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terça-feira, setembro 25, 2007

Memórias de

"A substância, a estrutura humana não mudam. Nada mais estável que a curva de um tornozelo, o lugar de um tendão ou a forma do dedo de um pé. Mas há épocas em que o calçado deforma menos. No século de que falo, estamos ainda muito perto da livre verdade do pé nu."
Marguerite Yourcenar, sobre um seu romance.

Releio e depois pergunto-me, que pé está e estará no século XXI, que século é este em que vivemos há pouco e quanto tempo falta afinal para a desertificação da Península Ibérica? No deserto há areia para se andar descalço.

Abre assim, em latim:

"Pobre almita tão meiguita
Deste corpo sociazita
Que para uns duros lugarzitos,
Escuritos, desertitos,
Sozinha ao presente vás
Ai nunca mais brincarás..."

quinta-feira, setembro 20, 2007

Brassaï: L'amour du marin & Chez Suzy

The grave athenian master taught to men, self-poised, self-centered, and self-comforted, to watch the world's vain phantasies go by with unbowed head. Oscar Wilde




terça-feira, setembro 18, 2007

Bergman

Aqui fica o link para O Passarão. Poderia ser uma homenagem, para a qual diria que participei com empenho na construção, mas foi sobretudo experimentar programas, pretexto para alucinar e uma prenda de anos para alguém de um círculo quadrado, hexagonal e outros polígonos de pessoas que só sabem fazer pouco. Lá para o final, fica muito esquisito e a espécie de epílogo é mais ou menos para educar as crianças, por crianças. No todo está recheado de "piadas privadas" (não gosto da expressão, mas não me ocorre melhor) com outras coisas que dão para toda(s) a(s) família(s). As continuações encontram-se também disponíveis e no mesmo sítio, à vista, mas não valerá a pena espreitar-se se não se gostar da primeira. Está com cortes e partes censuradas, mas não deixa de não fazer sentido. Não foi fácil e não foi a única prenda.

quinta-feira, setembro 13, 2007

Produto Natural

O Queijo São Jorge é "limpo, forte e ligeiramente picante".

49% a 63% Humidade

Produto natural. Leite crú de vaca, coalho e sal.

terça-feira, setembro 11, 2007

Martin Parr's Timeless Work

foto: Magnum Photos, Martin Parr

I never get late to Christmas, and actually, this year, i'll be first.
It's time for a nice gift, a meaningful one.

Maddie, em Duas Partes

Parte I - O Debate

Só recentemente é que tenho estado mais a par do "caso do ano". Mas acho que percebi umas coisitas.
Já tinha ouvido, lido algumas coisas, e no outro dia achei que uma intervenção de um tal Barra da Costa, na televisão, teve interesse. Entretanto houve um debate, com uns ilustres. O Moita Flores, esse paradigma da criminologia televisiva, e o sôtour advogado José Miguel Júdice, tiveram, com os ovos podres atirados ao écran a que dá direito, o meu descontentamento. Os McCann, médicos ricos (qual "classe média" qual quê), vindos da Holanda para Inglaterra (com mansão e tudo) e de lá para umas férias cá e de cá não regressar a não ser na companhia da filha "desaparecida", casal que sempre me foi duvidoso (e principalmente para a única pessoa que conheço, daquelas com quem falei sobre o assunto, que, desde o início, os apontou para o que agora se começa a pensar apontar e apontar), além dos dois advogados mais caros do Reino Unido, também devem ter contratado o José Miguel Júdice, porque ele esteve todo paninhos quentes e cházinho, "eu até digo o seguinte, estou mais preocupado com o casal em si, com os McCann, do que até com a Maddie, porque o que aconteceu já aconteceu". No discurso final lá se redimiu um pouco, mas: coitadinhos. Não andaram a pedir dinheiro, nem foram dar um beijinho ao Papa, nem tão pouco foram os primeiros a chamar a si toda a atenção possível e agora até aquela que parece impossível.
Ok, da minha parte têm o benefício da dúvida, mas é mais isso do que a presunção "a priori" da inocência.
Não percebo porque é que o psiquiatra forense espanhol, no debate, foi recebido e ouvido como um principiante a mandar postas de pescada ou um fantasista romântico, com um certo desdém até. Foi dos que disse coisas mais acertadas e pertinentes sobre o caso em questão, sobre o casal, sobre o contexto e os contornos "da coisa", e pareceram esquecer ou ignorar que teve acesso a informações sobre o passado psicológico do casal, nomeadamente ao facto de a mãe ter antecedentes de problemas psicológicos mesmo antes do "desaparecimento" da filha e ao seu estudo. Toda a sua "teoria" (porcamente desvalorizada e mal apelidada por um ou dois dos ilustres presentes), humildemente apresentada, na devida categoria de opinião subjectiva de profissional experiente, foi, num momento seguinte, posta lado a lado com a opinião "científica!" (por si mesmo, grave e seriamente intitulada) de um psicólogo "nome - não sei quantos - Magalhães", perito em trabalhar com programa que descodifica expressões faciais; mencionou músculos muito contraídos e tal e tal, mas no final da sua menos de meia dúzia de frases vindas do planeta PAROLO, deixou-me a pensar: "queremos é espanhóis".
O senhor ex-PJ mais velho (que estava sentado ao lado do Moita Flores), muito inteligente e ajuízado, o único que me pareceu "piscar o olho" ao espanhol; o director do Expresso (mas este senhor queria era passar a noite a falar de "Segredo de Justiça"); e enfim, o outro profissional da PJ lá no meio da audiência, lá equilibraram a minha disposição para o programa.

Parte II - O Filme (Atenção: o conteúdo que se segue poderá ser considerado de mau gosto e SPOILER)

Em 2009, os McCann ainda pelos tribunais, estreará um filme meu. Realização Playground, produção DCC. Maddie voltará do Outro Mundo em forma de anjo caído, cauda espiralada e ponta em tridente, asas de corvo e reflexos de gata bébé fantasmagórica para se vingar, juntamente com um exército de crianças-fantasma "desaparecidas", dos culpados. A banda sonora será ecléctica, um tema dos Soul Asylum e um dos Beatles em reverse (tocado de trás para a frente em registo demoníaco e com uns samples da Diamanda Galás pelo meio, no início ou no fim) e quiçá, uma ou outra coisinha nacional, para espalhar a cultura portuguesa. A mãe McCann será interpretada pela Sofia Aparício, o Papa será o Pedro Abrunhosa, ou o Nicolau Breyner.

quinta-feira, setembro 06, 2007

2 meses, 20 filmes

Eurovision Film Festival
...thank you Sweden, now let's hear the votes from Playground.
Hello there, how's the weather, sunny beaches and all that, i'm sure. Could you express your opinion on the following selected... yes? ok, count them down for us, please:


Agnes Browne --------------------------- 4
Dans Paris ------------------------------- 5
Night Watch ----------------------------- 6
Harry Potter, The Order of The Phoenix - 6
The Black Book -------------------------- 6
The Descent ----------------------------- 6
Die Hard 4.0 ----------------------------- 6
Lucky Number Slevin -------------------- 6
Paris Je T’aime -------------------------- 6
Pepi, Luci y Bom ------------------------- 6
The Big Lebowski ------------------------ 7
The Simpsons, The Movie ---------------- 7
Hysterical Blindness ---------------------- 7
Heaven ---------------------------------- 7
Ten ------------------------------------- 7
Nueve Reinas ---------------------------- 7
Mysterious Skin ------------------------- 8
Sweet Bird of Youth --------------------- 8
Paprika ---------------------------------- 8
Death Proof ------------------------------ 8

Playground: no "9's" or "10's"?? You're just like Italy.

Actually, last time i gave three 9s, but i lost the right tone for that on the way back here, and i'm kinda lonely for the 10s. No, just fuckin' kiddin' with you, the 10s go against my principles. Sunny beaches, rainy clouds and all this, you and me are sure, thank you, see you next "film festival" year (or day). Good luck Manoel de Oliveira, go go go!

terça-feira, setembro 04, 2007

Arribada



Arribada (de Michael Jensen) + Portugal, The Man (Promotional)
Não gostei do que ouvi dos Portugal, The Man, ainda que sejam do Alaska, pelo menos à primeira. Mas esta nem é a melhor foto promocional. Por outro lado, no outro dia passou um programa sobre tartarugas, sobre o fenómeno "arribada" (era na costa latino-americana) e para mim, estes bichos são "artista do mês", numa má gíria popular.

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