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domingo, dezembro 30, 2007

Closing Time

Feliz 2008

Que ta coquille soit très dure por te permettre d'être très tendre: la tendresse est comme l'eau (...). André Bay
reopening soon

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Pensamento retirado de uma agenda ano do cão

Estou com febre e é quase fim de ano. Vou escrever: um fado, à Simone de Oliveira, uma carta de acreditação para o Pai Natal, tudo isto com pena e tinta da china. Se encontrar o esquadro ainda melhor. Se um filme do David Lynch ou mesmo o próprio é como uma pintura do Seurat, que sera sera, whatever will be um filme documentário sobre os Da Vinci. Eu explico: como durante muito tempo não acreditei no Pai Natal, pensei para mim: se não há o Pai Natal ao menos então a viúva fatal-new age-punk-música-ligeira-assim-um-bocado-com-trejeitos-em-nome-da-lua-vou-castigar-te-que-cantava-mescalito-e-voando-por-cima-de-um-vulcão-etc é uma combinação das reencarnações de Camões e do famoso pintor, ligeiramente disfarçada e apresentada ao mundo para espalhar o Quinto Império. Se o documentário fosse rigorosamente fiel a estes "factos" e filmado pelo João César Monteiro (estivesse vivo) com direcção artística de Paula Rego, iria a Cannes, ganharia um urso de prata, uma palma de ouro?
Há que promover Portugal.
Verdade seja dita, o senhor Mourinho pendurado ao alto e em grandes dimensões ali na Avenida da República não é suficiente. Eu acrescentava, e já era mais que muito, repetir o feito do Santana: pôr-se altifalantes pela Garret, desde o Natal até à Páscoa, pelo menos, a tocar, desta vez, Ó gente da minha terra, ou o melhor da Dulce Pontes (aquela actuação indecifrável no Tratado por exemplo).

quinta-feira, dezembro 27, 2007

The Passenger e Control

Control não me tinha sido prioritário. Confirmou-se essa relegação.
Há retratos e as músicas competentes num testemunho provavelmente mais ou menos certeiro ou coincidente com as coordenadas e referências dos "fãs" no geral.
Ainda há o mito, o filme enterra-o e o fumo negro lançado no final reflecte na tela o cinzento, a cor que dominou o filme, e que dominou, provavelmente e pela perspectiva que ele me deu (a base: a esposa, o seu livro), Ian Curtis. Os pretos e brancos não se marcam a não ser em alguns planos do rosto do protagonista, como na parte da hipnose. É antes um cinzento manchado pela epilepsia, buracos escuros, que se imprime. Há uma voz mais doce que a original. Não é só a voz. Não há espaços se não o cinzento do contexto, da construção, do entre as paredes do centro de emprego, dos concertos, e sobretudo da casa. É um filme conjugal e aos 23 anos sobe-se à atmosfera, menos cerrada. "Música No Coração" e "Apocalypse Now", os dois filmes referenciados, são títulos que podem ser uma espécie de chave e fechadura para as obsessões da pureza de um romantismo fatalista e labiríntico, mas algo simples ou simplificado como preto no branco (o tal cinzento, escuro; desengane-se quem achar que o cinzento é menos negro que o preto...) e complexo, como os pensamentos e como a culpa.
Foi o que me pareceu. Ian Curtis é trágico e o filme não me deu vontade de ouvir os Joy Division.

The Passenger, Antonioni, espaços e cores, como as das rochas no deserto ao céu, como a do ponto vermelho num pedaço de parede caiada e desfeito em farinha.
Jack Nicholson não voou só sobre um ninho de cucos (ver sequência no teleférico).
Aqui há um existencialismo amargo e também uma abertura a um redor isolado, fechado numa espécie de guerra secreta (que continua nos dias de hoje).
O existencialismo amargo é pintado em estímulos e direcções, em retratos dinâmicos. Os caracóis dos cabelos de Maria Schneider, como outras coisas, são um mistério pacífico, bem presente e despojado, entregues ao ombro. Enquadram-se na arquitectura desta que me parece uma obra maior, e de uma câmara atenta e exigente.

domingo, dezembro 23, 2007

2007, um esboço (editado)

(foto: Chris Van der Burght)


Um ano, como outras coisas, é mais do que a soma das partes.
O que se segue diz-me respeito.
Em matéria de espectáculos, teatro, dança e outros quejandos, vem-me de repente à memória a encenação musical de Meg Stuart, "Blessed", com Francisco Camacho, e as duas noites em que vi o espectáculo, do piorio, "Add Wood". Houve outras coisas, mas não muitas mais, que isto do dinheiro e de ser estudante com horário rígido e limitado, tem desvantagens.

Não destaco nenhum concerto ou "festa" em especial, tendo sido suficientes para parecer que compensei um pouco aqui, sem a inclinação propositada prévia de o fazer, o vazio em teatro. Pensando em 2006, e isto já é contabilismo, reverteu-se uma tendência.

No Verão houve o Super Bock Super Rock, fui lá e teve que se lhe diga. E houve o Festival. Paredes de Coura (claro). Foi a minha segunda vez e também foi especial, como acredito que será em 2008 e sempre. Não há paredes como as de coura/o.

Cinema: nem muito. Filmes em dvd: uma bela quantidade.
Assim três exemplos "de 2007 mesmo" de fazer crescer baba: Planet Terror, Mysterious Skin, Paprika.


Antonioni e Bergman, dois ilustres defuntos acumulados e assimilados para o futuro, um par de almas consagradas pela realização de obras em filmografias marcadamente humanas e idiossincráticas. Dois autores do cinema, dos cinemas que procurarei explorar em 2008.
Em 2007 não cheguei a ver (pelo menos até à presente data) O Sabor da Melancia, Still Life ou I Don't Want To Sleep Alone - três que não duvido serem grandes reforços para aquilo a que o "investimento" na "investida asiática", faz sentir na cultura assim como não duvido o meu prazer e admiração neles, em breve, já estão todos facilmente disponíveis.
Assim de repente, vejo-me com reservas quanto ao My Blueberry Nights do Wong Kar Wai, cujo Happy Together dos idos tempos de já não me lembro quando constituiu deslumbramento suficiente para espreitar outros. É que tem a Norah Jones e para mim isso não é grande (nem pequeno?) abono. Mas o título é apelativo.

Haja Blindness, de Fernando Meirelles, que tenho em boa conta. Vai haver. E vai ter o Mark Ruffalo e o Gael Garcia Bernal, o que é bom, já à partida.


Em 2007 quase não li, tirando jornais, revistas e livros técnicos. Do resto, não há nada que possa destacar em relação a outro resto. Este post foi para destacar alguns aspectos, em "cultura", de 2007 para mim, mas o todo não é a soma das partes, e não há como mostrar todas ou certas partes, nem porquê.
Houve muita notícia, muito acontecimento, muita coisa do mesmo, como há em qualquer ano. Aborto, Cimeira, Tratado. Congressos políticos, conferências sobre corrupção, a Maddie que desapareceu e subiu com o balão até àquela estrela.
Portugal, que fica aqui onde vivo, cresce um nanómetro por trimestre, mas não sei bem em quê.

sábado, dezembro 22, 2007

Técnicas de socialização


(http://www.bompovo.blogspot.com/)

Quando se pergunta se "isso" é do
a) vinho tinto
b) vinho verde
c) vinho branco
d) outras

Responde-se
a) é do nervo que me apanha a vista toda
b) é que sofro duns ataques
c) é que o panorama não está bom
d) estou só distraído
e) sou sempre assim, ainda não sabias?
f) porquê?
g) vai-te foder
h) é porque é natal
i) estou só feliz
j) é do elixir do rei dos tónicos e digestivos, 3 francos, em qualquer farmácia


domingo, dezembro 16, 2007

Modern Times

Reparei que ontem passaram o Modern Times do Chaplin na rtp 2.
Grande filme. Grande Chaplin, relembro-me que esteve no centro da minha cosmogonia fílmica.


Não totalmente a propósito, uma imagem que traduz "tempos modernos" e relação com "um dos seus movimentos", o feminismo, numa captação que não faz juz à superioridade numérica do sexo feminino, mas lhe dá um avanço/comando, ainda por cima em cabedal:


Photo: Elliott Erwitt
Para os incautos, trata-se de Manuela Ferreira Leite e outros membros do PSD, daqui por um par de anos, porque os tempos foram ficando tão modernos que o Erwitt pôde, com todo o respeito, retratar a Manela pós-gastos em operações menos económicas - há pano para mangas. Faz parte de um set de fotografias tiradas através do tempo (tiradas ao futuro), com máquinas digitais com a verdadeira função preview.

p.s.: novo link/blog adicionado: kitsch net. a ver, ler e seguir!

quarta-feira, dezembro 12, 2007

terça-feira, dezembro 11, 2007

segunda-feira, dezembro 10, 2007

1967 on scan

Reza a história que na longínqua noite de hoje havia um rapaz que enquanto escrevia sobre bifocais scannava natureza morta (o papel vem da árvore). A natureza da natureza morta prendia-se com o passado e reza a história que isto poderia loucamente atribuir-se ao facto - não se atribuindo no entanto - do diz que anda para aí uma coisa chamada Conta-me Como Foi, com a Rita Blanco, aquela que o rapaz gosta por ser ou ter sido amigalhaça da Alexandra Lencastre, aquela que o rapaz gosta por ter apresentado uma espécie de imitação a gozar daquele programa que lançou a Ana Bustorff (Desculpa-me Qualquer Coisinha).

Houve uma altura em que I Just Called To Say I Love You era bem complicado. Tendo em conta que a música é um bocado datada (em tempo e não em sentimento) e se a houvesse em 1967 em Portugal, devia ter sido censurada para: I've Just Managed To Check And Dial A Lot Of Numbers To Say I Love You. Isto é capaz de não ser engraçado, mas é que ainda é Natal.

domingo, dezembro 09, 2007

Orson Welles & Mira Nair

Anthony Perkins (: Jeanne Moreau :) Romy Schneider (:

A minha primeira tentativa séria com Kafka foi aos 15/16 anos. Antes disso a minha professora de inglês de secundário tinha-me dito, a propósito da prova oral que iria fazer daí por poucos dias para melhoria da nota para uma mais de topo (ahah, e consegui!), que eu provavelmente iria ter de dissertar sobre este tal Kafka na dita prova.
A primeira tentativa séria foi com O Processo. Só li metade e nunca mais lhe peguei e isto não significa que não tenha gostado. É uma coisa que não se explica: pu-lo de lado, para depois. Não deixei andar nem arquivei, fiz como agora não posso fazer a uma série de processos de outra ordem.
Depois, pouco mais tarde, li-lhe A Metamorfose e uma Antologia de Páginas Íntimas.
Franz Kafka era uma alma atormentada. Passou-se algum tempo desde que tive vontade e necessidade de ler almas atormentadas. (enquanto escrevo isto tento perceber quando começa a repetição, na tv, do Eixo do Mal de ontem à noite, e oiço o Sócrates pausar depois de falar "a todos aqueles que aspiram"). A versão cinematográfica do Orson Welles anda aí e eu trouxe-a, graças às prendas pelo meu quarto de século. Ainda não vi, mas há férias à vista.

Uma Thurman (: Juliette Lewis :) Gena Rowlands (:

Entre as novas aquisições trouxe também, por ter encontrado feita pérola no fundo do mar, tímido e por detrás duma série doutros, não na Fnac (onde já tinha andado à pesca), mas no Corte Inglés, o Hysterical Blindness. É um filme denso e fútil simultaneamente. Bem filmado.
A Uma Thurman tem aqui uma personagem sofrida e problemática, pateta e ingénua. Há uma ou duas sequências em particular que dão (muito) dó. Mas acaba em esperança e relativiza os episódios relatados. Ao contrário do que adivinho d'O Processo, este é um retrato social concreto focado em personagens que numa "idade adulta" se comportam como adolescentes, e é disto que muitas vezes se vive a contemporaneidade. E o trio protagonista tem a química. (atenção, aos distraídos: a Gena Rowlands não é a rapariga de cor de rosa, é uma "velhota-instituição".)

quarta-feira, dezembro 05, 2007

sábado, dezembro 01, 2007

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