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domingo, fevereiro 25, 2007

Entre os 6 e os 8 anos, mais ou menos, tinha uma fixação por westerns. Lembro-me que na altura era relativamente frequente passarem-nos na televisão, nomeadamente durante as tardes de fim-de-semana. Os meus desenhos resumiam-se, quase invariavelmente, a índios (bonecos muito rudimentares, cabelos compridos, pernas do tipo salsicha e braços também, com "D" na mão - a minha visão distorcida do arco, em que a corda estava arqueada para a frente ao contrário de ser puxada para trás) e cowboys com flechas grandemente destacadas, atravessadas nos chapéus ou cravadas no corpo, com muito sangue à mistura. Para mim, western tinha de meter índios, tinha de haver o conflito entre dois tipos de personagens, facilmente categorizáveis, em lados de interesse/guerra opostos, todos os outros filmes com cowboys que não incluissem índios desapontavam-me.




De resto, acho que nunca mais vi um western do ínicio ao fim. Não calhou e, bom, é um género morto. O Danças com Lobos foi o último que me lembro de visto (isto é, a maior parte dele, achei-o chato, desisti a certa altura).
Há alguns filmes daqueles muito conhecidos que não vi (The Good, The Bad, and The Ugly, por exemplo).



Vi agora o meu terceiro filme do Nicholas Ray. Depois do Bigger Than Life e do Rebel Without a Cause, rendi-me ao colorido e magnético Johnny Guitar. É dos anos 50 e tem a sua dose de subversão, como tenho verificado ser apanágio dos filmes do N. Ray. A Joan Crawford está durona, diz umas coisas giras e a arqui-rival é suficientemente irritante. O Johnny também diz umas coisas giras. Mas elas é que mandam na história, e no filme.
Gostei muito.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

All Tomorrow's Parties, documentário do festival, está em produção.
Vê-se lá para 2008.












J. Caouette
















Não foi combinado nem foi no dia de são valentim.
Enquanto voyeur por breves instantes, safei-me. Estavam muito entretidos.
Na Gulbenkian, por exemplo, há muito disto, e a relva ajuda. Nunca me ocorreu fotografar lá, mas ali, e já que por acaso tinha a máquina, pronto.
Podia dizer que é o João Cajuda com a Alexandra Lencastre e vender a uma revista. É que também é uma fotografia desse género. Mas a Alexandra Lencastre tem coxas menos cheias, acho que por aí não acreditavam.

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Estava a ver um bocado do programa que estava a dar, o José Alberto Carvalho conversava com uns professores e uns doutores, muito cientistas, acerca das alterações climáticas no geral, presente e futuro, estatísticas, problemas, impacto sócio-económico, etc. Às tantas o apresentador dirige-se a um professor não sei quantos para a análise de um mapa com informação dos aumentos de temperatura e diz assim: "Então, as bolinhas mais gordas correspondem aos locais com maior aumento". O homem confirma de imediato "sim, as bolas vermelhas com maior diâmetro(...)" - cá está, a bela da postura de assunto científico e pareceu-me até um certo "Ah pois, não venhas cá com mariquices". As bolinhas mais gordas do José Alberto terá sido fruto da inspiração, a pensar num público alvo maior e/ou atenuação desde cedo de um possível ambiente "equação-científica-interdita-a-leigos"?
Epah, eu gostei, mas pronto, não foi nada de especial.

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