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sábado, junho 30, 2007


Miradouro de Santa Catarina, 2003 ou 2004

As minhas estátuas preferidas são as que têm barbas (compridas).

sexta-feira, junho 29, 2007

(Les Mauvais Garçons)

Arrecadadas num café. Depois, até me disseram uns nomes (de fotógrafos), mas o inglês falado por espanhol não é coisa para leigo ou destreinado perceber.

quarta-feira, junho 27, 2007

Richard Estes, Paris Street Scene (anos 70, para aí, pelo menos a maior parte das fotos dele são "daí")

(Aldeia) Perto de Viseu, 2002


(Monte no) Baixo Alentejo, 2003



Assumindo que "arquitectura é música petrificada" (Goethe), estas casas, particularmente a primeira, podiam ser da autoria do Matt Elliott.

terça-feira, junho 26, 2007

J. Pollock, Number 32, 1950
Sempre fui fã de pintura abstracta, não há nada mais artístico que uns belos borrões deliberadamente pintados e/ou espalhados, principalmente quando foi requerida técnica especial.
Gosto mesmo e admiro, não estou só a abordar a coisa com algum sarcasmo.
Quando tomo um café como o que tomei agora, diferente dos outros, calha às vezes ficar com muita energia e lembro-me da que é retratada num filme sobre o Modigliani, em que um Picasso vilanesco se lança na "epopeia" de uma pintura, com uma noite inteira pela frente para lhe dedicar, mas sob pressão, assim de rajada non-stop. Para a minha energia, muito mais mundana, dou e imagino, normalmente, fins diferentes. O Picasso depois cansa-se e desespera um bocado, até limpa o suor da testa com um braço. O Pollock, amigo da pinga, e muitos outros, deviam trabalhar assim, à base de momentos de intensa criação. Por outro lado, houve um pintor que disse que uma obra, para ser prima, deve ser fielmente reprodutível pelo criador em qualquer momento, que o pintor perfeito deve ser capaz de destruir a sua melhor composição dez vezes de seguida e de cada uma das vezes pintá-la de novo, demonstrando que não depende da sua decisão nem do acaso. Este senhor daria um belo e inquietante professor de belas artes, possivelmente com as manias, parâmetros e exigências ideais para o cargo. Se eu fosse professor de belas artes (assim numa dimensão alternativa desconcertante, porque é mesmo "vade retro!"), de uma cadeira prática, nas minhas aulas haveria a máquina de café (com a mesma marca de café) que vi há bocado, e todos tinham de beber um (com o risco de depois, tornar-se abstracto o que não seria suposto). Se fosse professor de harpa, e na aprendizagem de uma melodia muito delicada e pausada, os alunos teriam de tomar três desses cafés de seguida, para aprender a resistir à adversidade e serem harpistas perfeitos.

sábado, junho 23, 2007

Maude Lebowski (grande personagem, entre grandes personagens) está para The Big Lebowski
assim como



Isabel Pires de Lima (grande actriz, entre grandes actores) está para John Carpenter's The Ghosts of Mars.
Para os mais desatentos, a ministra esteve envolvida, há uns bons anos atrás (repare-se no ar mais jovem), num acto cultural, de forma determinantemente activa; consta que Carpenter ficou impressionado com o talento e as múltiplas ideias de Isabel para o filme. Graças à senhora e por sua expressa indicação, o famoso realizador acedeu a incluir, para a sua personagem, cenas com referências (culturais) aos Salteadores da Arca Perdida e à Volta ao Mundo em Balão.

quinta-feira, junho 21, 2007

6 meses, 25 filmes

(minha adaptação do antigo ciclo da rtp2)

Reuni, dentro de todos os que me lembro e só apontando os que para mim valeram, em opinião subjectiva, 5 ou mais numa escala de 1 a 10 (vi pelo menos mais uns quatro filmes), os seguintes 25 filmes visionados pela primeira vez e na primeira metade de 2007:

Cotton Club ----------------------5
Bobby ---------------------------6
Sunshine ------------------------6
One From the Heart -------------6
24 Hour Party People ------------6
El Laberinto del Fauno -----------6
And God Created Woman --------6
Shortbus ------------------------6
Down In the Valley --------------6
Lady Chatterley -----------------6
From Here to Eternity -----------6
Kika -----------------------------7
Little Children -------------------7
Only Angels Have Wings ---------7
Scoop ----------------------------7
Zodiac ---------------------------7
Gloria (Cassavette's)-------------7
Being Julia -----------------------7
Apocalypto ----------------------7
Children of Men -----------------8
Half Nelson ----------------------8
Brick ----------------------------8
Johnny Guitar -------------------9
Punch-Drunk Love --------------9
Pride and Prejudice -------------9

Tinha escrito um comentário breve a cada um dos que têm 5 ou 6, normalmente um aspecto negativo que teve relevância e contribuiu para a pontuação "menos boa", mas acabo por não incluir isso. Também estive para, além do título, escrever o nome do realizador à frente, mas isso implicava esmerar-me um bocado mais, e assim fica tipo jornal, "à la" espaço de crítico das estrelinhas.

quarta-feira, junho 20, 2007

Dei uma volta pelo Museu Thyssen. Primeiras impressões, com brevidade:

Joos van Cleve, Niño de pasión sobre la bola del mundo, c. 1530
(gosto disto porque o puto parece que está a fazer um gesto antipático e está com a cruz tipo estandarte, a ser retirada ou posta. a "bola do mundo" é que tem uns adornos que lhe dá uma certa estética "traças")

Jozef Israëls, Mujer de un pescador oteando el horizonte sobre una duna, c. 1900

(gosto disto, em parte pelos tons, acho que devo ter uma boa quantidade de pigmento xantofílico na retina - linguagem nerd/geek, também às vezes chamada de "científica" - parece-me que consigo distinguir bem na gama do azul, verde, azulado, esverdeado. e o mar é do cinzento da tinta. o quadro tem a particularidade de ser daqueles em que se nota o pincelado, até gosto disso. não percebo nada de história de arte. acho bonito e sereno, gostava de ter em casa)

Georgia O'Keeffe, Nueva York con luna, 1925
(acho piada a isto, é um bocado ou quase cartoon, e tem qualquer coisa que acusa anos 20, sabendo-o "daí", é mais fácil acusar. mas não fazia questão de ter em casa. num futuro espaço meu, se fosse rico, para além do andar a correr a adoptar bébés necessitados espalhados pelos quatro cantos do globo, acho que seria coleccionador de obras de arte. não dispensaria fotografias "sujas", actuais, todas a p/b ou todas com cores pouco vivas, daquelas a puxar ao urbano e alternativo, que gostasse e que não achasse rebuscadas ou demasiadamente qualquer coisa - por um corredor, por exemplo. depois disto fiquei com a sensação que além dos desejos de ter obras de arte, também estou com pensamentos de decorador de interiores)

domingo, junho 17, 2007

http://www.myheritage.com/

"find the celebrity in you"

actualização deste post para breve.
já usei 6 fotos diferentes e aquilo deve ser misto roleta russa com análise de expressões faciais e estrutura óssea e posição na foto e coisas assim. tenho uma amiga parecida com a margaret thatcher e também com a penélope cruz, o ayrton senna e ainda a grace kelly e o omar sharif. é muito especial.

actualização
(uns quantos cromos, diga-se...: diana rigg - tipa dos vingadores dos anos 60; um puto; o phillip k. dick. segundo o site, de acordo com mais duas ou três fotos, também sou parecido com, entre outros: marc almond, michelangelo antonioni e a madre teresa(!))

sexta-feira, junho 15, 2007

Já me começo a amanhar com o photoshop.
Primeiros Miss e Mister Mundo:

Já não está directamente relacionado com photoshop, mas a Björk é uma Miss.
Como estou em época de exames, resolvi começar a escrever um conto.
Até agora existem três páginas. Estas duas coisas têm-me ocupado tempo e não tenho escrito nem "postado" nada aqui.
Mas de vez em quando espreito uns blogs, vou parar a outros e li recentemente esta "piada", que acho que já conhecia, mais ou menos assim:
o marido chega a casa, depois de um dia longo de trabalho, a mulher acaba de cozinhar; o jantar está pronto, ela pergunta:
- Sirvo-te?
- Às vezes...
Gosto muito quando se diz: "a vida é feita destas pequenas coisas" e isto é uma oportunidade para o dizer.

domingo, junho 10, 2007

Continuando na América Central, mas recuando ligeiramente no tempo:


Apocalypto, Mel Gibson, 2006

O Apocalypto podia ser considerado, à partida, como foi com a Paixão de Cristo, basicamente, um bocado pretensioso, logo a começar pelo título. É que das duas uma, ou há mesmo uma conjuntura em que consistiu o mote do filme: a (breve) consideração sobre os declínios das civilizações (aquela em particular), ou então aquilo que nos é claramente, derradeiramente e mais tempo apresentado: um filme tipo Rambo, para pipocas. Partindo da segunda hipótese e tendo em conta esse suposto propósito menos pretensioso, o filme está bem conseguido, vê-se bem, embora a perspectiva da acção seja directa, simples, linear e um bocado hollywoodesca e a certa altura me tenha custado um bocadinho à paciência (por momentos avistei a Rosa Mota a fazer de duplo do protagonista, todo ele, e ela, maratona), mas o gore compensa. De resto, a parte mais histórica tem interesse (a meu ver, uma exploração maior desta teria beneficiado em muito o filme - fica por fazer um filme "completo" sobre o declínio da civilização maia) e como dizem, acaba por estar lá quase tudo, há o cuidado na caracterização e indumentárias, no idioma usado, e nota-se que é do Mel Gibson: o Braveheart (bleack) e A Paixão de Cristo estão lá, com a habitual "carga" de valores morais/familiares/paternalistas. Ainda assim, pus-lhe, no "meu" imdb, um 7 em 10.

a novela que segui e que gostei.

até a cicciolina apareceu.

quarta-feira, junho 06, 2007

Tenho duas notas guardadas para a feira do livro e este filme para ver (acho que vou gostar). À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo ("lol" - o 1º e talvez último num post deste blog).
Foto: Paula L.

A pessoa que aparece a fumar não recebeu nada pelo "anúncio publicitário à marca"; é serviço voluntariado (digo eu...).


sexta-feira, junho 01, 2007

Gosto de andar de metro quando se ouve "a senhora" a dizer "senhores passageiros, é favor não forçar as portas", na carruagem em andamento, já túnel fora, sobreposto ao som da velocidade sobre carris e com o som da gravação de voz desfasada, isto é, a voz da pessoa a dizer o mesmo em repetição, com intervalo de tempo de centésimos de segundo entre cada palavra da frase, tipo duplo/eco robótico/operático/programado. Quase parece que o destino, em vez de ser Alameda, é Marte ou o andar B30 da estação espacial. Aliás, é como um filme de ficção científica portuguesa podia acabar: "senhores passageiros, é favor não forçar as portas".

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