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segunda-feira, dezembro 29, 2008

Calhou ser isto

o que fotografei mais recentemente com o telemóvel. São as últimas 5 que estavam no aparelho, se não incluir uma foto tirada ao livro da Irmã Bernarda, que já foi devidamente acarinhada no post anterior. Provavelmente são as minhas últimas 5 de 2008.



quinta-feira, dezembro 25, 2008

Um olho no tacho e outro em Deus


Fé na cozinha, santas refeições, orações ao toucinho do céu ou às favas à moda do terço. A missa do galo com batatinha cozida. Um sem número de rezas para adocicar o paladar religioso e salgar o borrego assado no forno. Bacalhau à São Mateus e crucifixo-brinde no bolo-rei.
Como fazer das hóstias o pitéu das entradas, a acompanhar um bom cálice de sangue de Cristo.

sábado, dezembro 13, 2008

Ponto de situação

Já por duas ou três ocasiões estive para actualizar o blog, mas tenho andado sob uma inércia pesada. De resto, estou a tomar um anti-depressivo há já três semanas e nos últimos dias tenho vindo a sentir-me um bocado melhor.

quinta-feira, novembro 20, 2008

Regresso ao passado

A Dra. Ferreira Leite, vejo-a quase sempre de cinzento e cara de má. Por acaso, indo ao google procurar imagens, há bastantes em que até está de sorriso (mas sempre com as olheiras da cor do fato), mas na televisão e nas suas declarações, vejo-a sempre com aquele ar pesadão e autoritário. Aliás, parece-me que alguns lhe atribuiram como sendo "distinção e competência" (até pessoas da ala esquerdista concordavam com tal "aura"), aquilo que fundamentalmente se deve dever à tal coisa de aparência de "bicho" sério. Bicho político muito muito sério e voz grave cavernosa de quem vai dar uns açoites ou pôr de castigo depois de acabar de falar. A "dama-de-ferro".
Pois bem, a tal dama-de-ferro oxidou no outro dia, deu provas inequívocas da sua ferrugem, mais do que só a figura, tem lá o conteúdo autoritário e até, ditatorial. É que, e eu bem ouvi, quase de queixo caído, a senhora, em jeito de quem a seguir vai cear um bolo inglês, lavar os dentes e meter-se na cama de consciência tranquila, a dizer que em democracia nunca se conseguem reformas e que se calhar o melhor até era deixar de haver democracia durante 6 meses para se "meter tudo na ordem", e depois logo podia voltar a democracia. Assim dito como se a democracia fosse a vizinha de cima de quem nem sabe o nome, mas que de vez em quando faz uns barulhos esquisitos com os pés que se ouvem no tecto e até costuma dizer, às vezes, "boa-tarde", quando a encontra no patamar de entrada do prédio. Assim como se a ditadura fosse uma hipótese a considerar. Será que a senhora durante o Estado Novo viveu uma Belle Époque? Já não basta uma natural instalação de clima repressivo generalizado desencadeado pelos vultos das recessões económicas e a "crise financeira" apregoada todos os dias para se achar que reprimir ainda mais e de outras maneiras é uma boa ideia? Foi esta senhora que andou a telefonar compulsivamente para dar não sei quantos mil votos ao Salazar para "melhor português", naquele programa de tv do ano passado?

domingo, novembro 16, 2008

Linguagem teatral

Seguem neste post as caretas da Greta (cá está ela neste blog outra vez) numa sequência ("Grand Hotel", 1932 - um clássico pós-depressão 1929) que dura menos de 60 segundos:




















domingo, novembro 09, 2008

É a Hillary não é?

Não estou é a ver quem é o afoito. Um aperto de mãos fica melhor do que um aperto de mamas, pelo menos quando se trata de políticos, acho eu.
Descobri isto nos directórios esquecidos de um cd já com teias de aranha. Não tenho qualquer outra informação sobre a fotografia/ocasião.

segunda-feira, novembro 03, 2008

Amanhã vai haver homem (e até acho que sei qual)

O título deste post pode parecer um bocado estranho, mas deixo-o assim.
A revista Visão desta semana tem os perfis dos candidatos à presidência americana traçados, por tópicos, apresentando-nos dois comuns mortais.
Fiquei a saber que Obama é um bom jogador de póquer e que participou em torneios (sempre ajuda a ganhar manha). McCain, por seu lado, tem sempre uma moeda da sorte no bolso (se calhar serviu-lhe em decisões e intervenções da agenda de campanha eleitoral: lançava-a ao ar quando estava indeciso entre o que fazer/dizer?).

sexta-feira, outubro 31, 2008

Sugestão para Noite das Bruxas

(ou para qualquer outra também)

foto: Andrea Comas, Reuters

Não é por photoshop ou coisa do género. É mesmo "fato":
"A model displays an outfit created by designer Antonio Alvarado during the Pasarela Cibeles Autumn/Winter 08-09 fashion week in Madrid February 14, 2008".


Outra coisa que me faz lembrar bruxarias é o que estranhamente é de uma "Amostra de Indústria da Saúde" (indústria!!) em Tóquio. Veja-se este "Head Spa" (ou "fritar a cabeça com a ajuda de pedras" - até deve ser muito bom, mas parece macabro):


foto: Kim-Kyung-Hoon, Reuters.

sexta-feira, outubro 24, 2008

"60s character drama"...

"The political backdrop of this 60s character drama is both nostalgic and frightening - that disaffected and rebellious Accio finds himself so easily taken in by a Fascist mentor strikes parallels with the our own young men turning to extremism or street violence in a search of identity. Accio clashes dramatically with his older brother, the hip, good-looking communist, but the story not so much about political ideals as their expression of familial jealousies and personal moral development." (http://www.imdb.com/)
"Mio fratello è figlio unico" (Daniele Luchetti)
Spoiler: "Moral" da história: o irmão mais velho ensinava o outro à base de porrada e no final das contas, era tão revolucionário tão revolucionário que depois quis foi apanhar-se com o dinheiro roubado para comprar uma casa para ele, para a namorada e para o bébé, qual revolução qual quê. Ok, a precariedade é lixada e impossibilita, atira para o desespero, mas o filme acaba por não focar muito isso, acho. Gosto muito da cena do concerto com partitura de Beethoven "adaptado" aos camaradas. No filme, ou para as personagens, a política e os argumentos políticos, de uma parte e da outra extrema oposta, são vagamente esgalhados. No geral, os confrontos que se sucedem são um bocado por dá cá aquela palha, estão é todos revoltados ou querem é lutar (literalmente). Entende-se que os protagonistas, nomeadamente o irmão mais velho, são menos ideológicos do que parecem ser ou acham que são. "Accio", o irmão mais novo, percebe que afinal não é fascista, sendo que aliás nos apresentam a sua incursão precoce no meio partidário como resultado de impulsão e desejo de contrariar a família, a imaturidade ao invés de uma consciência política sólida. Chamam-lhe "Accio" e acaba por ser uma espécie de herói da fita, há uma acção pragmática que finalmente acaba por ser inspiradora. "O meu irmão é filho único" ganha perspectiva com o avançar dos minutos, e os últimos são muito bonitos, foi nessa altura que senti maior empatia com os personagens e que o filme fez mais sentido.



Os últimos que vi:
My Blueberry Nights (Wong Kar Wai)
My Name is Nobody (Sergio Leone)
Juno (Jason Reitman)
Speed Racer (Andy & Larry Wachowski)
Rec (Jaume Balagueró & Paco Plaza)

quinta-feira, outubro 23, 2008

A vida é bela (Karina & Manuela)

Cortes de cabelo distintos mas a mesma atitude (na cidade ou no campo e praia).
Veja-se lá se a Karina não é a mais distinta das utópicas. Não sei se há herdeiros de uma cantora deste gabarito que actualmente sejam capazes de adaptar tal sonoplastia e dinâmica.
Também pude constatar, pela primeiríssima vez, que a Manuela Bravo era um ás do rodopio. Eu cheguei a dançar assim, provavelmente depois de beber, mas era a olhar para o chão. Gosto especialmente dos motivos renascentistas pela praia e ela a guiar naquela espécie de tanque pela areia. :')




Fluffy bunnies?

"Find people by Interest - Do you like fluffy bunnies? Well, so do 272 other people on LiveJournal."
Mas que merda é esta?

quinta-feira, outubro 16, 2008

Atenção!!: "Estavam lançadas as sementes do lirismo extático e da sistematização profundamente sóbria"

Às vezes compro o jornal num dia e só o leio dois ou três dias depois. Em algumas dessas vezes penso: tenho algum tempo e apetece-me ler qualquer coisa, tenho ali o jornal vou lá buscá-lo, mas não, vou à estante e passado um bocado fico a folhear ora coisas que já li, ora coisas que ainda não li. Depois, variavelmente, fico a organizar mental ou fisicamente os livros a ler no futuro (e o futuro passa para nunca, principalmente quando tenho mais que fazer ou mesmo que nem tenha). Estavam ali de lado, não a ganhar pó mas já a comê-lo, três volumes "Filósofos em 90 minutos" (parece impossível...) e fui relembrar-me quem era o Hegel. O senhor Paul Strathern diz assim, a certa altura:

«Entretanto, Hegel continuava naquilo que melhor sabia fazer, mistificando anfiteatros repletos de estudantes honestos. Com a caixa de rapé pousada ao seu lado sobre a estante de leitura, e a enorme cabeça, onde o cabelo rareava, inclinada, Hegel mexia e remexia nas suas notas, virando páginas para a frente e para trás enquanto ia pronunciando hesitantemente correntes de orações de qualificação abstrusa, sendo as suas palavras frequentemente interrompidas por ataques de tosse, até que, por fim, erguendo-se a um plano de abstracção pura, conseguia eventualmente uma apopteose de eloquência inesperada que momentaneamente elevava o seu discurso de teses e antíteses em constante conflito a um pináculo sublime que transcendia qualquer sentido, e aqui o seu discurso expandia-se, como se tivesse vontade própria, antes de rebentar noutro ataque de tosse.»

Até aqui, à luz do tal Paul Strathern, parece-me um incompreendido ainda não enxovalhado, mas eis que chega uma descrição ainda melhor:

«Por vezes, um aluno especialmente mistificado segui-lo-ia até aos seus aposentos. Aqui este aluno deparar-se-ia com uma estranha figura de rosto descorado que, sentada a uma enorme secretária e envergando um roupão "cinzento-amarelado" que chegava ao chão, ia remexendo em pilhas de livros e de papéis soltos. No meio do estranho discurso com o visitante, era habitual que o filósofo divagasse, murmurando e resmungando por minutos infindáveis, completamente esquecido da presença do outro.»
Se calhar até somos parecidos.
Por aqui até se pode pensar que Hegel era uma espécie de Pai Natal alienado e talvez autista. Fui ver se se confirmava e cá está ele:


É impossível não se ficar "mistificado", parece-me que vejo ali um roupão, estará ele nos seus aposentos? O algodão não engana (isto é, a aparência). É quase cá dos meus. "Filósofo da Totalidade e do Saber Absoluto". Fantástico. Primeira obra: "A Fenomenologia do Espírito" - pois, também sempre ouvi dizer que se começa sempre pelo mais fácil. Quando quiser um quebra-cabeças já sei o que procurar numa livraria.

Uma citação ("Filosofia do Direito"):

"Ser independente da opinião pública é a primeira condição formal para realizar qualquer coisa grandiosa ou racional, tanto na vida como na ciência. Com o tempo, este feito será seguramente reconhecido pela opinião pública, que na altura conveniente o transformará em mais um dos seus preconceitos." Resta saber o que é para ele uma coisa "grandiosa" e o que é uma coisa "racional". Não deve ser nem ter sido sido fácil. Esta opinião é pessoal.

Os filósofos ainda se fazem como antigamente? Ainda se lecciona filosofia no Secundário? Acho que isto é nostalgia.

terça-feira, outubro 07, 2008

Parece que há quem não gostasse que lhe aparecesse um génio da lâmpada

«É bom desejar. Por vezes, muito melhor do que concretizar os desejos. Não raro a antecipação de um acontecimento que queremos muito proporciona mais prazer do que a experiência do próprio acontecimento. De certa maneira, é a consciência disto que permite sermos felizes. A capacidade de saborear essa expectativa, em vez de sofrer com ela.
No entanto, para a maior parte de nós, é preciso acreditar que o desejo se concretize. Ainda que essa mesma concretização se revele decepcionante. É o preço a pagar. Se soubermos que o desejo nunca irá realizar, como podemos imaginar as suas alegrias, e, imaginando-as, vivê-las? Dir-se-ia que não é possível. Bom, para alguns, é.
Certos indivíduos conseguem alimentar desejos e ambições com um zelo tão intenso quanto o que põem nos cuidados para que esses desejos e ambições nunca se realizem.
É um mecanismo mental muito complexo cuja função é preservar a pessoa de frustrações.(...)»
(Paulo Moura in Público)
O artigo continua e às tantas exemplifica com o caso de uma senhora cujo maior desejo era ir à Áustria. Lá acabou por ir e passado um tempo, confrontada com pergunta sobre "novo" desejo responde que é, ir, um dia (quem sabe), à Áustria.
Seria talvez uma generalização sobre pessoas que ficam choné depois de concretizarem os desejos, ou talvez um caso concreto de uma senhora que ficou choné por causa da Áustria.

quarta-feira, outubro 01, 2008

Leite materno (num geladinho ou sopinha)

«Algumas ideias podem não ter futuro nenhum. Uma delas desencadeou contudo no Reino Unido, no último fim-de-semana, a fúria dos produtores de lacticínios. É defendida pela PETA, um grupo de activistas dos direitos dos animais e reza assim: por que não utilizar leite materno em vez de leite de vaca para fabricar gelados? Assim, as vacas não precisariam de estar sempre a procriar para terem leite fresco - e mais, evitavam-se os perigos ligados ao seu consumo: alergias, doenças, etc. (foi isto que motivou a fúria dos produtores). A proposta, relata The Independent, foi numa carta para um grande fabricante de gelados, a Ben & Jerry, "conhecida pelos seus sabores excêntricos". Um porta-voz da empresa responde: "embora aplaudamos esta inédita maneira de chamar a atenção, achamos que o melhor uso do leite de uma mãe é para a alimentação da sua criança". A carta exemplifica ainda o caso de um cozinheiro suíço, Hans Locher, que recentemente procurou comprar leite às mães de lactentes (a cinco euros o meio litro) nas aldeias à volta do seu restaurante para confeccionar sopas e molhos com 75 por cento de leite humano. O problema foi que não arranjou dadoras suficientes.»
(Ana Gerschenfeld, in Público 01.10.08)

terça-feira, setembro 30, 2008

Precisar

Quero ocupar a minha cabeça com estudos. Estudar mais! Continuar a estudar. Conseguir estudar mais! Estar mais tempo a estudar. E depois trabalhar. E estudar. Ocupar-me! Também preciso de tempo livre! Mas não muito. Só o suficiente, só o bastante. Um bocado de tempo livre! Ser direccionado. Poder escolher o que posso, mas não de entre muitas coisas.
(P. Reeditado)

domingo, setembro 28, 2008

Placement

"Possible destinations may include, but are not limited to, Texas, Florida, California, Russia, Kazakhstan, the International Space Station and the moon."



Mais: Aqui





("The open positions require extensive travel on Earth and in space.")


"Astronauts are responsible for technical duties and training at NASA when they are not training for a specific flight or conducting a mission. The duties can include scientific research, mission control communication with on-orbit crews, robotic training, spacewalk training, aircraft operations, technical design and engineering, and wilderness training."
A candidatura era até 1 de Julho e estava incluido "encorajamento" a "mulheres e minorias".

sábado, setembro 27, 2008

Da capacidade de sintetizar

«Os irmãos Coen voltam a assinar uma comédia depois do negro e muito premiado "Este País Não é Para Velhos". "Destruir Depois de Ler" foi o filme de abertura na última edição do Festival de Veneza e conta com um elenco de luxo: John Malkovich, Tilda Swinton, Brad Pitt e os habitués na filmografia Coen Frances McDormand e George Clooney. Malkovich é um ex-agente da CIA que, depois de ser despedido pela agência, resolve escrever e compilar as suas memórias, documentando segredos do Governo. A mulher (Swinton), que o trai com outro homem, decide deixá-lo e resolve tentar roubar o disco que contém o único exemplar do precioso e perigoso trabalho. Mas, por engano, o disco vai parar às mãos de dois pouco escrupulosos empregados de um ginásio (Pitt e McDormand). Os dois planeiam explorar ao máximo a sua descoberta, vendendo a informação e conseguindo com isso pagar uma almejada cirurgia plástica. A CIA envia então um agente (Clooney) para recuperar o disco e resolver o assunto, custe o que custar. É claro que a sucessão de hilariantes acontecimentos não tarda a começar.»
-
«A disk containing the memoirs of a CIA agent ends up in the hands of two unscrupulous gym employees who attempt to sell it.»

quinta-feira, setembro 25, 2008

"The fundamental things apply as time goes by" (lol)

Fala-se, espero eu que bem, sobre a possibilidade de finalmente, qualquer pessoa de qualquer “orientação sexual” possa eventualmente casar-se (ui que bom…) - com outra qualquer pessoa, isto é, que a questão de serem duas pessoas senhor e senhor, rapaz e rapaz, rapaz vai com as outras e rapaz vai com as outras, rapaz e rapaz que vai com as outras todas, rapariga rapaz e rapariga rapaz, ou até, quem sabe, rapaz rapariga e rapariga rapaz, ou senhora e senhora, enfim, toda uma pluralidade que seria, para além de toda a lógica de um sistema não integrador de preconceitos, mas sim das pessoas que nem sempre têm podido, neste e noutros países, ser simplesmente “suas” (para todo o sempre até que o divórcio as separe) e ser isso mesmo que são numa convivência de conivência social, sem sombras impressionantes ou impressionadas (pensando sobretudo na palavra pressão), porque até: "casados" (estando ou não de facto) há muitos. "Muitos poucos", e cada vez menos. Vamos lá, toca a adoptar o casamento. Vamos lá a dar o passinho de união de fato/vestido, que talvez seja um passo qualquer para uma qualquer corrente de casados de fresco que daqui por uns anos até estarão a marchar pela abolição de todo (todo!) e qualquer (qualquer!) casamento, seja entre quem for. O casamento é também um peso-pesado, pela forma em si. Quem gosta vive junto e tem esse benefício e quem precisa ou gosta de se casar que se case (um casamento por mês para cada um!), pelo menos arranja-se padrinhos e madrinhas (e também as boas alcoviteiras certas), e com sorte, um bolo de festejo (na despedida de solteiro/a) que até pode vir com papelinho e frase.
«Esta é uma questão de direitos fundamentais, é uma questão de cidadania, é uma questão que determina a qualidade da nossa democracia. Trata-se de acabar com a humilhação de muitas mulheres e muitos homens que são ainda discriminadas/os na própria lei por causa da sua orientação sexual. Trata-se de afirmar finalmente que gays e lésbicas não são cidadãos e cidadãs de segunda. A Assembleia da República terá finalmente a oportunidade de afirmar o seu empenho nesta luta pela igualdade e pela liberdade – e a oportunidade de contribuir de forma particularmente simples para a felicidade de muitas pessoas. O fim da exclusão de gays e lésbicas no acesso ao casamento consegue-se com uma pequena alteração no texto de uma lei, que não implica custos nem afecta a liberdade de outras pessoas. Porém, será um enorme passo no sentido da igualdade e contra a discriminação.»
Isto já devia ter "acontecido" há centenas de anos. Já se devia estar noutra fase. Ou não?

segunda-feira, setembro 22, 2008

In the land of




Regra #: Os filmes de "zombies" são, regra geral, sátiras, sobretudo políticas e surgem como caprichos.
(P. Reeditado)

quinta-feira, setembro 18, 2008

Dedo no ar para uma pergunta

Não percebo a questão de "activistas religiosos" e quejandos nos EUA contra o "casamento gay" na Califórnia nem noutros sítios. Duvido que haja "gay" que se case "religiosamente", embora - gay que é gay tem que se benzer - isto é quase La Palisse; sobretudo se se quiser andar em vestidos de criacionismos.

"Ê": Contingências e (in)continências, da modernidade

Sentaram-se três, cada qual ao seu telefone e a olhar-se em simultâneo. Número 01, número 02 e número 03, contando-se assim. Olhando-se a si a olhar o outro proverbialmente. Já está, a bolsa já caiu e há um pânico que é novidade. Perguntam-se se são da mesma terra, se têm a mesma pronúncia, se fazem parte na mesma canção. Mas número 01 não se abstém de contradizer a vontade de número 02, visto que número 03 está de acordo sem o saber e sem o dizer, porque número 01 parte o princípio de que 02 não sabe do seu agrupamento. Pensa 03 que é uma praxe, ou um regresso inglório a um desfazer do que 02 supõe fazer bem - que é. Mas fazer é ímpar até que 01 torce um bocadinho o fio, que o telefone é dos de fio (antigo, revestimento de plástico envernizado) e atende quem lhe diz que é tempo de transição. Vai então e liga-se o transístor para ver quem apanha. Reclama-se: transição em saldos! Em saldos! Época baixa! Época alta! Arranje uma e esqueça duas, ou três, ou quatro, ou três ou quatro! Quantos mais melhor. Equipare-se para os novos modelos. Depois muda-se de conversa e o olhar continua simulacro simultâneo. Um número vai a falar com os outros por detrás, mas o outro abre a boca primeiro e depois o outro atrapalha-se e já o primeiro que tinha aberto se encolhe para falar ao mesmo tempo.

(Não esquecendo que sigo a "lógica anterior" e que "
isto" e "isto" vai ser "reciclado" - se eu falasse "político" diria "por contenção de gastos".)

segunda-feira, setembro 15, 2008

O primeiro post do resto da sua existência

A paradização.
Regras para mim com vista à única possível reutilização deste blog:
-blank space-

Como começa a contar agora e como este p. vale por dois, reciclo dois p. de dezembro de 2006.

Reeditado

Last night a dose of raw sugar

E aquela parte do Die Another Day no desconcerto.

quinta-feira, setembro 11, 2008

Error reports

Numa espécie de tempo de "paz" (...), escreve-se um diário. (,...:)
Afinal estou farto de férias.
Até porque, além do problema com o bluetooth, o last.fm também falha, e o tlm está afriqualhado/encalhado/auto-mal-redefinido - quando teclo para a lista de contactos e quero, por exemplo, uma das letras em que é preciso premir a mesma tecla repetidamente mais do que duas vezes para ir lá parar, não passa da letra equivalente à segunda pressão. Chateia um bocado porque depois tenho de carregar no equivalente à "setinha para baixo" até chegar às tais iniciais. AIAI.

Um making of

Apesar desta me parecer uma boa notícia ,
estou a fazer recortes para guardar, de jornais acumulados.

Pointing

Some years ago i intended visiting the whole city, but i took a picture that seems a net.

Yesterday

"Today i lost a tooth" - "Olivia Tremor Control"

Eu digo - Today i lost Bluetooth.


É triste porque tinha uma foto interessante a colocar, de uma carrinha, não de rally mas lá perto, Kaminomoto ("O Tratamento Capilar Integral").
Espero recuperar "Bluetooth" não sei como, não sei se é d"o apagão" (bode-expiatório possível para alguma coisa) mas que não houve aqui nesta zona, não sei se deva arranjar cabo USB para o telemóvel.


segunda-feira, setembro 08, 2008

Pois

Apetece-me escrever qualquer coisa mas não sei o quê.

Manifesto abandeirado vestido de uniforme escolar facultativo e apresentado

Cá se fez cá se paga!
Rendo-me (quase sempre) às evidências: os pormenores (e como são mais que muitos depois não sobra). Ainda não estou propriamente talhado para as horas seguidas a queimar pestanas, por muito interesse que haja. Ainda não quero sair de férias.

sexta-feira, setembro 05, 2008

Figuras de estilo

Estou a estudar anatomo-fisiologia e há figuras de estudo quase "diskobólicas" (vem do grego Diskobolos - poderá pronunciar-se com acento?). Conto um departamento de onze sistemas interactivos (entre si; exemplos: sistema tegumentar, esquelético, muscular, etc) para um organismo humano em termos de objecto de estudo.

terça-feira, setembro 02, 2008

Tinged

"A new sub-genre seems to appear in dance music annually and in recent years we've heard minimal, bailie funk and new rave. This year feels transitional, nothing particularly epoch-making is happening and the best dance record, Blind by Hercules and Love Affair, sounds like it was recorded in 1989. So when Hamburg's Digitalism were asked to tell a story with their mix - hence the title Tabloid - they probably found there's not much to shout about at the moment. Still, they've assemble a bunch of good tunes and it's less lairy than you might expect from a duo associated with rock-tinged rave." (John Burgess, The Guardian, June 2008)

segunda-feira, setembro 01, 2008

Post esquinado

Verção gráfica
Por favor (ou não), ainda é Verão (ou não), sejamos silly.

Versão absedário
Por favor ou não ainda é Verão ou não sesamo chilli.

sexta-feira, agosto 29, 2008

3 Pontos

- Estou menos de férias.
- Estou farto de alguns programas de televisão.
- Amanhã é sábado.

Nietzsche Car

Instalação kitsch/exposição em Portimão, "Nietzsche Car", Thomas Hischhorn, fotografada com telemóvel:








Disseram-me uma vez, mais ou menos recentemente, de expressão vincada

"Eles gostam de te foder". Já não me lembro se respondi com boas intenções, desrespeitosamente ou se fiquei a pensar a que propósito era aquilo, aliás, já não me recordo bem em que contexto foi dito (não foi de certeza nas melhores circunstâncias, porque é um facto que isto é uma espécie de queixinha mesmo pessoal) sendo isso não absolutamente relevante para este post. Não levei a mal - nem é difícil, a frase é ambígua (nem sequer podia, ou ficava maldisposto).
-
O que é um facto (o que se segue é uma espécie de generalização) é que escrever é um placebo perante situações, umas mais memoráveis, outros menos acreditáveis, umas mais evidentes, outras menos conscientes do que se passa ou passou, estou um bocado certo é de que há coisas que às vezes não parecem encaixar nem à força (e nesse caso ainda bem) e outras assustadoras.
-
Actualização por vias de facto de ter iniciado "sessão" no blogger e encontrar um comentário: o próximo post será constituído por várias imagens fotografadas este mês.
Nota: a partir de agora, quando reeditar um post, não o refiro no título, mas em rodapé, e em vez de "editado" ponho "reeditado" que é um bocadinho diferente e mais de acordo.
Nota/dica.2: Faço votos para que a "comunidade" blogger não seja "obrigada" a ter publicidade (seja de que tipo for) nas páginas se assim o não quiser. Se houver escolha, que metê-la implique remuneração efectiva aos "proprietários" e "gerentes" do seu blog, e não enganosa, de preferência com piada.

quinta-feira, agosto 28, 2008

Passatempo (post editado)

http://www.20q.net/


Ofícios e editais

"Eles estão" (espécie de trademark bompovo e também a pensar em parte de uma entrevista do Miguel Esteves Cardoso) "para aqui" em empreitadas. Passa um bocadinho das cinco e acho que as obras que oiço (não dá para fechar vidraças com sol a bater e à temperatura que os metereologistas saberão) (entretanto já não se ouve, sinto-me observado!fo... vou ouvir css que há uma música sobre paranóia) estão demasiado perto para ser da escola que está em vias de construção uns metros mais ao longe.
"Estou para aqui sem fazer nada".
(Pronto, agora recomeçou e já é a martelar - sim, escrevo à medida.)

Hoje é dia 28 (amanhã 29, ontem 27) (não sabia o que pôr no título)

Estive indeciso entre escrever isto aqui ou noutro tipo de linguagem no myspace (até porque já lá deixei escrito um apontamento de género semelhante mas não explícito), de qualquer das maneiras: saí hoje para ver se almoçava ou se tomava o pequeno-almoço ou fazia compras para o almoço (veio a verificar-se que optei por me facilitar com pão e meia de leite) e não pude não reparar num estacionamento (com dois homens a sair do veículo e a ir pela rua, fiquei com a ideia, enquanto ia ao café e não pude ficar a ver, de que um ia ver a parte de cima da rua e o outro a parte mais abaixo). O estacionamento da viatura de urbanização acabei por fotografar conforme se segue. Não sei se devia já ter feito este tipo de constatações por escrito, visto estas coisas, ou parecidas, acontecerem, não pela primeira vez.

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