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quinta-feira, maio 31, 2007

(não fui eu que fotografei, não apareço, não tenho a t-shirt, nem estava a sujar o chão.
mas lembro-me como se tivesse sido há 5 dias.)

quarta-feira, maio 30, 2007

Fui à mercearia/mini-mercado e estava na fila como próximo a ser entendido. Como a senhora da frente começou a debitar e a puxar conversa com a da máquina registradora, feita amigalhaça, inspirei fundo e depois pensei em duas coisas, acabando por fazer uma terceira: não adoptei o método zen, isto é, imaginar um cenário idílico em paz e harmonia para atenuar a irritação/stress, nem resolvi reclamar logo ou começar a manifestar a pressa e desagrado, antes peguei na carteira e comecei a contar as moedas castanhas para pagar o valor certo, bem trocadinho. No meio delas encontrei um penny, com a rainha Elizabeth II na cara. Agora já posso oferecer "a penny for your thoughts". Acho que isto foi mais ou menos um sinal divino, a dizer que estou a precisar e que devia viajar.

terça-feira, maio 29, 2007

Têm-me dito que estou mais magro. Várias pessoas. Eu sei disso, concordo, mas não percebo bem porquê, alimento-me de acordo com o que é normal para mim (e não acho pouco nem muito) e tirando andar a fumar consideravelmente mais, não vejo razão.
Acho que podia aparecer num número diferente da Men's Health, na capa: ver-se-ia fotografia dos meus braços até às mãos - que estariam a agarrar dois maços de tabaco vazios e um terceiro com quatro cigarros sobreviventes, tudo fumado num dia e noite (mas não é o normal). No artigo, como título para uma série de entrevistas a várias pessoas na mesma "situação", ler-se-ia uma citação de uma resposta de alguém, entre aspas e a bold, tipo "Pratico isto de fumar desde os 15 anos e desde então que sou mais feliz."

Regarde la petite tortoise!
Lisboa, Casa do Alentejo, Maio 2007 (sharp mobile!)
Faz de conta que os turistas que estavam ao lado eram franceses.

quarta-feira, maio 23, 2007





Robert Mitchum, Shelley Winters, Lillian Gish
in
Charles Laughton's only direction, kind of a one hit wonder (but better!)
The Night of the Hunter, 1955
Chegou. Demorou quase dois meses. Tem etiqueta "budget dvd" (e saiu mesmo barato).

domingo, maio 20, 2007

Num post anterior falei em óculos escuros. Foi no final dos anos 50 e na América, que começaram a ser mais usados e apreciados, acho que sobretudo nas praias e também como statement. Antes havia a máfia, para quem os óculos eram tão importantes quanto os relógios. Já praticamente nos anos 70, houve em Portugal a "Óculos de Sol" da Natércia Barreto, essa que também tem uma péssima versão - "São Francisco"; os óculos adaptados a um estatuto de "tender object" e para "ocultar o sofrer/não dar a perceber/disfarçar o chorar". Há que ver que desde sempre que também têm sido acessórios que permitem disfarçar olhos negros. O Roy Orbison disfarçava um ar muito geek. Gosto de Roy Orbison. No cinema sempre houve profusão de óculos escuros. Os anos oitenta trouxeram a "Sunglasses at Night" do Corey Hart (o Tiga pegou e transformou a música há uns anos) e os óculos escuros eram muitíssimo usados, à noite também. Modelos, sempre os houve variados.



Não tenho informações sobre o fotógrafo ou o ano desta fotografia, mas sei que é da América dos anos 50/60, e as senhoras devem ter acabado de fazer, cada uma, a sua american pie, e gozar ali, o repouso e sol merecido (a minha favorita é a dos aros ligeiramente "borboleta", a segunda de lá).

sábado, maio 19, 2007

Há uns quantos anos saiu um jogo para computador chamado Half Life. Shoot'em up, first person shooter, etc, uma dessas designações. Tinha uns gráficos muito bons, ambiente bem construído, argumento satisfatório dentro da ficção científica futurista, sóbrio e com acção viciante. Excelente.
Depois saiu outro - sequela, que não lhe fica atrás.

Um tal de Amadeu de Souza Cardoso pintou um quadro em que o homem me parece o protagonista do jogo, mas sem óculos e se tivesse vivido uns séculos atrás. Essa pintura e uma outra também deste Amadeu (chamada "Cabeça", que tem menos variedade de tonalidades e formas mais redondas, e que prefiro), estão bem para um título como "Half Life"/"Meia Vida".




























Às vezes sinto-me um bocado "a meia vida", há alturas em que falta fôlego e custa ter de buscá-lo. É muito bom quando nos é "dado".













quinta-feira, maio 17, 2007

Normalmente não gosto lá muito de óculos escuros nos outros (depende um bocado) e nada em mim.
Mas em filmagens, fazendo o papel de paciente/doente velhote "manipulador", gosto quando uso uns óculos grandes de filtros verde-vermelho (tipo aqueles que vinham antigamente em caixas de cereais para ver bonecos a três dimensões, mas com e para efeito diferente), para examinar a fusão (da visão binocular), num teste que se costuma chamar "Luzes de Worth". Worth é nome de senhor (pioneiro da técnica), mas pensar «luzes de "valor"» é mais bonito.

terça-feira, maio 15, 2007

Li no jornal que houve para aí um "mapa de Fátima com anúncios sobre sexo". Parece que um mapa/roteiro de Fátima, distribuído aos peregrinos a propósito dos 90 anos das aparições (Lúcia's "...fields forever", "...in the sky with diamonds" - continuo a achar, como alguns outros e desconfio que não poucos, que ela e os primos andavam na apanha do cogumelo, isto porque é mais giro achar que viram mesmo uma senhora de branco em cima de uma árvore a contar-lhes segredos "divinos", do que achar que andaram a fingir), além da publicidade religiosa (que boa expressão, tão intemporal e ao mesmo tempo tão século XXI) tinha também anúncios a "artigos e instrumentos", respectivamente - afrodisíacos e sexuais. Pessoalmente, acho que, por acaso, faz falta a Fátima um "Motel da Santa", por exemplo, ou "Pensão da Virgem" com preços tabelados à meia-hora.

S. Lázaro (by night!)
Rua de São Lázaro (Lisboa), Março 2007, "foto de ocasião"
(com Mamiya ZM Quartz*, a analógica com a qual mantenho relação afectiva)

*Hei-de continuar a preferi-la, mesmo quando eventualmente tiver uma digital, as analógicas permitem a sensação de que se está a participar mais no "acto de fotografar"

sábado, maio 12, 2007


Betty Davis
(foxxy - the one and only)
Por enquanto ainda consigo assobiar.
(ver post anterior)
Uma vez escrevi “dente que rói a gengiva”, estava com um papel já rabiscado à frente, no final da adolescência, não num “período crítico” - embora use, não gosto desta expressão, a não ser se voltada para se dizer que se está numa altura em que se critica muito, mas isto não é o comum ou o tido como significado para ela – mas sim num momento de espécie de crise. Então calhou passar algum tempo a “produzir”. Há quem diga que, talvez pretensiosamente (no sentido da sensação/sentimento) por um lado e por outro, com alguma piada, que escrever um livro, fazer uma obra, produzir “pessoal e culturalmente” é equiparável a ter um filho. Como que se rebentassem águas e nascesse o que andava cá dentro. Quando não se tem bébés, tem-se estas coisas. Acho que criar um filho, ao amá-lo, deve ser, às vezes, especialmente asfixiante e perturbador. Daí que as tatuagens “amor de mãe” deviam estar nelas e em mais ninguém, até porque teriam um suspeito, possível, triplo sentido (“sofre e ama a ser mãe; é um amor de mãe - uma mãe/mulher amorosa”; “também tem mãe, é amor da sua mãe”).
Mas, retomando: escrevi a frase num contexto ácido e penso naquilo de “o poeta é um fingidor que finge sentir a dor que deveras sente”. Não tendo nada de poeta, nem sequer gostar muito muito de poesia – como género literário, raramente leio, raramente escrevo textos desse tipo (à falta de melhor rótulo, menos impessoal que “texto”, não me ocorrendo agora outra designação e como já fui buscar o Pessoa e porque acabam por se reger mais ou menos pela noção daquilo que são em conceito, pronto, diga-se - os “poemas”, raramente os escrevi), cheguei a três conclusões (para mim) mais ou menos cedo:
- A poesia tem muito de deprimente, mesmo quando as palavras se orientam em felicidade ou magnanimidade e exige uma sensibilidade que nem sempre se tem ou se quer ter disponível.
- Às vezes é giro escolher e articular palavras, outras, nem tanto, é melhor não dar por elas.
- O trabalho envolvido no processo que integra o explorar, o rodear, o codificar de experiências reais, sensações ou pensamentos, justifica-se quase somente a curto prazo. O resultado fica sempre um bocadinho aquém daquilo que se poderá pretender (especialmente quando houve menos “inspiração” e fluidez, e mais procura) e o resultado tem o senão de, se por acaso se vir a reler, revelar-se uma coisa datada ou muito menos significante (mesmo quando não o chegou a ser muito) ou lembrar marcas que até nos fizeram crescer, mas de certa forma também paralisaram.

Eu vinha só para aqui queixar-me - o que eu queria dizer era que quando se escreve sobre dor física devia escrever-se com justo conhecimento de causa, é diferente, mesmo que não se traduza bem na passagem para outrem ou sequer, em termos concretos, a descrição se altere muito, comparativamente, e aliás, as sensações são indescritíveis na essência (e ainda bem).
Seria castrador e não fará tanto sentido noutros géneros literários, mas acho que terá mais mérito, neste aspecto, quem metaforiza ou coisa do género, sobre, por exemplo, uma pedra nos rins, se já a sentiu. Não quero com isto dizer que sou apologista de escritores ou pessoas que experimentam e desenvolvem a vida a pensar principalmente em encontrar matéria para escrita, nomeadamente masoquistas. Mas é que já poderia fazê-lo sobre dor num canto do maxilar inferior que dura 24 horas por dia, começando fraca e restrita, desenvolvendo-se no dia seguinte para ampla e mais incómoda. Foi isto que me lembrou o dente e a gengiva de outros tempos. Venha o siso? Todo torto? Se porventura até já senti isto antes, não me lembro.

quarta-feira, maio 09, 2007

-factos da vida-
Há quem tenha A Concise History of China, não pela prateleira ou mesa de cabeceira, mas na casa-de-banho, sobre o tampo do bidé e ao lado da retrete.
facto extrapolado
Haverá capítulos apropriados e indicados para "casos complicados", por exemplo, The Crimes Committed by The Kuomintang Reactonaires.

sábado, maio 05, 2007

Para a minha colecção verão 2007, tenciono adquirir uma bompovo com "Quando tu nasceste já eu andava neste sofrer".

quinta-feira, maio 03, 2007

-publicidade institucional-
Jovem que por aqui passas, tens menos de 25 anos e mais de 18, espírito empreendedor, gostas de filmes, estás insatisfeito/a e anseias por uma vida ligada ao cinema?
Passa pela Fnac, compra "Medea" do Pasolini (só 45 euros) e oferece-me. Também podes encontrá-lo noutro lado, embrulhá-lo e oferecer-me.
Está nas tuas mãos. Obrigado.
também imaginei um texto parecido, com conteúdo e apelo sexual explícito, que também tem "obrigado" e acaba com um "e se calhar, até à próxima"
Steve McCurry, Allahabad, India, 2001


Steve McCurry, Weligama, Sri Lanka, 1995


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