marítima (e apontamento sobre outra coisa)

A esta hora já está a terminar A Dama de Xangai, ali ao lado da Avenida. Mas não vou pensar no que perco sobretudo porque, mesmo que a despropósito, mais ou menos parafraseando alguém, "a literatura é meio caminho para o céu, ou para o inferno, é meio caminho andado para o céu".
Depois do acordo de intenções, "protocolo histórico" (!), chame-se-lhe o que quiser, à iminente passagem da zona ribeirinha, porto de Lisboa, etc, para o âmbito da Câmara da cidade e suas decisões e suas imobiliárias, antevejo que poderá acontecer um no sitting on the dock of the bay, cheio de fruições às velas dos velhos, novos e assim assim do Restelo.


Gustave Courbet, The Cliffs at Etretat, 1869

Tal profeta Tom Cruise, aponto que o Terramoto de Lisboa data de 1755, que dista 114 anos de 1869, sendo isto, pela numerologia, alusório ao tempo que demora uma falésia a desabar cerca de 5 pequenos pedregulhos (5 é o algarismo que nas dezenas representa metade da totalidade nos termos da décima percentual). É que existe, para não escapar nada, uma outra pintura do mesmo Courbet, em que os penhascos são pós-tempestade e uma outra durante tempestade.
Se eu pintasse uma paisagem destas, ia lá e demorava uma hora e cinquenta e quatro minutos (114 min.), nem que ficasse a parecer o Canal da mancha.

O problema de um canal é a mancha, pois que o povo lava no rio e navios é vê-los passar. Por exemplo, pode passear-se pela Expo e observar-se bonitas espécies de extinção, que não, não serão tanto aquelas bactérias com propriedades fluorescentes, as algas radioactivas ou os seres mutantes, mas antes e por ora, a toda a hora, gás e tudo o mais, delicadas composições químicas que se associam em motivos e padrões estonteantes, adequados a uma Moda Lisboa moderna e de sapatinho na mão para o pézinho se refrescar. Ricardo Reis seria, hoje, de outro partido?

(Lisboa, Zona Ribeirinha, 2005)

Não voltei "aqui" (ver imagem acima) recentemente para conferir avanços ou retrocessos particulares na área "expansão marítima visível" e de facto, já nem sei bem se isto não era uma espécie de contentor ribeirinho. Posso pensar desta maneira e supôr isto?

De pantanal dos novos tempos, para o resto, zarolhos há poucos.
Para terminar esta missiva, traz-se a reformulação, em recuperação para: "jovem com apetites revolucionários, valências em diferentes habilidades práticas e entre poucos e muitos anos"/"gostas de fotografias"/"por uma vida ligada à fotografia", a fim de se obter:

sexta-feira, janeiro 25, 2008

The Bat Dance

Acabei agora mesmo de fazer este quadro. É uma homenagem. Ao Batman, ao Robyn, à Catwoman e também aos anos 60.

domingo, janeiro 20, 2008

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Ondskan, Animal

(Ondskan)

Andreas Wilson protagonizou Ondskan ("Cruel"), filme significativo e sobre violência num colégio interno/universidade. Poucos anos depois, protagonizou com Diogo Infante, "Animal", filme nada conseguido (para não dizer pior) sobre violência primária, e à volta de um futuro próximo onde se estuda e procura explicar esse comportamento sobretudo pela genética e etc. O Diogo Infante faz de serial killer e o filme prima muito por tentativas e cenas de tensão erótica entre este senhor e o outro acima já mencionado. Se me recordo, a primeira fala do actor português é qualquer coisa como You know i'm heterossexual.
Não vi este último filme até ao fim, mas confirmei que foi parcialmente rodado em Lisboa, na zona do Oceanário e Gare do Oriente. Curiosamente, aqui há dias, tendo revisto fotos que tinha guardadas, encontrei uma que, só agora o sei precisar, foi disparada durante um dos dias de filmagens deste tal "Animal". É o palco onde uma criança encontra um lobo, solto pela cidade. À volta há bonecos pinguins a enfeitar e a época é natalícia. Bébé e lobo juntam-se em abracinho e é bonito, mesmo sem a parte da inquietação que porventura se tenha procurado também transmitir (está lá a mãe e tudo).


(Lisboa, Gare do Oriente)

Eu acho que de futuro, a Genética poderá dar belos frutos.


(The Host)

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Antes do fim-de-semana penso que:

- não sabia que o Diplo podia ser deprimente.

- ando ansioso por ver a Cate Blanchett fazer de Bob Dylan.

- tenho bilhete para um concerto (que bom, chega de jejum).

domingo, janeiro 06, 2008

Dame monedas

(Lisboa, Rua Garret)
Houve uma altura em que esta senhora, pedinte, era muita vista, especialmente por ali. Era uma senhora pedinte mas do tipo pedante. Raramente deitava palavra cá para fora, emitia uma espécie de grunhido associado a olhar arregalado. Boatos há ou houve de que é rica e anda disfarçada. Eu cá gosto de pensar que é uma espécie tchekhoviana.

Desgarrada

Um poema é revelador
Ou se é!
De ultra mistério
Ó yeah
Entidade maravilhosa
Do coração
Do fogo que arde sem se ver
Ó ser!
Rebeldes de causas perdidas, levantai-vos no artíficio!
Ó gente o tempo urge! (Came from above!)
Vale sempre a pena se há Papa Maizena
Porcelana alva
Maryalva vem à janela
Que estamos com a careca à lua.
Ilustre balustre
The grass is so green
Mona amie Carla Bruni.
Ó pardais dos tempos mortos
Regurgitem o pão
A alavanca está torta
Onde aidanda o prodigioso
Das couves a prumo
Adstringentes expropriações
De nadas! Meu Buda, nada!
Vale sempre a pena
Quando há papa maizena
AHA, que engraçado, vou ali ao prado.
Roupas vigentes, nauseabundos fidalgos
Por quem sois
E agora para ti
E tu sou eu
Que bonito é
Que bonito foi
Que bonito será
Que dizes que é isso que perdizes (ah não, é "predizes")
Was he talking to me? He can't be.
As matrizes diásporas levadas
Enjauladas no défice
80 em 2000! Meu Chimarrão!
Pézinhos de co-entrada
Valdevinos!
Onde puseram os vinhos?
Uma enxurrada seca!
Rimai a idade da razão
& let's look at the trailer
Look! You've got the... Godard!
Je pense a toi
Ferrero Rocher
Apetecia-lhe algo, deixem-no trabalhar!
"Apolo é a grainha do ubérrimo cacho de uvas que na nossa terra..."
Mas Houston, we don't have a problem,
Acho que ainda há fotocópias
Dêem-lhes balalaikas!

Desgarrada à moda (Mendonça, 2010)

sábado, janeiro 05, 2008

2008, primeira entrada (textual)










Coisas dos (meus) loucos 93-95

Post emotivo de retrospectiva musical com retrovisores de carro com autocolantes dos action figures Ícaro e Sísifo, assim a principiar 2008.


A minha vizinha/amiga de infância e eu ouvíamos, para além dos grupos teen-infantil em português, os Nirvana e o Beck. Ela a certa altura tinha o (in) Utero e o rádio passava o Beck com o seu Mellow Gold. Ambos com cerca de 10/12 anos e aquilo era rock, ritmo, latino, não queríamos outra coisa, e a letra era tão cool. Também havia um quadro e giz para fazermos como os professores, mas com muito mais poeirada à mistura.
Fizemos rádios. Dobrávamos os Beatles e demorávamos tardes a tentar gravar a notícia sobre o Elton John, porque ríamos (a partir da primeira tentativa falhada o riso descontrolava-se e já ríamos de tudo e de nada; acho que também já tínhamos algum sentido ou consciência crítica, não sei).
Também ouvíamos os Beatles, e a minha mãe tinha/tem vinis do Bob Dylan e desses mesmos e também do Facio Santillan e sua flauta dos Andes, e mais etc; ainda chegou a passar pela agulha de diamante o vinil dos Pet Shop Boys, o único que tive. Nesta altura já eu andava pelos 12 anos.
Dos 12 aos 15 não vou falar porque me lembro menos. Foi um período sobretudo de, tirando a sôdôna Madonna, outra coisa ou outra e uns resquícios, pop inconsequente. A minha vizinha entretanto já estava noutro sítio e já não tínhamos os fins-de-semana para andar de rabo pó ar a rastejar como o MacGyver.
A partir dos 15 começaram-se a fazer e consolidar outros e mais sentidos.
A minha adolescência foi novamente o Beck, e mais. A minha Fiona Apple favorita era a do Paper Bag. E depois era tão natural pegar-se nas canções com os dramalhões implícitos ou explícitos e associá-los à nossa vida, pensá-los como nossos, sermos nós, como se nos ouvissemos. Lembro-me que, já no secundário fiquei muito contente por descobrir que o meu professor de Português também ouvia os Pizzicato Five, que fiquei a conhecer por uma amiga. Actualmente, devo graças a uma outra amiga por coisas como os Clap Your Hands Say Yeah!, é que (já) não sou de ouvir muito a mesma coisa e nos últimos tempos foram talvez os que ouvi mais, tendo em conta que oiço muito no computador. Actualmente já é muito fácil sabermos (mais ou menos) os gostos uns dos outros, mesmo que nem nos conheçamos.
A música é uma linguagem universal, e aquela que eu nem gosto muito, dos CSS, acerta bem em muita coisa, pelo menos para quem, como eu, ainda não teve, para além de amizades, relações estáveis e/ou duradouras.
Para 2008 desejo música, muita, nova. E desejo continuar a ter paciência para fumar tabaco de enrolar (só comecei hoje), porque me ando a dizer que assim vou diminuir aos poucos, vou ficar menos dependente. Pelo menos acho que vai sair mais barato, e pode ser que entretanto venha a demorar menos de 2 minutos a enrolar.

quinta-feira, janeiro 03, 2008

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