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quarta-feira, agosto 29, 2007

Paprika


[Terra dos Sonhos]
Paprika não existe. Corre lado a lado com Atsuko, e quando corre, salta, quando salta, voa, quando voa, mergulha; de cor para cor, e mesmo quando não está o tema de abertura, ouvimo-lo, e quando o ouvimos primeiro, sabemos que o que veio depois, só podia ser aquilo, ou talvez não tão bom. Ou talvez seja porque o vi agora e em menos de uma semana terei visto novamente.
Não sou um fanático de Anime, mas podia bem sê-lo: caso o tempo e o dinheiro assim me disponibilizassem, porque não é fácil aceder à maioria (ou melhor, à quantidade que se mantém nas penumbras da exportação), pelo menos para mim. Desde "Ninja Scroll", há uns 12 ou 13 anos (ou terá sido primeiro aquele de que já só me lembro do título português - "O Informador"?), passando pelos mais fracos, até chegar aos Miyazaki, ou ao "Ghost in The Shell", e continuando por aqui fora, a animação japonesa, seja nos casos da que é mais para crianças ou da que é para adultos, é, e muito, luz nos olhos meus.
Ninja Scroll atingiu-me pela violência, pela acção; outros pela filosofia, pelas ideias, por outras coisas, pela tecnologia - aquela pela qual cresceu o produto e aquela que ele afirma no seu mundo e no mundo que há-de vir; o futurismo; e aqui, em Paprika, o sonho, magia e movimento. Também um pouco de sangue, tensão sexual e frigoríficos a marchar. Espero que haja continuação.

terça-feira, agosto 28, 2007


"Baby went to Amsterdam
She put a little money into travelling
Now it's so slow, so slow
Baby went to Amsterdam
Four, five days for the big canal
Now it's so slow, so slow

And I was heading up north
To a place that I know
Eating well, sleeping well
But still I was way, way out of line
Amsterdam was stuck in my mind(...)"

sábado, agosto 11, 2007

(Do) Portugal Profundo

Vinha a pensar "vou chegar muito cedo". Estava no comboio a caminho de ir apanhar outro, velhote nos seus 80 e muitos à porta a entrar, fiscal velho amigo (mas novo): "Então onde está a sua amiga?", "Vim agora da farmácia, vou de volta p'a casa", "Pois pois, e a sua amiga?", "Qual amiga?", "Aquela que andava consigo", "Está a falar de quem?" (gagueja), "Da sua amiga do outro dia", "Não tenho amigas!", "Tem tem, aqui há uns tempos andava por aí com uma amiga - hehe","NÃO TENHO AMIGAS!".
Estou no lugarejo, não há nada, muitas casas, ninguém à vista, um café e a estação. Praticamente três horas adiantado. As pessoas saem do café e vão à vida (aos carris) (apanhar o comboio). 10 mesas, trinta cadeiras. Café grande. Quer dizer, "Pastelaria". Em Tunes há uma loja de decoração "AntiTunes". Ah não, afinal é "ArtiTunes". Café grande, trinta cadeiras, eu numa e um velho noutra, na mesa ao lado; deixou cair a cabeça para a frente, queixo no peito, dorme profundamente, até porque a rádio está ligada, a do café. Entra uma velhota como que saída daquela coisa nova "Rock Rural" (um festival de verão na aldeia, para a 3ª idade, há que alargar horizontes, há uns que tocam que se chamam Pica Tomilho, deu na tv). E agora, um trio, lady de idade, com dois moços de idade também, um leva um búfalo tatuado no ombro, daqueles com os cornos tipo candelabro deformado (com alguma imaginação) e uns espaços vazios para os dentes que faltam. Penso em anotar a conversa, para não adormecer, ainda faltam quase duas horas - mais outro café - e depois publicar sob o pseudónimo de Rosa Lobato Faria.
Criancinha com os pais, salta para o cavalo marinho e ouve-se "e agoraaa, no grande recreiooo, bateeem coraçõooes" (Onda Choc, Ministars, por aí, adaptação daquela coisa "it's only words la la"?). Melhor, acabou e a rádio ouve-se novamente ao rubro, "You're beautiful", James Blunt, choro de emoção, até porque também está um rafeiro a catar as pulgas aos meus pés durante a escuta.
Outro café (estou com uma directa em cima).
Isto é no interior mas de certeza que tem praia, assim uma baía dum lado, depois a ocidente uma cascata exótica decorada com aloé vera (?) e depois a sudoeste um mar (despejado de uma bacia), assim puro e cristalino, e salino - estou de olhos fechados e de repente está uma peruca de velhota a boiar ao meu lado, tenho a água pela barriga, a peruca tem etiqueta Rock Rural.
Já só falta uma hora e já estou na linha, do outro lado, atravessa conquistador um senhor de camisa de botões aberta, à casaquinho, e grande barriga a cortar o vento, também leva um saco de plástico bem fechado e suspeito, assim com uns nós, vários. De repente vem um comboio não sei de onde (devo ter adormecido pelo meio) e enche-se a paragem de chineses, japoneses, irlandeses, espanhóis, portugueses, ingleses e mais qualquer coisa. Um loiro grandalhão tem uma aparelhagem portátil e está a ouvir Michael Jackson.

sábado, agosto 04, 2007

Há espanhóis muito boa gente.
Por exemplo, a propósito de um isqueiro meu ser parecido com um "consolador anal", fica-se quase uma hora a falar sobre sexo e se é mesmo verdade que "el cullo" (?) dá sempre prazer, quer se seja homem ou mulher, hetero ou homo. Há lésbicas que queriam ter próstata porque penetração anal a estimula e porque "el cullo es llo mellor" (?). Há um gajo que contesta e diz que quando a ex lá chegava com a mão, duranto acto, ele lhe dava uma palmada para ela a tirar de lá.
Vou de férias, levo livros e essas coisas. O blog fica em stand by.

quinta-feira, agosto 02, 2007

Exercícios de Verão

Kerry Skarbakka, The Struggle to Right Oneself, Shower, 2005

"À medida que se elevar, concentre-se em rodar o dorso desde a cintura, de forma a que o ombro, e não o cotovelo, vá ao encontro do joelho do lado oposto, sugere Layne. (...) Se sentir pressão ou desconforto de lado ou nas costas, poderá estar a torcer demasiado ou a fazer o movimento demasiado depressa. Lembre-se, este é um movimento lento e controlado."

Joely Johnson & Gale Maleskey, Tonificar Todo O Corpo